sábado, outubro 08, 2005
readaptações......
abafado é a palavra que define a readaptação. um mês depois, sinto que não se respira em lisboa. nunca pensei que fosse ser tão evidente, nunca pensei deixar de me sentir em casa em lisboa. as cores mudaram, as dimensões, as noções de espaço e de tempo, o cheiro e a temperatura. não é que prefira dormir com os pés frios, a poder andar de chinelos de manhã â noite. nada disso. gosto do calor do sul. gosto de saber que a marginal está ali ao lado para me curar as neuras que deixei de sentir. cheguei à conclusão que o verde me preenche da mesma maneira que o azul, mas com a água tenho uma história que não tenho com as árvores. talvez venha a ter... é verdade que à chegada já acuso uma ligeira irritação à confusão de santa apolónia, não suporto o cheiro do transito, é verdade que reajo com menos paciência a grandes concentrações de gente, saiam-me da frente, e, o que mais me assustou, é verdade que neste momento me sinto claustrofóbica no meu próprio quarto. é provável que amanhã já me sinta como peixe na água em hora de ponta nas amoreiras, e me esqueça que no fim do mundo o ar puro um dia me fez esquecer o significado do modernismo stress. não me apanhas. e estupidamente dou por mim com receio de sair de casa....
sexta-feira, outubro 07, 2005
trains.....
next stop: porto. destino final: lisboa.
para o caminho, o novo do ryan adams, que há música que soa melhor em viagem, sob pena de trazer à ideia que da próxima o comboio pode sempre ter um destino mais longínquo, mais poeirento, mais laranja, mais sonhado... agora, não para fugir de nada, não para fugir de ninguém, apenas para conhecer e tocar o que mostram os livros, e poder dizer de uma vez por todas se era tudo perfeito apenas enquanto foi impossível, ou se me sinto mesmo em casa por aquelas paragens. no fim do ano era bom, talvez no fim do próximo seja possível. por enquanto, fica a música, que vai proporcionando sistemáticas viagens mentais, sobretudo entre comboios.
orelhas de burro:

ryan adams & the cardinals - jacksonville city nights
para o caminho, o novo do ryan adams, que há música que soa melhor em viagem, sob pena de trazer à ideia que da próxima o comboio pode sempre ter um destino mais longínquo, mais poeirento, mais laranja, mais sonhado... agora, não para fugir de nada, não para fugir de ninguém, apenas para conhecer e tocar o que mostram os livros, e poder dizer de uma vez por todas se era tudo perfeito apenas enquanto foi impossível, ou se me sinto mesmo em casa por aquelas paragens. no fim do ano era bom, talvez no fim do próximo seja possível. por enquanto, fica a música, que vai proporcionando sistemáticas viagens mentais, sobretudo entre comboios.
orelhas de burro:

ryan adams & the cardinals - jacksonville city nights
doctor, doctor....
estou preocupada. tenho um problema com médicos que não há meio de conseguir enfrentar. como metade da população, não gosto de hospitais, consultórios, cheiro a éter, batas brancas, toucas azuis, e afins. não gosto de ouvir falar de sangue e tenho tendência para desmaiar quando oiço descrições pormenorizadas de operações, feridas, acidentes. posto isto, é evidente que evito todo o tipo de consultas o mais possível. tenho pensado mais no assunto ultimamente porque estou de consulta marcada, e no fundo, acho que tudo se explica numa ideia. não gosto que me analisem. posso ver um médico como alguém que salva vidas, mas também o vejo como alguém que invade a privacidade alheia. não gosto que me tracem o perfil desde que nasci com base numa frase que digo. com base em números, em valores, no que quer que seja. não tenho medo nenhum de agulhas, mas tenho pânico do dia em que me dizem o resultado das análises. já disse que não gosto que me analisem? era só um desabafo.
terça-feira, outubro 04, 2005
a meio gás.....
as minhas pernas ouviram finalmente o despertador. estão a acordar, lentamente, mas estão. cinco dias a todo o gás, com milagres de sobrevivência à mistura, rock n' roll sem parar e reuniões diárias dos "impecábeis". flashes a torto e a direito, as luzes da ribalta, só pode... falharam as obras de arte... depois da nova arte do catering, pode ser que também comece a pintar, nunca se sabe... pinto uma semana de calmaria, se me dão licença. pinto garrafas de água, frescas obviamente, e pinto a lápis para poder apagar. preciso de apagar uma semana inteira.
sexta-feira, setembro 23, 2005
disconnecting.....
chegamos ao porto ao fim da tarde e o sol que se fazia sentir nos skates e bicicletas à entrada da casa da música, à saída já se deixou intimidar novamente pelo nevoeiro. um frio de rachar para o sangue do sul, e calculo que também um pouco desconfortável para quem convive diariamente com tardes cinzentas. casacos de inverno, impermeáveis, gorros circulam perto da praia de matosinhos. reparo que ainda estamos de t-shirt e penso que nunca me vou livrar desta tosse e das dores de garganta enquanto tiver de lidar com estas temperaturas desérticas. durante o dia o calor no minho sufoca, à noite os pés não aquecem... talvez o verbo mude. consegui finalmente trocar os chinelos pelos ténis, sem sentir a típica claustrofobia que ataca os pés no final do verão. manga comprida é que ainda não, que o sol quando bate no verde é mais quente. ainda acabo por comprar o terreno, dizem que sim, que daqui já não saio. não digo que não, nao sei dizer, sinto-me em casa, fazem-me sentir em casa, mas o sim é muito definitivo. tudo em aberto, nada de concreto, vejo no entanto as tão necessárias perspectivas que me devolvem parte da segurança perdida. onde não sei, quando também não, tudo desfocado... por agora consegui pôr as preocupações de lado. milagre. consegui chegar à fase do pensar por etapas. tenho três definidas e depois logo se vê. se for para mim não estou, digam que agora estou a viver. depois ligo.
quarta-feira, setembro 14, 2005
there is comfort in the sound.....
o novo disco dos death cab for cutie é perfeito. tem sido muita a música que tem passado pelo leitor de cds do little mac of jó, onde tenho escrito diariamente desde que regressei à "terra do nunca". quase nada de novo, apenas músicas soltas que trago de lisboa, durante as escassas e fugazes passagens que tento manter regulares, mas não tanto como me pede a vontade. a culpa é minha, e em grande parte tua...
o novo disco dos death cab for cutie é perfeito. chama-se plans. não oiço mais nada com a mesma atenção, nem com a mesma sensação de espanto desde que larguei o porto pela última vez em direcção a lisboa in michael's aeroplane. que tangueta impecábel. o ben gibbard pode cantar o que quiser que eu será sempre perfeito, cante ele o que cantar. com esta voz, pode dizer as maiores aberrações do mundo, que para mim serão sempre verdades universais. se as cantar então, digo que sim, sim, pois, pois, a tudo. em casa, em viagem, da varanda com vista para a "terra do nunca", do fim do mundo. o baluarte também gosta, não tem outro remédio. já dorme ao meu colo.
orelhas de burro:
death cab for cutie - your heart is an empty room
o novo disco dos death cab for cutie é perfeito. chama-se plans. não oiço mais nada com a mesma atenção, nem com a mesma sensação de espanto desde que larguei o porto pela última vez em direcção a lisboa in michael's aeroplane. que tangueta impecábel. o ben gibbard pode cantar o que quiser que eu será sempre perfeito, cante ele o que cantar. com esta voz, pode dizer as maiores aberrações do mundo, que para mim serão sempre verdades universais. se as cantar então, digo que sim, sim, pois, pois, a tudo. em casa, em viagem, da varanda com vista para a "terra do nunca", do fim do mundo. o baluarte também gosta, não tem outro remédio. já dorme ao meu colo.
orelhas de burro:
death cab for cutie - your heart is an empty room
segunda-feira, setembro 12, 2005
she's going the distance...
i'm gonna take a short vacation, meet me at the petrol station, drive with me into temptation... time to go. a sensação do costume... pelo menos não é domingo. if urban pressure gets the better of you, have no fear. if urban pressure gets the better of you, disappear.
domingo, setembro 11, 2005
impecábel.....
o regresso ao rock depois das várias sessões revivalistas. o regresso a casa, em tudo e mais alguma coisa. ao longe, estupidamente, chego a pensar que não me faz falta, mas apenas até pôr a chave à porta. em dois segundos esqueço tudo o que deixei para trás, ou quase tudo. afinal, no fundo, ainda há alguma coisa que me faz querer voltar, mas preciso de mo lembrar constantemente. mais uma vez lisboa à vista, o regresso aos sítios do costume, e posso finalmente retribuir atenções que me foram dadas ao longo de um ano (já estamos novamente em setembro), de uma maneira que até então me foi impossível de retribuir por força de circunstâncias que um dia hão-de ter de mudar...). o gesto pode ser mínimo, mas para mim tem uma importância imensa, há quem o compreenda na perfeição. ontem foi um dia impecábel. magnólia, baixa-chiado, belém-algés, bairro alto, incógnito, as caipirinhas sem a pujança do parente, o poder energético de uma mão cheia de coca-colas e, mais uma vez, o regresso ao rock. continuo a não resistir ao honest mistake dos bravery. e ao sétimo dia o descanso obrigatório entre esplanadas e sofás.... talvez ao som do andrew bird, para recordar a rápida passagem por famalicão na sexta-feira passada. uma actuação morna, mas variada e digna da deslocação em jeito de escala eixo norte-sul. quando acordo troquei a vci pela segunda circular, e pelo caminho soaram os kasabian em altos berros, cada vez gosto mais disto, e depois os arcade fire, que oiço já com uma dor de pescoço monumental... já é tarde, o volume da música desceu. gosto do dj. e os white stripes? hoje ainda é domingo, é só amanhã que passo o dia no comboio. impecabel. devemos ter a mania, olha o estado em que estamos.
sexta-feira, setembro 09, 2005
paradise city....
há festa na aldeia. o centro da vila "deserto" em hora de ponta, apenas famílias que entram e saem das pastelarias, porque afinal de contas é hora do lanche. a docelândia é já ali à frente, mas felizmente aqueles frutos proibidos de morango acabam logo pela manhã. não há trânsito, não há carros, mas os autocarros causam um impasse no cruzamento, o único. vai haver festa na aldeia. os ranchos folclóricos estão chegar, vêm do chile, do brasil, do pacífico. e assim regresso ao centro cultural, desta feita sem pulseiras nem alicates. e depois de uma mão cheia de noites revivalistas a la gigi, que me lembram das saudades que tenho dos meus discos, entro de novo no espírito popular. o tédio só invade se o deixarmos entrar. ainda é cedo, não lhe quero dar confiança para se instalar, mas faz-me bem sentir que anda por perto. precisava de sentir isto outra vez. e a rotina das quintas-feiras há um mês que se mantém, devo ter a mania, e depois a sexta é o que se vê. chove a potes lá fora, o nevoeiro no cimo do monte é bonito, mas acentua-me a dor de cabeça e não me deixa acordar de vez. o pôr do sol ontem foi tardio, e lindíssimo mais uma vez, mas eu também me deitei tarde e já aqui estou. onde anda o sol? não admira depois que ande tudo com a cabeça nas nuvens. e o andrew bird? talvez passe por famalicão, que hoje o rancho da aldeia não tem actuações marcadas.
orelhas de burro:
acordei com o "paradise city" na cabeça
orelhas de burro:
acordei com o "paradise city" na cabeça
quarta-feira, setembro 07, 2005
voltas....
a duvida existencial do outro dia permanece..... o que foi náo volta a ser? a "mania" diz que não e eu no fundo também tenho para mim que não, mas há momentos em que tenho a certeza que volta. sem tirar nem pôr, tal e qual. de um dia para o outro deixo de me perder em cinzentismos nortenhos e volto a ver tudo a cores, também elas nortenhas. verde sobretudo, que aqui apesar do castanho que se expande por força das quentes circunstâncias, a ferver, a queimar, continua a ser tudo verde. a vista é magnífica, o silêncio tranquilizante lembra-me de manhã que estou algures onde nunca pensei estar. dou por mim com tempo para pensar como vim aqui parar... a televisão já era... e confirma-se que dos electrodomésticos ditos essenciais é o que menos falta me faz. volto ao ritmo de outros tempos, por um lado tão próximos e por outro já tão desfocados. recupero interesses que adormci à força, recupero a vontade de não querer parar, recupero o espírito, o ritmo, e espero que assim tudo se mantenha por mais de uma semana. volto a acreditar que nem tudo é tão desfocado como o pintava há duas semanas. no fundo, acho que volto a acreditar em mim por mais uns dias, ao fim de tantos dias... e ainda assim sei que estou na mesma. foi preciso sentir que alguém voltou a acreditar em mim para que lhe seguisse o exemplo. talvez tenha sido mesmo da incubadora, não sei.... diz que os primeiros minutos de vida influenciam mais o futuro do que uma educação de anos e anos e do que qualquer decisão que possamos tomar. já estou por tudo, quero é continuar a sentir que o que está para vir é decididamente melhor do que o que já passou. ah... e afinal o que foi não volta a ser. eu é que às vezes me baralho e troco as voltas. as minhas. e este pôr do sol não existe... não pode.
orelhas de burro:
radio 4 - stealing of a nation
orelhas de burro:
radio 4 - stealing of a nation
quinta-feira, agosto 25, 2005
full moon......
tiremos à expressão todo o dramatismo... chamemos-lhe apenas o lado lunar.
o meu foi ontem. outra vez. isto um dia acaba.
o meu foi ontem. outra vez. isto um dia acaba.
quarta-feira, agosto 24, 2005
neighborhood #3
olhar novamente para as fotos da noite zig zag e pensar outra vez no impossível. no sonho de poder engarrafar um sentimento e guardá-lo de reserva para alturas de emergência emocional. tomá-lo de uma vez só e poder sentir novamente a paz daquele momento nem que fosse por um minuto e esquecer a revolta e os porquês que nesta altura me tiraram o sossego mental a que me habituei nas últimas semanas. a descontracção de quem não pensa em trabalho pela noite dentro, de quem não se rende ao piloto automático, nem à frieza mecânica. a diversão pela diversão. o ritmo no máximo e a familiaridade sonora do reencontro. cada um sentiu à sua maneira, e voltou a esquecer tempo e local, apesar de estar bem presente em todos nós a importância do regresso a coura, porque havia um episódio a repetir. melhor, a superar. a temporada foi aberta de rompante, em estrondo, sem bater antes de entrar nem a toques de campaínha. demos tudo por tudo, sem vestígios de cansaço no corpo, estava tudo a começar ainda. os vestígios acabariam por ficar entranhados até ao final do festival. houve grandes momentos em palco no entretanto, é verdade. ainda assim continuo na minha... o público não reage da mesma maneira em frente a uma banda e um par de guitarras. divirtam-se. a direito ou em zig zag. a noite foi de arromba para muitos de nós. as fotos relembram isso mesmo.
neighborhood #2
continuo sem perceber porque se disse entre risos na antena 3 que a hora do concerto dos roots seria aproveitada para ir jantar. que tenham feito bom proveito. esperava mais do concerto, mas tendo em conta que ali se tratava de uma actuação em festival, com tempo contado e encaixado, tenho de dar o desconto. e se o tempo de actuação foi aproveitado para jantar porque estava na hora do momento de hip hop no festival do rock & roll, para a próxima vejam antes de falar porque nem só do dito alternativo se criam momentos "impecábeis". o que foi que os roots trouxeram a coura se não um dos momentos mais rock & roll do festival? e não falo só de guitarras, apesar daquelas terem sido potentes. toda a atitude e o espírito que propagou anfiteatro acima e comandou as danças nas primeiras filas, pelo menos, que o resto não vi. e já não falo das guitarras dos qotsa nem dos foo fighters porque de certeza se conseguiram fazer ouvir até ao algarve. estrondosas como sempre, e ao mesmo tempo límpidas, "imparábeis", "implacábeis". para mim? fortes, com certeza, mas nada de novo. provavelmente nem era isso que se queria, mas eu lembrava um dave grohl mais furioso e destemido no rock in rio, e aí sim fiquei vidrada e quase em estado de choque durante toda a actuação, como se discutisse através da guitarra sem que ninguém entendesse o motivo da raiva. em coura pareceu-me apenas uma tentativa de aproximação. e os pixies? claro que gosto das melodias, claro que gostei do que vi, mas não me marcam como o fazem à geração anterior à minha. foi a segunda vez que vi a banda, e pela segunda vez não me animaram por aí além. não são definitivamente a minha banda. não vi os the national com a atenção merecida e ainda assim achei que estiveram melhor que os the bravery, para mim, a grande desilusão do festival, prefiro nem falar disso. dos futureheads recordo apenas o episódio da cantina e de um momento de tradução/intérprete para mais tarde recordar, entre salmão grelhado, frango assado e bolo de bolacha. talvez o futuro passe mesmo por aí, já não digo nada...
nick cave and the bad seeds em noite de lua cheia. risquei o do you love me da minha lista mental de canções obrigatórias a ouvir ao vivo, assim como adicionei o nome do artista ao contentor dos que mais me surpreenderam no festival, a par dos !!! e dos arcade fire, como já escrevi por aí. nunca tinha visto o nick cave, não lhe ouvia as canções com atenção desde os tempos de nono ano talvez, já vai longe, e ali apeteceu-me recuperar o tempo perdido. quebrou a quebra (passe a redundância) do vincent gallo, que apesar do sorriso irresistível e do charme do cinema, foi um chato do princípio ao fim. ou tocava nos songwriters ou tinha aberto a noite mais a sua guitarra, agora depois da rockidão imensa da juliette lewis abrandar o ritmo daquela maneira no último dia é de loucos. e atenção que eu até gosto muito do género songwriter + guitarrinha, em casa gosto muito, agora ali é brincar com o fogo. uma brincadeira perigosa também adoptada pela juliette quando mergulhou em cima da multidão, tendo sobrevivido não se sabe bem como ainda com roupa para contar. ficou-lhe bem, era o passo que se impunha depois de uma hora de guitarras em desafio constante.
nick cave and the bad seeds em noite de lua cheia. risquei o do you love me da minha lista mental de canções obrigatórias a ouvir ao vivo, assim como adicionei o nome do artista ao contentor dos que mais me surpreenderam no festival, a par dos !!! e dos arcade fire, como já escrevi por aí. nunca tinha visto o nick cave, não lhe ouvia as canções com atenção desde os tempos de nono ano talvez, já vai longe, e ali apeteceu-me recuperar o tempo perdido. quebrou a quebra (passe a redundância) do vincent gallo, que apesar do sorriso irresistível e do charme do cinema, foi um chato do princípio ao fim. ou tocava nos songwriters ou tinha aberto a noite mais a sua guitarra, agora depois da rockidão imensa da juliette lewis abrandar o ritmo daquela maneira no último dia é de loucos. e atenção que eu até gosto muito do género songwriter + guitarrinha, em casa gosto muito, agora ali é brincar com o fogo. uma brincadeira perigosa também adoptada pela juliette quando mergulhou em cima da multidão, tendo sobrevivido não se sabe bem como ainda com roupa para contar. ficou-lhe bem, era o passo que se impunha depois de uma hora de guitarras em desafio constante.
terça-feira, agosto 23, 2005
neighborhood #1
assim de cabeça, os !!! e os arcade fire foram os concertos que mais gostei de ver. os !!! porque souberam fazer a festa e deitar os foguetes ainda de dia independentemente de terem à frente uma plateia apática e à espera que a luz natural se apagasse para começar a dançar à vontade. era ali que deviam ter dançado, seguindo o exemplo do vocalista, um verdadeiro entertainer, dos que usam o palco como terapia de libertação, tal como quem ali vai deveria usar os concertos. seja dia ou noite. para a próxima ou tocam de noite, ou desligam o sol umas horas antes.
os arcade fire..... pelo que me dizem as músicas, por ter sido visto quase na primeira fila e ainda com forças para saltar e (alguma) voz para gritar. concerto ao pôr-do-sol, com a luz ideal, uma verdadeira roda viva em palco, um ou dois excêntricos no elenco da banda que a qualquer momento extravasavam emoções como o delírio da ocasião o exigia. sem regras nem pré-estabelecidos. o mergulho final, o espanto na cara de todos, o sorriso geral que fez a vez das palavras precipitadas e exageradas. não vamos falar para não estragar. foi perfeito, nós sabemos, mas se o dissermos perde a magia. cada um sentiu à sua maneira, mas todos sentimos a força da banda em palco e o efeito daquelas canções no cenário de coura em fim de tarde.
os arcade fire..... pelo que me dizem as músicas, por ter sido visto quase na primeira fila e ainda com forças para saltar e (alguma) voz para gritar. concerto ao pôr-do-sol, com a luz ideal, uma verdadeira roda viva em palco, um ou dois excêntricos no elenco da banda que a qualquer momento extravasavam emoções como o delírio da ocasião o exigia. sem regras nem pré-estabelecidos. o mergulho final, o espanto na cara de todos, o sorriso geral que fez a vez das palavras precipitadas e exageradas. não vamos falar para não estragar. foi perfeito, nós sabemos, mas se o dissermos perde a magia. cada um sentiu à sua maneira, mas todos sentimos a força da banda em palco e o efeito daquelas canções no cenário de coura em fim de tarde.
because....
por que ainda não falei dos concertos? por que não sei dizer de cabeça que banda mais gostei de ver em coura? porque vivi este festival de uma perspectiva completamente diferente, nova, filtrada por uma série de redes mentais que me impediram de absorver a música por completo como o faço habitualmente. trabalho, horários, minutos contados, corridas contra o relógio para chegar a horas, escalas pensadas, tu vês a primeira meia-hora e eu vejo a segunda e quando chego já acabou e não vi os kaiser chiefs e depois dizes-me tu que não gostaste..... eu podia ter gostado. não vi os dfa, nem os hot hot heat, nem os sons & daughters, nem os futureheads... e o sono às tantas é tanto que a ideia de mais um concerto passa já pela tortura. sento-me onde a confusão é menor e onde me posso dar ao luxo de ouvir a música com os pés suspensos, a latejar no ar, sem ter de me concentrar para não ceder ao flectir dos joelhos. olhando agora de relance para o cartaz apercebo-me que ainda vi os concertos quase todos. apercebo-me também que apesar da expectativa inicial foram poucos os que me marcaram como contava que marcassem.
gimme the light.....
a luz de lisboa não tem comparação. a vista sobre a cidade do chapitô é de fazer parar o tempo quando olhada com intenção de absorção. quero levar comigo aquela imagem quando me for embora da próxima vez. a lua está amarela, desfocada, quase suja, igual às luzes dos monumentos que fazem fronteira com o tejo, os únicos que se vêem à noite à beira rio. percebi que é provável que nunca venha a gostar tanto do porto como de lisboa por isso mesmo. a luz, o sol, a claridade, a leveza da cor. tive saudades destas noites. histórias atrás de histórias contadas em clima de regresso de férias, novos episódios, novas vivências, mudanças obrigatórias, confissões de meia-noite com a ajuda da caipirinha, esta longe do travo a limonada da do courense na noite brasileirada....
segunda-feira, agosto 22, 2005
ride the lightning......
para já e em flash rewind apenas os disparos mentais de três viagens infernais de moto 4 que me fizeram perder o sono às quatro da manhã de sexta-feira, esquecer o cansaço acumulado de oito dias sem experimentar o sono profundo, esquecer-me da força da gravidade e voar em direcção ao horizonte sem pensar no que poderia acontecer se... esqueci os se... esqueci as árvores, as pontes, as pedras, o terreno lavrado do recinto agora vazio, apenas cheio de copos também eles vazios, onde perdi algures a consciência do certo e errado e passei a confiar cegamente em quem segurava o volante. a sofia fez o mesmo. comentámos no final em pleno acto de sinceridade que por momentos vimos a nossa vida a andar para trás, acho que foi mesmo o medo puro que nos fez acordar, mas não demos parte fraca. gritámos mais alto para libertar o que nos passou pela cabeça e confiámos na sorte. a adrenalina tem destas coisas. foi muita e injectada de repente. foi do nada que salvei o dia e me preparei para aproveitar ao máximo aquele que tinha acabado de começar e seguiria de baterias renovadas para o after hours do palco 2. sem neuras, preocupações, consciência a latejar, nada..... apenas a certeza de que estava tudo a chegar ao fim e havia que fechar com chave de ouro mais um ciclo courense. da mesma maneira que havia sido aberto no início da semana. eram sete da manhã quando ao guerreiro zag foi pedido descanso. já era dia quando vimos no sorriso cansado de todos a sensação profunda de missão cumprida. o merecido descanso estava logo ali ao lado, sem vislumbre de despertador...
down to earth.....
será hoje que te gravo um, pelo menos, dos discos que me pedes e eu esqueço há meses? i don't want revenge, estou em casa, já não tenho desculpas, praia só amanhã e isso se ainda estiver a sul... isto ultimamente mais parece o jogo do gato e do rato, entre mezzanines e viagens que me demoram três dias a chegar ao destino, olhares alheios atentos, mais do que os nossos, como sempre, acho que já nos habituámos a isso de tal maneira que nem damos por eles. parei de dormir, por agora, a rouquidão está a dar as últimas, parei de sonhar com pulseiras e nomes de jornalistas, as imagens de coura começam a assentar.... há algumas que ficam, poucas por enquanto, aconteceu muita coisa em muito pouco tempo. há uma que fica. longe das guitarras, longe dos palcos, da assistência. essa é minha.
domingo, agosto 14, 2005
let the games begin....
coura já mexe. campistas à vista por toda a parte desde ontem de manhã, que merecem o sol que se faz sentir e que o ano passado lhes trocou as voltas. por enquanto, o calor é intenso e o rio serve para o que nasceu. amanhã há festa de recepção aos que ainda não trocaram as tendas e os mosquitos pelo conforto das residenciais esgotadas e das casas-fantasma. sons and daughters, o som vindo do club trailer trash e o regresso dos zig zag warriors ao local do crime. a fasquia está alta, a promessa também, resta ao campista fazer a festa até de manhã.
quinta-feira, agosto 11, 2005
it's the end of the world......
é ainda com imagens misturadas de quatro dias esquizofrénicos passados a sudoeste entre gente "impecábel", que me encontro no meio de um concerto de mónica sintra. experiência única, nova, surreal se analisada ao pormenor, mas capaz de ser muito divertida se vista ao de leve. agora em contagem decrescente para coura.... estou no fim do mundo, no paraíso ao mesmo tempo, outra vez entre gente "impecábel", acho que era aqui mesmo que precisava de vir parar. trouxe comigo os concertos dos kasabian em potência máxima, josh rouse em novo delírio e anestesia geral, maximo park em estado febril, mylo cut and paste mas droping the pressure in my arms, oasis em altos berros, doves em versão reduzida mas emocionada e talvez mais alguns que agora não me lembro. condições inenarráveis a sudoeste, ultrapassando todos os limites do razoável no que toca à tradicional poeirada, barracões wc, camping. concertos memoráveis, dos que marcam e não se esquecem por acontecerem em formato de linha de montagem festivaleira. para o ano logo se vê, que as memórias visuais perduram e o que se viu ali foi degradante. venham agora as memórias de coura 2005, sem chuva de preferência. chova tudo esta semana, que o cheiro a terra molhada sabe bem é visto de cima, do alto da "casa-fantasma", onde fui acolhida e recentemente adoptada. e por agora estou bem aqui. e a mónica sintra pode voltar quando quiser.
quinta-feira, agosto 04, 2005
mr. brightside.....
e depois de uns tempos nublados que me fizeram criar defesas que hoje me são muito difíceis de baixar, sinto-me quase pronta a deixar tudo para trás. tentei contar-te o que se passava naquele dia. tentei explicar-te uma série de coisas que nunca expliquei a ninguém, porque também nunca as percebi. mas naquele dia percebi que já não fazia sentido continuar a tentar explicá-las porque já não valia a pena. explicaram-se a elas mesmas. não quiseste saber. não quiseste ouvir. não perguntaste o que se passava apesar de teres percebido que se passava alguma coisa. e no dia seguinte voltaste a não perguntar. reparei que eram nãos a mais e a maioria ganha sempre. desculpa se este tipo de atenções me faz falta. acho que nos tornámos demasiado egoístas e nós não somos assim. ando com as emoções à flor da pele, tudo me parece ganhar uma dimensão muito maior do que realmente tem. tudo de bom. with all my heart.
seeing is believing....
mudei muito ao longo deste ano. está agora a fazer um ano. há muita coisa que já não me assusta, coisas a que consegui relativizar a importância por completo. e ao olhar para trás sinto-me tão parva..... acho que é normal, dizem que sim, que mais uma vez se chama a isso crescer, e que só se cresce à força, com embates, desilusões, derrotas e muitas lágrimas. tive algumas dessas cenas, nada de mais, nada que não estivesse a pedir, nada que justifique estar a descrever. desilusões tenho eu todos os dias, apenas porque sou iludida por natureza, e neste ponto ainda não consegui crescer. e não sei quando vou conseguir porque sinceramente é uma coisa que não sei se quero. como me dizia a joana em vilar de mouros com um ar perplexo, eu sou "crente". é verdade. aos 26 ainda acredito nas pessoas. continuo a cruzar-me com pessoas que me fazem alimentar essa crença, e por serem cada vez mais raras, a crença torna-se cada vez mais forte. não sei se faz sentido, mas na prática é isso que se passa. não fui para o porto à procura de nada, nem para fugir de nada. e apesar das saudades que tenho de lisboa quando lá estou e que ainda não consigo enganar, agora que estou a sul, já sinto necessidade de lá voltar para estar com algumas pessoas que lá deixei e que sem que tivesse percebido me marcaram mais do que estava à espera, mais do que quis que me marcassem, porque estupidamente pensei que tinha em lisboa tudo o que precisava. fez-me bem ter percebido isso hoje. fez-me bem ter recebido todos aqueles telefonemas desde que os deixei para voltar a lisboa. e vai-me fazer bem regressar.
terça-feira, agosto 02, 2005
have not.... indeed
enquanto a adrenalina vai descendo alimento-me de smooth sunshine tanguetas que ajudam à aterragem e preparam para nova descolagem.... preciso de um disco que não tenho nem encontro no soulseek, preciso de ouvir por inteiro e muitas vezes uma canção de que só tenho 29 segundos. the havenots - never say goodnight - papercuts.
orelhas de burro:
orelhas de burro:
talking therapy....
descoberta de uma vida: ter percebido nos últimos quatro dias, que afinal posso ser uma pessoa altamente sociável - ainda que em tempo limitado -, e que ao contrário do que sempre pensei sobre mim, até era capaz de me dar bem num emprego de atendimento ao público. e por esta ordem de ideias cada vez tenho menos paciência para aturar computadores. acho que a terapia é por aqui.
little thoughts.......
ao fim de quinze dias... dá-me segurança ter conseguido perceber e sentir na pele o que implica estar longe de casa e daqueles com quem queremos estar e que mais falta nos fazem de manhã, à tarde e à noite. sempre tive a mania que queria ir para fora, sempre achei que era algures fora de lisboa que estaria bem, sempre. talvez apenas porque não me sentia bem aqui. talvez porque simplesmente não me sentia bem comigo, por isto ou por aquilo. o problema nunca foi lisboa. agora então tenho cada vez menos dúvidas. e de cada vez que oiço alguém do porto dizer mal da capital, gosto ainda mais disto, assim como gosto do porto, ou de matosinhos mais precisamente. não tenho por hábito classificar as pessoas por norte ou sul, vai tudo da formação de cada um e não propriamente da geografia. os emproados de lisboa? tenho mesmo de ouvir isto? e os do porto?, pergunto eu, cristas há por todo o lado, norte, sul, este, oeste. adiante. é bom fazer a ponte lisboa-porto aos poucos, com intervalos de fim de semana regulares, para recarregar energias entre cheiros, locais familiares, cafés, praias, e emoções à flor da pele entre sorrisos sinceros e acolhedores, olhos brilhantes, beijos e abraços apertados bem distribuídos porque uma semana pode voltar a ser uma eternidade. a meta dos quinze dias está quase alcançada. quando chegar ao mês inteirinho, acho que será muito mais fácil fazer a ponte in & out, que é como quem diz aguentar-me à bronca numa qualquer capital europeia, que me dará a escola necessária para não me deixar consumir pelo longe e a distância do outro continente. se o futuro assim o quiser. eu neste momento sinceramente já não sei o que quero, ou o que posso, acho que é mais isso. once again volto a saber o que não quero. começo a pensar se alguma vez vou ter as certezas que preciso. não gosto de viver por exclusão de partes, muito menos pelo lema do tanto me faz. preciso de sol, de preferência sem mosquitos, que a esperança de ter deixado de ter sangue doce foi novamente por água abaixo. continuo a atrair melgas e mosquitos de todo o tipo, aventesmas incluídas.
terça-feira, julho 12, 2005
let it ride..... at last
tanta tralha mental acumulada, tão pouca vontade de escrever por preguiça de organização de ideias. sinto-me bem no meu próprio caos. sinto-me bem. é só. acho que é mais isso. sem querendo pensar muito nisso ou sequer depositar os habituais mundos e fundos de expectativa que me são característicos, estou hoje mais satisfeita do que nunca com certas decisões que tomei faz por esta altura um ano e que me deixaram por uns tempos completamente à toa, sem rumo, sem norte. e é agora a norte que volto à estrada. let it ride for the way, música de viagem por excelência, uma nova etapa com o carimbo a ver vamos, com a força acumulada de uma uma semana de praia a sul para mais tarde recordar, de um fim de semana que me faz voltar a sofrer de saudades antecipadas e de uma segunda à noite em festa inesperada ao som da sharon jones que se prolongou em conversa até desoras para um até breve sem cerimónias. thank u all.
terça-feira, junho 21, 2005
hi5 to hard-fi.....
stars of cctv sai em inglaterra no dia 4 de julho. é a estreia discográfica dos hard-fi, banda britânica liderada pelos olhos castanhos de richard archer, um puto ambicioso que vem da santa terrinha e agora quer vender discos nos estados unidos. diz que não anda aqui para competir com os razorlight nem com os killers, mas sim com o eminem. think big é o que lhe vai na alma e em breve nos bolsos. qualquer que seja o concorrente, os hard-fi estão bem lançados na corrida, para já com tied up too tight e, sobretudo, com hard to beat que é um tema do caraças para fazer tremer as colunas e parafernálias afins.
orelhas de burro:

hard-fi - stars of the cctv - 2005
ps - a propósito... aproveito para dizer que sou alérgica a essa praga inenarrável que dá pelo nome de hi5. já me chega o msn.
orelhas de burro:

hard-fi - stars of the cctv - 2005
ps - a propósito... aproveito para dizer que sou alérgica a essa praga inenarrável que dá pelo nome de hi5. já me chega o msn.
eurosport music.....
consta que é tudo uma questão dias até ser anunciado o novo nome da banda. nao interessa... o nome anterior também não fez grande mossa, a não ser no campo do desporto televisivo, de resto duas áreas em que me sagro profunda entendedora... desporto e televisão. adiante. uma banda sueca chamada eurosport, aliás acho que é uma dupla, mas ainda não consegui encontrar grande coisa escrita em inglês. sonoridade 80's que varia entre o piroso-vergonhoso e o vício irresistível de verão. e apesar de às vezes isto até me fazer lembrar aquele mito nórdico vá de retro do sábado à noite chamado wighfield ainda estou na assumida fase do vício irresístível, até porque hoje se assinala o arranque do verão e depois de um dia de praia como o de hoje era mesmo disto que me apetecia ouvir pela noite dentro, que com este calor não há quem pregue olho e assim pode ser que cá chegue o fresco. your brother is my only hope, tell no one about tonight e music baby é o que se arranja por enquanto. tudo uma questão de tempo.
sexta-feira, junho 17, 2005
sunshine tangueta.....
praia e tanguetas novas para tardes de esplanada em refúgios tipicamente lisboetas onde ainda se consegue respirar debaixo de chapéus de sol em espírito de férias agora temporárias mas sem fim à vista. só mar. ir e voltar. voltar a matt mahaffey, mentor do projecto self, que para além do vício da maquinaria musical tem um apuradíssimo sentido melódico e um profundo conhecimento natural do conceito de sunshine tangueta. vício... a canção this is love do mais recente porno, mint & grime. e amanhã o regresso obrigatório a brendan benson.
orelhas de burro:

self - porno, mint & grime
orelhas de burro:

self - porno, mint & grime
terça-feira, junho 14, 2005
new horizons....
"this is different, this is our new album, it's not like our old album"
segundo disseram os lemon jelly numa entrevista de promoção do novo álbum, a ideia desta frase escrita no habitual autocolante emplastrado na capa do disco foi lá posta para não enganar os fãs que esperavam encontrar neste 64'95' um lost horizons part two. psicologia invertida ou não, foi o suficiente para me fazer picar o álbum de uma ponta à outra na renovada vc das amoreiras. não o trouxe, nao tinha preço afixado, nem eu tinha notas de vinte. gostei do primeiro álbum dos lemon jelly, ky, ainda comprei o segundo pensando que fosse à confiança, mas enganei-me. achei-o chato, muito chato, não o devo ter ouvido mais de três vezes. já nem contava ouvir este, mas a arte de fazer tempo em centros comerciais tem destas coisas. e agora que o oiço por inteiro em mp3 apetece-me voltar à loja e trazê-lo. talvez o tenha ouvido no dia certo, talvez esteja com outra disponibilidade para ouvir certo tipo de discos, mas isto soa-me muito bem. guitarras e tanguetas batidas. o chill out para mim é isto.
orelhas de burro:

lemon jelly - 64'95' - 2005
segundo disseram os lemon jelly numa entrevista de promoção do novo álbum, a ideia desta frase escrita no habitual autocolante emplastrado na capa do disco foi lá posta para não enganar os fãs que esperavam encontrar neste 64'95' um lost horizons part two. psicologia invertida ou não, foi o suficiente para me fazer picar o álbum de uma ponta à outra na renovada vc das amoreiras. não o trouxe, nao tinha preço afixado, nem eu tinha notas de vinte. gostei do primeiro álbum dos lemon jelly, ky, ainda comprei o segundo pensando que fosse à confiança, mas enganei-me. achei-o chato, muito chato, não o devo ter ouvido mais de três vezes. já nem contava ouvir este, mas a arte de fazer tempo em centros comerciais tem destas coisas. e agora que o oiço por inteiro em mp3 apetece-me voltar à loja e trazê-lo. talvez o tenha ouvido no dia certo, talvez esteja com outra disponibilidade para ouvir certo tipo de discos, mas isto soa-me muito bem. guitarras e tanguetas batidas. o chill out para mim é isto.
orelhas de burro:

lemon jelly - 64'95' - 2005
sleepmore.....
percebi agora que muitas das minhas crises existenciais são nada mais do que o fruto do acumular de poucas horas de sono e do cansaço que daí advém e que por norma insisto em ignorar.... até ter em mãos mais uma crise de ansiedade. a isso ainda não consigo fechar os olhos. ainda bem, porque a solução para esse problema passa mesmo por fechar olhos e apagar durante doze horas. tudo como dantes, é para lá que sigo. i'm good now, como o bob schneider e o santo antónio. we're going the distance, we're going for speed...... travão de mão.
terça-feira, junho 07, 2005
k-otic....
o k-os lembra-me os roots. conheci o senhor numa primeira parte dos roots no zenith em paris em 2003 (?) se não me falha a memória. apesar dos atrasos de última hora e das confusões do costume chegámos a tempo, eu e a m&m, de ver a actuação do k-os debaixo de uma nuvem de fumo intensíssima que quase apagava os mortiços sinais luminosos de "défense de fumer". na altura lembro-me que a prestação dos roots e respectivos convidados, muitos, apagou qualquer memória musical que tivesse assimilado por esses dias, e por isso aguardo com expectativa máxima a passagem por coura, mas o certo é no dia seguinte, numa fnac qualquer, quando vi o álbum na prateleira voltei a lembrar-me do concerto de abertura, e que apesar da concorrência desleal acabou por deixar no ar o espírito ideal para o prato principal. [isto deve-se pegar, já estou a rimar sem notar...] comprei o disco, exit, mas acabei por oferecê-lo a quem de direito, el gangsta marino rapper por excelência, e fiquei com uma cópia, que ouvi incansavelmente nos dias que sucederam ao regresso de paris. kheaven brereton é o nome por trás da teoria do caos que ontem tomou conta do alquimista a rebentar pelas costuras. o calor insuportável e os ritmos que saltavam do palco pediam por favor para que aquele concerto estivesse a acontecer lá fora. ouvi há bocado que vai haver novo concerto no sudoeste, acho que é mesmo mais por aí. não me apetece perder em grandes considerações de análise, ainda nem sequer ouvi o joyful rebellion, só o single que o download nao tá fácil, mas quer me parecer que o k-os tem mais uma série de músicas fortes e uma banda de peso, e a mistura de estilos que se ouve ao vivo, até mais do que em disco, só pode jogar a favor do artista, da banda e do público, claro. concertos destes a 5 euros? assim dá gosto. ou melhor, assim é possível.
segunda-feira, junho 06, 2005
markling....
parece-me justo reconhecer publicamente que depois de ter andado alguns anos a fazer um ar perfeitamente indiferente quando alguém me dizia que "o homem que mordeu o cão", por nuno markl, era qualquer coisa de extraordinário, na última semana dei por mim a organizar a minha rotina matinal em função do horário do "há vida em markl". não sei como isto foi acontecer, mas sei que o pouco que tenho tido que fazer nas últimas semanas aliado ao calor desesperante que se faz sentir em lisboa e que não me deixa dormir para além das oito da manhã ajudou à criação do novo hábito. este calor só me faz lembrar a sensação de sufoco que é acordar dentro de uma tenda de duas pessoas montada ao sol, num parque de campismo a sul, em pleno agosto.
voltando ao nuno markl... é verdade, nunca achei grande piada ao "homem que mordeu o cão", reconheço o fenómeno, reconheço o excelente trabalho do artista, mas aquilo nao me enchia as medidas, e já ninguém aguentava ouvir falar daquilo. ele era um livro, ele era outro livro, ele era um programa de televisão e o diabo a quatro, com a agravante de que eu nunca pude com a pose da maria de vasconcelos que sem mais nem ontem foi ali metida ao barulho sem que ninguém tivesse percebido bem porquê. adiante...
já falei aqui da minha relação com o humor, que por sinal nao tem nada de muito previsível. não sou fã do seinfeld, nem dos monty python, nem do mr bean. portanto, dirão os especialistas em humor que não tenho grande autoridade para opinar sobre o assunto. confirmo, mas acrescento que acho piada ao(s) gato fedorento e, como dizia lá atrás, ao "há vida em markl". melhor? não gosto de humor rebuscado nem para intelectual ver. gosto sobretudo da humildade do nuno markl e da simplicidade que passa no trabalho final e que faz parecer que qualquer um de nós era capaz de fazer aquilo tão bem como ele com uma perna às costas, sem qualquer tipo de preparação prévia. e isso não é para meninos.
voltando ao nuno markl... é verdade, nunca achei grande piada ao "homem que mordeu o cão", reconheço o fenómeno, reconheço o excelente trabalho do artista, mas aquilo nao me enchia as medidas, e já ninguém aguentava ouvir falar daquilo. ele era um livro, ele era outro livro, ele era um programa de televisão e o diabo a quatro, com a agravante de que eu nunca pude com a pose da maria de vasconcelos que sem mais nem ontem foi ali metida ao barulho sem que ninguém tivesse percebido bem porquê. adiante...
já falei aqui da minha relação com o humor, que por sinal nao tem nada de muito previsível. não sou fã do seinfeld, nem dos monty python, nem do mr bean. portanto, dirão os especialistas em humor que não tenho grande autoridade para opinar sobre o assunto. confirmo, mas acrescento que acho piada ao(s) gato fedorento e, como dizia lá atrás, ao "há vida em markl". melhor? não gosto de humor rebuscado nem para intelectual ver. gosto sobretudo da humildade do nuno markl e da simplicidade que passa no trabalho final e que faz parecer que qualquer um de nós era capaz de fazer aquilo tão bem como ele com uma perna às costas, sem qualquer tipo de preparação prévia. e isso não é para meninos.
sábado, junho 04, 2005
updating....
faz hoje uma semana. já dei por mim a pensar mais do que uma vez que se o sbsr fosse este fim de semana em vez de ter sido no que passou tudo teria sido muito mais fácil, muito diferente. há uma primeira vez para tudo e no meu caso foi preciso chegar aos 26 anos para me estrear de muletas num festival. num festival e não só até porque fiz questão de levar as minhas duas novas amigas a passear por essa lisboa fora logo desde o dia em que decidi descer de mergulho o último lance de escadas do meu prédio. levantei-me e fui à minha vida e só quando cheguei à faculdade percebi que dentro de uma hora, mais minuto menos minuto, já só o tom cruise, em missão impossível, conseguiria fazer mexer a minha perna direita o suficiente para conduzir até casa. acabei em san francisco. xavier, leia-se. três dias depois lá fomos as três, eu e as muletas falantes, para o parque tejo, also known as campo de concentração de loures.
dou a mão à palmatória. apanhei uma estafa como há muito não me lembro. tenho impressão que desde que fiz o inter rail que não me lembro de me ter sentido tão esgotada. um estado de exaustão que me fez ter uma crise de pânico por volta das 11h do dia seguinte por causa de um trabalho deixado para a véspera, e que por isso me fez ter uma discussão acesa, burra e desnecessária com uma colega que por sinal tinha toda a razão. reconheci-o horas mais tarde depois de ter dormido a sesta e compensado as duas horas que tinha dormido na noite anterior, e fiz o trabalho que me lixei.
gosto de me divertir nos concertos, sobretudo em festivais, onde posso estar à vontade, de pé, e fazer a festa se me apetecer sem que tenha os vizinhos do lado incomodados pelo facto de eu gostar de saltar quando a música assim o exige. e mais ainda gosto de ver concertos junto de pessoas que também pensem assim. sara, doutora, teresa, esta é especialmente para vocês.
não gostei do black eyed peas. comparado com o concerto que deram no rock in rio, este foi fraco. fiquei desiludida, estragaram o let's get it started que para mim é uma música com um power do caraças e que tem tudo para ir ainda mais longe ao vivo. não foi. foi com os new order que me esqueci que estava de muletas. não consigo dizer grande coisa sobre o concerto, foi uma cena meio mística, de comunhão, muito emocional não só pela presença em espírito do ian curtis e dos joy division, mas também por a dada altura me ter apercebido que estava a ouvir canções que, depois de anos e anos a ouvi-las em casa, nunca pensei que um dia as viesse a ouvir ao vivo. nessa altura bloqueei. acho que foi com o temptation... é das músicas que mais oiço dos new order, e de repente estava a ouvi-la ali. ao vivo. e reparei que já nem as muletas nem a perna direita me faziam falta. saltei ao pé coxinho, pois saltei, como se não houvesse amanhã, e no dia seguinte quando voltei a ouvir a música ainda me arrepiei. ainda hoje. e desde sábado passado que ainda não houve um dia em que não tivesse ouvido new order.
e o moby foi para a desgraça. contra ódios de estimação e outros que tais sou fã do moby e sempre me diverti à grande em todos os concertos que vi do senhor. este nao foi excepção. não foi o melhor, mas foi aquele em que mais me diverti. saltar o bodyrock numa perna não é para meninos, mas aguentei-me à bronca. o momento cowboy johnny cash foi brilhante e o descanso obrigatório, já no chão, ao som de walk on the wild side fica também para mais tarde recordar. e uma saudação especial à M&M.
dou a mão à palmatória. apanhei uma estafa como há muito não me lembro. tenho impressão que desde que fiz o inter rail que não me lembro de me ter sentido tão esgotada. um estado de exaustão que me fez ter uma crise de pânico por volta das 11h do dia seguinte por causa de um trabalho deixado para a véspera, e que por isso me fez ter uma discussão acesa, burra e desnecessária com uma colega que por sinal tinha toda a razão. reconheci-o horas mais tarde depois de ter dormido a sesta e compensado as duas horas que tinha dormido na noite anterior, e fiz o trabalho que me lixei.
gosto de me divertir nos concertos, sobretudo em festivais, onde posso estar à vontade, de pé, e fazer a festa se me apetecer sem que tenha os vizinhos do lado incomodados pelo facto de eu gostar de saltar quando a música assim o exige. e mais ainda gosto de ver concertos junto de pessoas que também pensem assim. sara, doutora, teresa, esta é especialmente para vocês.
não gostei do black eyed peas. comparado com o concerto que deram no rock in rio, este foi fraco. fiquei desiludida, estragaram o let's get it started que para mim é uma música com um power do caraças e que tem tudo para ir ainda mais longe ao vivo. não foi. foi com os new order que me esqueci que estava de muletas. não consigo dizer grande coisa sobre o concerto, foi uma cena meio mística, de comunhão, muito emocional não só pela presença em espírito do ian curtis e dos joy division, mas também por a dada altura me ter apercebido que estava a ouvir canções que, depois de anos e anos a ouvi-las em casa, nunca pensei que um dia as viesse a ouvir ao vivo. nessa altura bloqueei. acho que foi com o temptation... é das músicas que mais oiço dos new order, e de repente estava a ouvi-la ali. ao vivo. e reparei que já nem as muletas nem a perna direita me faziam falta. saltei ao pé coxinho, pois saltei, como se não houvesse amanhã, e no dia seguinte quando voltei a ouvir a música ainda me arrepiei. ainda hoje. e desde sábado passado que ainda não houve um dia em que não tivesse ouvido new order.
e o moby foi para a desgraça. contra ódios de estimação e outros que tais sou fã do moby e sempre me diverti à grande em todos os concertos que vi do senhor. este nao foi excepção. não foi o melhor, mas foi aquele em que mais me diverti. saltar o bodyrock numa perna não é para meninos, mas aguentei-me à bronca. o momento cowboy johnny cash foi brilhante e o descanso obrigatório, já no chão, ao som de walk on the wild side fica também para mais tarde recordar. e uma saudação especial à M&M.
new quiz on the blog...
aceitando repto do new kid on the blog, e com o intuito de despachar logo a pior parte (a da listagem), partilho convosco que as respostas foram dadas do fim para o princípio do interrogatório, de resto o método que utilizo habitualmente na leitura de jornais e revistas, e com o qual me sinto perfeitamente à vontade.
1 - Tamanho total dos arquivos do meu computador?
10 GB de música num disco de 40 GB.
2 - Último disco que comprei?
gimme danger, o cd que vem com a uncut do stevie wonder. se este não contar, se não me falha a memória o último que comprei sem revista acho que foi a deluxe edition do guero do(s) beck para curar uma neura monumental. para grandes males, grandes remédios.
3 - Canção que estou a escutar agora?
go-betweens - boundary rider (não só agora como em repeat mode nas últimas semanas. podia perfeitamente figurar na lista abaixo - a segunda - mas como é muito recente na secção pessoal orelhas de burro acabou por ficar de fora. tem efeito calmante, mas ataca o estômago.)
4 - Cinco canções que ouço frequentemente ou que têm algum significado para mim?
tendo em conta a dificuldade que tenho em arranjar organização mental suficiente para arrumar canções em listas, o que quase me impediu de responder a este quiz, não respeitarei na totalidade o que me é pedido na pergunta. em vez de um pack de cinco ofereço dois. é conforme o estado de espírito.
josh rouse – suburban sweetheart
brookville – summer parade
prefab sprout - appetite
the smiths - ask
new order – temptation
magnet – where happiness lives
her space holiday – japanese gum
longwave – wake me when it's over
joe henry – the lighthouse
u2, daniel lanois & brian eno – the ground beneath her feet
5 - Lanço o repto a outros bloggers:
sofá verde - roda livre - rua dos malmequeres - já que estás aqui - present tense
1 - Tamanho total dos arquivos do meu computador?
10 GB de música num disco de 40 GB.
2 - Último disco que comprei?
gimme danger, o cd que vem com a uncut do stevie wonder. se este não contar, se não me falha a memória o último que comprei sem revista acho que foi a deluxe edition do guero do(s) beck para curar uma neura monumental. para grandes males, grandes remédios.
3 - Canção que estou a escutar agora?
go-betweens - boundary rider (não só agora como em repeat mode nas últimas semanas. podia perfeitamente figurar na lista abaixo - a segunda - mas como é muito recente na secção pessoal orelhas de burro acabou por ficar de fora. tem efeito calmante, mas ataca o estômago.)
4 - Cinco canções que ouço frequentemente ou que têm algum significado para mim?
tendo em conta a dificuldade que tenho em arranjar organização mental suficiente para arrumar canções em listas, o que quase me impediu de responder a este quiz, não respeitarei na totalidade o que me é pedido na pergunta. em vez de um pack de cinco ofereço dois. é conforme o estado de espírito.
josh rouse – suburban sweetheart
brookville – summer parade
prefab sprout - appetite
the smiths - ask
new order – temptation
magnet – where happiness lives
her space holiday – japanese gum
longwave – wake me when it's over
joe henry – the lighthouse
u2, daniel lanois & brian eno – the ground beneath her feet
5 - Lanço o repto a outros bloggers:
sofá verde - roda livre - rua dos malmequeres - já que estás aqui - present tense
sexta-feira, junho 03, 2005
for better or worst....
a nova música dos foo fighters é um bocado, para não dizer muito, azeiteira. mais depressa imaginava o cristo-feio dos hediondos nickelback a cantar aquilo. preciso de ouvir o resto do álbum o quanto antes para tirar da cabeça a imagem do dave grohl a desfazer-se enquanto grita the best of you do fundo dos maus fígados. e se largar isto depressa talvez consiga evitar o fácil trocadilho...
quarta-feira, maio 25, 2005
this is not a love song...
public service announcement: o nome the bravery lembra-me sempre o enorme respeito que tenho por todos aqueles que, e usurpando uma frase dita pelo mq 3 ou 4 em entrevista à notícias magazine, não têm medo de ser corajosos. fearless? nada disso, antes pelo contrário, só os irmãos corajem admitem o medo sem papas na língua. nunca precisaram de dizer que eram melhores que os primos nem que as primas para saírem por cima. já lá estavam mesmo antes de lá chegarem. e honest mistakes há por aí aos pontapés, i fuck up and say these things out loud... já sei que devia guardar certas coisas para mim. a frieza, eu sei, manter a frieza é um mal necessário, é um truque que nao sei utilizar. e sinceramente também nao sei se quero. stop, drop and roll...nothing's unconditional.
orelhas de burro:

unconditional em memória do ponto alto da sequência rock a alta velocidade e em delírio da esquizofrenia de sábado à noite, que haveria de terminar já em lisboa e debaixo do sol forte de domingo ao som dos mavericks e do irresistível dance the night away, in my own private texas.
orelhas de burro:

unconditional em memória do ponto alto da sequência rock a alta velocidade e em delírio da esquizofrenia de sábado à noite, que haveria de terminar já em lisboa e debaixo do sol forte de domingo ao som dos mavericks e do irresistível dance the night away, in my own private texas.
wild boys
tradução livre e contemporânea: os gajos devem estar loucos, como os deuses do tempo da coca-cola de garrafa. em relação aos duran duran, tudo o que ouvi do concerto (já que nao assisti a nada) foram alguns segundos do hino wild boys , via telefone, cortesia do tv wild boy, a quem de caminho aproveito para enviar um sentido agradecimento. fiquei à porta, cada um tem aquilo que merece, diz que sim, aceito e enquanto isso oiço as tanguetas batidas dos fischerspooner. melão dos grandes, apesar de gostar muito desta odisseia, mas nem eu ando a conseguir acompanhar o actual ritmo de venda de bilhetes, nem, verdade seja dita, cheguei ainda ao ponto de faltar a concertos "imperdíveis" do meu imaginário musical. este ano vai ser complicado, isso vai acontecer umas quantas vezes, e sei que já nao falta muito, mas por enquanto ainda ando a dormir que me desunho. e profundamente.
orelhas de burro:
orelhas de burro:
terça-feira, maio 24, 2005
clor - do assim assim ao vício....
os clor ja andaram em digressão com o tom vek e os engineers, fizeram primeiras-partes para os fischerspooner e os prodigy, e têm o álbum de estreia (produzido pelos próprios) agendado para o verão com saída prevista para julho. os rapazes são britânicos, pelo caminho deixam o ep welcome music lovers, e são mais uns a juntar à lista dos que decidiram fazer de vez as pazes entre as guitarras e os sintetizadores. ouvi três músicas: good stuff (assim assim), love + pain (bastante melhor) e tough love (vício instantâneo). talvez já haja por aí o álbum.
orelhas de burro:
orelhas de burro:
sábado, maio 21, 2005
saturday night therapy
OFICINA DO CAIS
Rua Miguel Pais 75, Montijo
(no centro do Montijo, junto ao cais, a 20 min centro Lisboa pela ponte Vasco da Gama)
HOJE:
Dia 21/5_23h00 (mais hora menos hora...)
banda: BOITE ZULEIKA
DJ: MIGUEL QUINTAO (ANTENA 3/ZIG ZAG WARRIORS)
entrada: 5 Euros (com oferta 1 bebida)
Rua Miguel Pais 75, Montijo
(no centro do Montijo, junto ao cais, a 20 min centro Lisboa pela ponte Vasco da Gama)
HOJE:
Dia 21/5_23h00 (mais hora menos hora...)
banda: BOITE ZULEIKA
DJ: MIGUEL QUINTAO (ANTENA 3/ZIG ZAG WARRIORS)
entrada: 5 Euros (com oferta 1 bebida)
quinta-feira, maio 19, 2005
dizzy up the girl.....
não gosto particularmente de ver concertos na televisão, nem de ouvir discos ao vivo, tirando raras excepções que agora não sei precisar, mas que se prendem com bandas de que sou fã, fã, fã, e que por isso tenho tendência a querer ouvir tudo quanto há para ouvir. tudo isto para dizer que no fim de semana enquanto estava a fazer tempo para qualquer coisa ouvi sem esperar um concerto dos goo goo dolls no palco 3. se não foi ainda, acho que vai ser editado em disco, mas já não me lembro onde foi gravado. também não interessam os pormenores, não faço tenções de o comprar, serviu apenas para me lembrar que gosto muito da banda do rzeznik e que não faz sentido ter ali os discos parados a olhar para mim... e cantam ao vivo a acoustic #3, uma canção do dizzy up the girl com 1'56, e que apesar de ser a que mais gosto do álbum, nunca lhe reconheci perfil para ser tocada ao vivo, para uma multidão como a que assistiu àquele concerto. e até tem.
orelhas de burro:

goo goo dolls - dizzy up the girl - 1998
orelhas de burro:

goo goo dolls - dizzy up the girl - 1998
amigone......
definitivamente... há pessoas que nao foram feitas para se entenderem. não seria então a opção lógica afastarem-se de uma vez por todas e deixarem de se tentar perceber uma à outra e sempre sem Êxito? óbvio... porque quando se toma finalmente a decisão racional que se impõe, acontece sempre qualquer coisa que não estava nos planos e volta tudo à estaca zero. à interiorização da lógica. os outros é que sabem..... logic will break your heart. eu já não percebo nada disto, estou apenas a escrever para ver se no "papel" alguma coisa me faz mais sentido do que no "ar". não faz, claro que não, mas sinto-me melhor. serei normal? diz que não, diz que não...
quarta-feira, maio 18, 2005
the end has no end...
nos últimos dias perdi a conta das vezes que me perguntaram de que clube sou. odeio futebol. mas tens de ser de algum clube. do belenenses, por afinidade familiar, embora me digam que em tempos defendi ser do benfica. do belenenses? ah... ah, o quê? mas quem queres que ganhe? um qualquer, desde que deixem de me massacrar com este tipo de conversas. odeio futebol. cada vez mais. como diz a carlsberg... boa sorting. ganhem lá à vontade, mas não me chateiem a cabeça. e depois ainda vêm os outros...
parece que hoje é melhor ficar em casa... só eu sei.
parece que hoje é melhor ficar em casa... só eu sei.
terça-feira, maio 17, 2005
break on through....
enquanto punha o disco dos doors a tocar no computador pensava de mim para mim que tavez não tivesse escolhido uma coisa muito animada. e enquanto ponderava a hipótese de trocar de banda sonora para as páginas de texto que tenho de ter prontas até às 16h, mas que não há meio de avançarem sozinhas, esqueci a ideia de que talvez não tivesse sido uma escolha musical muito acertada. ouvi o touch me e o resto desapareceu. não consigo ouvir os doors sem me lembrar da sofia e da susana, apesar de não saber nada delas há uns bons anos. inseparáveis as três. eu e as duas amigas mais velhas, irmãs góticas, que no oitavo ano me ensinaram que o jim morrison era deus e o nick cave uma espécie de papa. os doors sempre me impressionaram mais do que o nick cave, mas ainda hoje quando o oiço não consigo deixar de voltar ao tempo daquelas cassetes manhosas que me gravavam cheias de músicas que me soavam tão estranhas na altura, como hoje me soam a familiar. nunca me cheguei a vestir de preto nem a praticar o culto do pálido, mas acho que durante dois anos vivi de doc martens nos pés, na plena convicção de que o jim morrison era deus.
orelhas de burro:
orelhas de burro:
at the movies....
acabei de ver um potencial filme da minha vida. digo potencial porque a minha vida nao se vive, nem se resolve, em duas horas como o filme. vai neste momento a meio da acção, quase sem tirar nem pôr, no que diz respeito ao essencial. se calhar também vou precisar de ver passar dez anos... e sim quando tiver 36 anos talvez consiga olhar para o filme com o distanciamento de que preciso para conseguir rever aquela história sem a sensação de um permanente soco no estômago. se o consegui em relação ao lost in translation - isso sim, a lembrança de uma verdadeira obsessão que felizmente foi com o tempo - consigo-o de certeza em relação a qualquer "filme". é o que eu gosto de fazer... filmes. apeteceu-me ligar-te, mas achei que... nada. não liguei. já é tarde.
segunda-feira, maio 16, 2005
ouvintes rádio energia..... help me out!
apelo à navegação:
se em 1991 já tinha idade para ouvir rádio, e foi ouvinte - e apenas ouvinte - da rádio energia enquanto foi tempo, então é consigo que quero falar, até amanhã à tarde. preciso de opiniões, memórias, programas que ouviam ou críticas, tudo muito directo ao assunto. os mais participativos podem enviar ideias para mjserra_05@hotmail.com, ou se preferirem por telefone, para quem tiver o número, obviamente - peço a vossa ajuda e urgente colaboração.
thanks
se em 1991 já tinha idade para ouvir rádio, e foi ouvinte - e apenas ouvinte - da rádio energia enquanto foi tempo, então é consigo que quero falar, até amanhã à tarde. preciso de opiniões, memórias, programas que ouviam ou críticas, tudo muito directo ao assunto. os mais participativos podem enviar ideias para mjserra_05@hotmail.com, ou se preferirem por telefone, para quem tiver o número, obviamente - peço a vossa ajuda e urgente colaboração.
thanks
sexta-feira, maio 13, 2005
no comprendo....
acordei com uma batida monótona na cabeça. já não a sei reproduzir, mas calculo que seja a mesma que ontem ouvi durante três horas a fio. foi essa a sensação com que fiquei. já percebi que o laurent garnier é o supra-sumo de qualquer coisa. será qualquer coisa que não entendo ainda, nem sei se virei a entender, porque saí do lux já quase de manhã com a impressão de que ao fim de meia-hora já tinha ouvido tudo o que havia para ouvir, mas foi esticando, fui esticando, porque estava a precisar do alheamento que a música alta provoca, e a companhia estava animada. o problema era meu evidentemente, porque olhando à volta, o delírio estava instalado nos quatro cantos da casa. nem se respirava.
quinta-feira, maio 12, 2005
don't dream it's over.....
o subconsciente não brinca em serviço. ontem sonhei que o benfica perdeu, logo eu que nem sei quando há jogos. aconteça o que acontecer, e os benfiquista que por aqui andam que me perdoem, mas já sabem que é para o lado que durmo melhor.
you chose....
é conforme a disposição. ora tranco o carro com as chaves lá dentro para que ninguém lá entre, repito ninguém, ora vou à minha vida deixando as portas com os sinais de "desocupado" e "entre por favor" a piscar, porque os cds até estão à vista e o rádio não anda muito longe... há para todos os gostos.
orelhas de burro:
a emissão especial 2 dukes dos dez anos sobre o nascimento da rádio energia, emitida em 2001 da cave fm para a telefonia virtual, e agora em formato cd e mq3.
orelhas de burro:
a emissão especial 2 dukes dos dez anos sobre o nascimento da rádio energia, emitida em 2001 da cave fm para a telefonia virtual, e agora em formato cd e mq3.
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