quinta-feira, abril 07, 2005

be cool....

percebi ao telefone que nao estavas bem, mas julguei que fosse impressão minha. a mesma impressão com que fico quando me despachas em três tempos e me dizes adeus. "até logo" soa melhor, já to disse, mas agora insistes no "adeus" porque sabes que me irrita. estava a ouvir-te falar ainda há pouco sobre tudo o que passaste hoje e dei por mim a reviver uma série de coisas, tu sabes quais, que me deixaram assim completamente à toa, como estavas hoje. não te consegui dizer grande coisa porque na altura lembro-me que ninguém me podia dizer nada. senti que ninguém estava perto de compreender o quanto aquelas palavras me tinham magoado. não pelas palavras em si, mas pelo alcance que tudo aquilo teria de futuro, porque para trás ficara uma total entrega e várias certezas absolutas que de um momento para o outro foram postas em causa... foram abaladas e o chão tremeu, deixei de ver e ouvir por uns segundos que pareceram horas. afinal eu nao era quem eu pensava que era. para eles, só para eles. porque de resto, com o tempo, consegui voltar a convencer-me de que o problema não era eu, nem meu, nem do meu mau feitio, nem da minha "insolência", nem da minha "má vontade". o problema é que as coisas não mudam e quem as quer mudar será sempre "conflituoso" e "problemático", mas o engraçado é que nada avança sem "conflitos" esporádicos. e talvez por isso esteja tudo na mesma há anos, e assim vá continuar por tantos outros. porque aqueles que põem em causa o estabelecido acabam sempre à borda do prato, quer seja por decisão própria, quer seja por decisão de quem se julga de direito. estou farta de incompetência, estou farta de ratificar a hipótese de que para se ser sr director do que quer que seja há que primeiro demonstrar que se é, das duas uma, ou parvo/banana ou arrogante/incompetente/amigo do chefe da porta ao lado. não vale a pena dizer-te mais nada, sabes melhor que eu, bastante melhor indeed, que tens é de te concentrar na tal objectividade que tantas vezes dizes que me falta, e deixar de lado as emoções. aquelas que dizes que me atrapalham porque me dominam por completo, e com razão. dominaram e continuam a dominar. mas o tempo faz mesmo milagres. e fez-me constatar por mim que afinal quando me diziam que cair fazia bem para criar/reforçar defesas era mesmo verdade. beijos. be cool. desprezo neles.


quarta-feira, abril 06, 2005

i'm ready...

desde o fim de semana passado que ando a ouvir os new order compulsivamente. não o álbum novo, que tenho ouvido aos bocados e sempre de fugida nas idas diárias à fnac chiado com que tenho ocupado parte dos meus dias de "seca" mas ainda assim movimentados e bastante turísticos, mas sim o anterior, o "get ready". enquanto nao deito a mão ao "waiting for the siren's call" para o conseguir ouvir de uma assentada de uma vez por todas, já que dos excertos que ouvi quase todos me parecem potenciais singles, achei por bem dar o passo atrás. e agora que voltei a ouvir o "get ready" é que me apercebi que desde que comecei a ter de me organizar para ouvir música este deve ter sido dos discos que mais vezes ouvi e que durante mais tempo andou desarrumado.

e digo isto, não porque na altura em que saíu tenho gostado assim tanto do álbum (gostei muito, mas nada que se compare com certos exageros que me atacam não raras vezes), mas porque hoje quando volto a pegar em discos comprados nos últimos cinco anos, mais coisa menos coisa, são raros os que conheço de cor de trás para a frente e da frente para trás. conheço os singles, conheço as músicas que mais gosto, as capas e não passa disso. o "get ready" é de 2001, também não foi assim há tanto tempo que o ouvi, mas de qualquer maneira, gostei da sensação de depois destes quatro anos em que esteve arrumado ao lado dos new radicals, o disco me ter soado tão familiar como se nunca tivesse saído do leitor de cds.

gostei de reconhecer as músicas todas do disco e de o ouvir do princípio ao fim sem ter sequer a tentação de saltar músicas e fazer a minha própria ordem de escuta, como faço sempre com todos os discos, como sempre fiz. o impacto foi maior porque para além de até aqui nunca me ter apercebido que gostava tanto do disco, só costumo encontrar esta familiaridade musical fora de prazo ou em discos que se tornam vícios, ou em discos que comprei ali até à primeira metade de '90, já lá vão dez anos ou mais, e a minha geração 1979 já se apercebeu que isso não pode ser bom sinal... será que vamos ser como os das gerações anteriores à nossa que dizem que em '60, '70, '80 é que se inventou tudo? será que daqui a uns anos vamos andar a dizer aos putos de agora que estão a crescer com o r&b e o hip hop mtv, que em '90 é que era? vamos cair no erro de repetir tudo aquilo que tanto nos irritava....

não se diz a um puto de quinze anos que o rock que ele ouve agora já foi feito por outros há vinte anos e ainda por cima... melhor. ele chega lá por ele. pode demorar dez anos, mas acaba por perceber se assim for. voltando aos new order, não são da minha geração, não me marcaram em nada, não associo episódios-chave da minha vida a músicas da banda, ainda sempre me soaram muito bem quando os ouvia mais por acaso do que outra coisa. a ver se para este concerto vai haver bilhetes à venda...



orelhas de burro:

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new order - get ready - 2001



segunda-feira, abril 04, 2005

kaiser chiefs na 1ª parte....(?)

depois de toda a conversa fiada que tem havido sobre o assunto não sei se se irá concretizar ou não, mas diz que os kaiser chiefs também vão fazer a primeira parte do concerto de que todos falam, em alvalade. para amostra, ficam as datas de agosto dos meninos de leeds, divulgadas na mailing list da banda:



AUGUST
5 - HALDERN FESTIVAL (Germany)
7 - BARCELONA NOU CAMP STADIUM with U2 (Spain)
9 - SAN SEBASTIAN ESTADIO DE ANOETA with U2 & Franz Ferdiand (Spain)
11 - MADRID ESTADIO VICENTE CALDERON with U2 & Franz Ferdinand (Spain)
14 - LISBON AVALADE with U2 (Portugal)
20 - V FESTIVAL, Chelmsford
21 - V FESTIVAL, Stafford

show me the music.....

tenho constatado nos últimos meses, e mais ainda nos últimos dias, que mais difícil do que não poder comprar discos novos de artistas/bandas que agora estão a surgir, é não poder comprar os discos daqueles nomes cuja carreira tenho vindo a acompanhar ao longo dos anos, e dos quais hoje tenho discografias não completas, mas compostas. o recurso ao download tem sido a solução, mas ultimamente a quantidade de música nova que me interessa ouvir tem sido tanta, que para além de por dois meses consecutivos ter excedido o limite netcabo (e os senhores não se fazem pagar nada mal, antes pelo contrário....), estou a ficar cansada deste sistema. das buscas diárias e sucessivas até que apareça algum resultado daquilo que abdo à procura, da espera que o único utilizador que tem o disco que me interessa esteja online, da instabilidade da velocidade de ligação, de ouvir música no pc.... o processo de "aquisição" por vezes é de tal maneira demorado e complexo que quando finalmente consigo o disco na íntegra já nem o posso ver, quanto mais ouvi-lo. acaba por ficar para ali junto do resto dos mp3, que a pouco e pouco já comecei a apagar por não me dizerem rigorosamente nada naquele formato por muito que goste daqueles álbuns. nunca os oiço e ocupam muito espaço. sinto falta da comodidade de chegar a casa com o disco na mão, tirar-lhe o plástico e colocá-lo no leitor de cds. era o meu vício. não era autodestrutivo, nem me fazia mal à saúde. estou só à espera de uma aberta ter a primeira recaída. primeira de muitas.


domingo, abril 03, 2005

ai os imortais, os imortais.....

há pessoas com quem criamos fortes empatias sem que saibamos explicar porquê. mesmo que aparentemente não haja nada em comum, a ligação está lá ainda que ao longe, e só sentimos até onde vai o grau da empatia em situações limite. o mesmo acontece em relação a figuras públicas. a mim pelo menos é frequente isso acontecer.

acredito em deus (apesar de não achar que tenho de escrever a palavra com letra maíscula), tive uma educação católica, sou baptizada, sei o pai nosso e a avé-maria de cor, fiz a primeira comunhão e a primeira confissão apesar de nunca ter percebido o que querem que uma criança de 11 onze anos diga ao senhor padre... lembro-me q na altura inventei qualquer coisa tipo "menti à professora de inglês". assim ao menos já teria resolvido o problema do que dizer na confissão seguinte. apesar de conseguir ver alguma lógica em todo o funcionamento da igreja católica, nunca entrei bem na rigidez do cumprimento das inúmeras regras/leis que todos conhecemos pelo que nunca as cumpri, sempre abominei o sentimento de culpabilização que passam de geração em geração, e nunca fui à missa ao domingo apesar de gostar de visitar igrejas e de sentir uma paz quando lá entro que poucas outras coisas têm o poder de proporcionar.

estive no estádio do restelo numa das vindas do papa a portugal. não me marcou de forma alguma, não me lembro de nada, a nao ser da confusão de gente. nunca tive qualquer espécie de afinidade com o papa, daquela de que falava no início. habituei-me a vê-lo como um velhinho de ar simpático, com bom fundo, com uma força incrível. mas sempre muito ao de longe. habituei-me a ouvir dizer que estava doente, mas que não cedia a entraves e continuava a viajar apesar de todos dizerem desde sempre que a saúde está primeiro. e cada vez mais doente. e mais uma viagem. é assim que me lembro do papa - em viagem, a sorrir, a acenar, o olhar doce e brilhante. nao quero sequer reter as imagens que imaginei ao longo destes últimos dias com base na cobertura televisiva do assunto.

foi quando liguei a televisão anteonte de manhã e vi na barra da tvi a frase "papa está a morrer serenamente" que percebi que afinal tinha a tal empatia com o senhor. fiquei em estado de choque, senti o coração acelerar e não acreditei no que estava a ler. era forte demais para o dia das mentiras, mas naquele momento apercebi-me que com o tempo, e sem dar por isso, me fui habituando à imagem do papa como de um homem que resistia a tudo. até à morte. e dei-me conta de que estupidamente e infantilmente nunca tinha pensado que um dia o coração não resistiria mais. há pessoas que tomamos como garantidas para sempre. mesmo sem as conhecer. é a tal imortalidade dos sentimentos. mesmo que não haja nada em comum. e ontem quando cheguei a casa e li já perto das quatro da manhã a notícia da morte do papa no público online não consegui reter as lágrimas. mesmo que para mim o domingo seja um dia qualquer. e todos sabemos que os sentimentos não se explicam. as empatias.


quinta-feira, março 31, 2005

in and out...

não gosto que me questionem lá fora sobre o que escrevo no burro. é meu. é pessoal. é mais um diário do que qualquer daqueles que mantive em tempos. é para ser vivido, questionado, comentado, o que quer que seja, mas aqui dentro. lá fora, a conversa é outra, a postura é outra. não gosto de levar a vida "virtual" lá para fora, já basta o tempo que passo a teclar e a olhar para o ecran.

as pessoas que me conhecem da vida lá fora (e que nao sabem da existência do burro) terão com certeza uma imagem minha bem diferente das que me lêem aqui. pelo simples facto de que há coisas que escrevo, que raramento digo. é que só a escrever encontro a frieza e a distância necessárias para arrumar certas ideias e complicações que cozinho mentalmente. escrever sobre e expor essas complicações aqui é a maneira que encontro para as ultrapassar na vida lá fora. e conseguir depois falar sobre elas com um encadeamento que permita a mais alguém, para além de mim, perceber o que quero dizer.

quem me conhece apenas do burro, do que aqui lê, sabe mais dos meus dramatismos interiores do que muita gente que lida comigo regularmente lá fora. é normal. não ando por aí a apregoar que me sinto inútil todos os dias, quando me perguntam corriqueiramente se está tudo bem comigo. claro que está tudo bem comigo. mal estão aqueles que aparecem todos os dias nas notícias.

tomamos café, passamos a tarde a falar de filmes, de férias passadas, de tempos de inter rail, do que me falta para acabar o curso. está quase. estamos desempregados. é mau porque o dinheiro escasseia, já nao se compra nada sem olhar o preço, sem olhar primeiro para o que resta na carteira, sem fazer contas, sem pensar numa desculpa que justifique a compra. é mau por isso tudo. mas sobretudo por tudo aquilo de que não chegamos a falar. a impotência interior de não conseguir sair desta situação pelos próprios pés. sobre isso escrevemos ao chegar a casa para sentir que nao ficou nada por dizer.

quem me conhece lá de fora e lê o burro, saberá fazer o devido enquadramento. e se assim for´é possível que me conheça melhor do que eu porque me observa com um distanciamento que nunca me será permitido. saberá mais de mim do que aquilo que eu julgo que sabe. porque não sei ao certo quem lê o que escrevo, nem até que ponto me leva a sério. nao é para levar. porque quando escrevo deixo-me levar, e digo mais do que quero dizer sem notar que o estou a fazer. escrevo a quente, no automático, porque preciso de passar certas coisas que de outro modo que não o automático não passaria. é o poder da terapia, do verbo embriagar, do mr brightside, do let go e deixar andar. é que a escrever posso ser mesmo quem eu quiser. coisa que lá fora demora uns bons aninhos a conseguir. mas e daí..... eu sempre gostei mais de tudo o que dá luta. posso ser difícil, mas também tenho uma especial atracção por dificuldades e casos impossíveis. e escrever é demasiado fácil.....


quarta-feira, março 30, 2005

how near how far...

a distância tem muito que se lhe diga. mesmo que seja apenas temporária, mesmo que o temporário não tenha fim definido, mesmo que o regresso e a reaproximação sirvam tão só para constatar que entretanto nada mudou, que a distância afinal só funciona quando se mantém... à distância, e se assim a quisermos conservar. há dias em que parece a única solução viável, mas há outros em que as certezas da obrigatoriedade do regresso são plenas. situem-se as palavras no contexto que se quiser... emocional, pessoal, profissional, não interessa. a mim neste momento só me interessava saber situar o regresso. no plural, talvez. regressos. preciso disso. e preciso de música. a manhã hoje rendeu. muita música nova, nomes até então para mim desconhecidos na maioria dos casos, posterior investigação, audições sucessivas, colectâneas caseiras novas, utilidades imaginadas e nada mais do que isso. uma rotina e um método que a distância desvanece, mas que de um momento para o outro voltam ao de cima. regressam, porque há certezas que ainda são fortes. algumas. outras nem por isso, resta agora convencer-me disso e seguir em frente.


Orelhas de Burro

o novo single dos tahiti 80 - "what next", que faz parte do novo álbum fosbury. uma das novidades do dia de hoje.



terça-feira, março 29, 2005

time and time again....

estranhamente ainda não consegui dar o devido valor à mudança da hora. passo o inverno a pensar que no verão é que o tempo rende porque é de dia até muito mais tarde. e digo-o porque na realidade no inverno os dias se me acabam mais cedo. este ano a novidade é que com o adiantar da hora tenho sentido o tempo a fugir. é possível que seja pela proximidade da mudança, mas também é verdade que isto nunca me aconteceu. cada vez que olho para o relógio parece que já passou mais um par de horas e eu não saí do mesmo sítio, nem tão pouco fiz nada que se visse. talvez seja isso e o tempo apenas uma muleta. the end has no end......


quinta-feira, março 24, 2005

easter sweet easter.....

levava a cabo mais uma desintoxicação de chocolate há coisa dez dias. mais uma. acabei de encontrar mais uma desculpa para interromper esta tortura abstémia, que tem em muito contribuído para o meu humor de cão dos últimos dias: estamos na páscoa. há ovos de chocolate por todo o lado, amêndoas de tantos tipos que acredito que haja mesmo alguma espécie que agrade mesmo àqueles que não gostam de amêndoas. eu quando não gostava de amêndoas, gostava daquelas de licor. raramente as provava, eram muito caras, hoje serão mais ainda. não ligo muito aos doces da páscoa, tão pouco me sinto tentada a comprar aqueles ovos-embrulhos gigantes. mas quando olho para aquela ostentação toda, não consigo deixar de pensar que não como chocolate há um ror de dias. tenho resisitido e tentado enganar o vício com outros hábitos. hoje não me apeteceu fazer-lhe frente. acabei de dar início às comemorações da páscoa com um mini-toblerone só para mim. apesar de não ser grande fã da especialidade, soube-me tão bem que nem me sinto culpada. felizmente não tenho guylian por perto. nos tempos que correm há que ter cuidado porque os dentistas são, cada vez mais, artigos de luxo.

vou comer amêndoas com os avós. façam o mesmo. boa páscoa a todos!


comédias...

sou um bocado reticente em relação a filmes de comédia. gosto de comédias românticas a la meg ryan e julia roberts, os chamados filmes de domingo à tarde, mas fico sempre de pé atrás quando um filme se intitula, logo à partida, de cómico. está mais do que constatado que o que nos faz rir é o inesperado. alertam-nos para isso nos primeiros anos de escola. quando uma pessoa cai, tropeça num degrau na sala de cinema porque entrou atrasada e está tudo escuro, vai contra um poste, um vidro que de tão bem lavado se torna invisível, tudo isto tem graça na vida real porque são coisas que não acontecem a toda a hora. ora, quando as coisas se passam no cinema o caso muda de figura. acho que se exige um bocado mais de quem escreve um argumento. e ou eu vi durante muitos anos as comédias erradas, ou então não tenho um sentido de humor assim tão apurado. não gosto de ir ver um filme "para rir". e na maioria dos casos em que vejo comédias dessas que não suporto, mas que por um motivo ou outro acabo por ir ver, fico com a nítida sensação de que metade das pessoas na sala passam o tempo todo a rir, não porque estão realmente a achar graça, mas porque sabem que aquilo é um filme onde se devem rir. "doidos à solta", "ace ventura" e grande parte dos filmes dos jim carrey (para grande frustração minha que sou grande fã do actor... felizmente nos últimos tempos a coisa tem melhorado bastante), e ainda coisas como "onde pára a polícia", e algumas palhaçadas do bill murray... nao passo do primeiro intervalo.

e depois há as outras comédias. as que ou fogem ao óbvio, as que são feitas de uma maneira mais subtil e não me fazem sentir que alguém esteve a pensar em cenas para me fazer rir. e volto ao bill murray. fui ver o life aquatic um bocado de pé atrás, e durante o filme arrependi-me várias vezes de o ter ido ver. mas às tantas o nonsense é tanto, que no final, olhando para o filme como um todo, parece que já me consigo rir de tudo aquilo que não achei graça nenhuma enquanto as cenas estão a decorrer. há ali coisas hilariantes, o david bowie revisto pelo seu jorge, o willem dafoe a fazer de bonzinho e rapaz sensível (just that), a importância do papel de carta, a seriedade do barrete, a emoção do aparecimento do tubarão-jaguar ao som do staralfur e o olhar petrificado da tripulação... fora tudo o resto. o filme tem um sem fim de sketches cómicos magníficos, mas como filme, como comédia, continuo a preferir o tipo de humor da sequela do ocean's eleven. e aí ao menos sei que todos os que fizeram o filme devem ter-se divertido mais do que qualquer um de nós. e isso para mim devia ser a base de qualquer comédia.

quarta-feira, março 23, 2005

celebrity skin

quem vai a concertos com alguma regularidade, já terá dedicado algum tempo a pensar, pelo menos uma vez ou outra, na disparidade de públicos que se encontram por esse mundo de palcos fora, mas cá dentro, dependendo das salas em que decorrem os ditos concertos. por maior abertura de espírito e poder de encaixe que queira/tente ter, não consigo deixar de me sentir um bocado "fora d'água" quando vou ver certos artistas/bandas ao ccb, por exemplo. digo por exemplo porque já percebi que não tem a ver com a sala, mas sim com o tipo de música em questão, ou com o próprio artista. que me lembre, já senti o mesmo na aula magna, no são luiz e no coliseu. acontece que este tipo de situações ultimamente só me tem acontecido no ccb. que situações?

fui ver a diane reeves ao ccb ontem à noite. o meu tio é fã de música, apaixonado incondicional pelo jazz e volta não volta, quando vem a lisboa, eu sou levada nestas andanças jazzísticas, mais ao vivo do que em disco, confesso.... mas voltando às tais situações... ver concertos em salas repletas da chamada gente bonita, elegante e divertida, eles de fato, gravata e gel à discrição, elas de vestido comprido e cabelos armados (e só não digo muito encaracolados porque... enfim... não posso falar muito!), não me parece uma coisa natural.

assim como não me parece uma coisa natural ver fotógrafos por tudo quanto é lado no recinto, que parecem mais empenhados em fotografar a audiência do que os músicos em palco. quem são afinal ali as "celebridades"? decidam-se. por alguma razão as luzes da sala estarão apontadas para o palco e não para a assistência. e terão os músicos consciência do público para quem estão a tocar? eu estou em crer que sim, mas custa-me a entender que optem por tocar num ambiente daqueles em vez de irem animar um espaço informal, ao ar livre até, tocar para gente que vai a concertos.


de resto... a senhora tem claramente uma qualquer força interior que é expelida através da voz. não imagino o que teria sido aquele concerto num espaço como o jazz na relva de paredes de coura. de preferência debaixo de chuva. a comunhão seria maior do que a que se vive nas cenas musicais "do cabaret para o convento".


terça-feira, março 22, 2005

mar adentro

«disseram-me onde estavas, e voei até aqui.»

a cena é lindíssima. o filme também.
nunca sonhei que estava a voar, acho que já tenho uma dose mais do que bem aviada de voos mentais enquanto estou acordada, mas conseguir imaginar voos como aqueles que podem ver-se janela fora em "mar adentro" deve ser um segredo bem guardado.

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arrumação mental - pass it on...

eu sei qual é o meu mal. as situações são sempre as mesmas, as minhas reacções são recorrentes e as consequências, como é óbvio, não podem mudar sozinhas. acontece que por mais força de vontade e consciência que tenha das coisas e por mais vezes que diga que desta vez vai ser diferente, não é. há coisas que tenho de começar a aceitar. há coisas que não gosto de ouvir, claro que há, e esta é uma delas. quem é que tem moral para dizer seja a quem for que não gosta de ouvir "certas coisas"? "as verdades", como lhe chamam... ninguém gosta de as ouvir, portanto era mais prático que deixassem de se emproar com este tipo de verdades universais, que me entram a cem e saem a mil, porque só a partir dos quarenta ou cinquenta é que devem começar a fazer sentido. ainda estou longe. neste momento, para mal dos meus pecados, estou no auge da impaciância e da revolta (mas silenciosa, "não vá alguém que não me conhece pensar que estou a falar a sério", e não estou em condições de criar indisposições à minha volta) contra com uma data de coisas que tenho de aceitar e calar para não me chatear. o problema é que chateio. a mim ainda é o menos, sei que em dois me passa. um de voto de silêncio para assentar a poeira, e outro de desabafos contínuos antes que o mundo acabe. se dependesse de mim o mundo acabava todos os meses ou andava lá perto. apercebi-me no sábado que não gosto de ouvir que sou pessimista. foi a mónica que mo disse, fiquei a pensar naquilo, e ela tem toda a razão. sou muito pessimista, mas só quando as coisas têm a ver comigo. quero sempre esperar o pior para depois a desilusão não ser tão forte. mas como ainda não me consigo distanciar das coisas, das pessoas, de tudo, acabo desiludida na mesma, seja eu pessimista a priori, ou optimista. tenho depois as fazes de compensação. o oito ou oitenta do costume. a oeste nada de novo. apenas mais consciência disso. apenas mais vontade de mudar e urgência de acabar de uma vez por todas com as inquietações que me continuam a consumir. estão adormecidas durante meses, e de um dia para o outro....

do que mais sinto falta dos tempos em que fazia trinta por uma linha diariamente, era de não ter tempo para parar e pensar nestas coisas. nestas e noutras... passava-me muita coisa ao lado, que sinceramente preferia que assim tivesse permanecido. tenho saudades dos primeiros anos da faculdade em que sentia que era tudo tão simples.... e não foi assim há tanto tempo... se as coisas estão bem, por que temos sempre a tendência para as mudar, só por mudar? agora é que preciso de mudar muita coisa.... por mais que queira pensar que não e acreditar que eu é que estou bem, tenho felizmente escassos momentos de lucidez que me dizem o contrário com todas as letras. seria muita prepotência da minha parte se assim não fosse. tenho os meus momentos, não o nego. mas tenho também a perfeita noção de que seria tudo tão mais fácil se não me sentisse tantas vezes a correr em sentido contrário. quero atravessar a estrada. não há é meio de ver o sinal verde.


segunda-feira, março 07, 2005

open up my eager eyes.....

não consigo pensar em nada que me apeteça dizer, muito menos escrever, mas preciso de ocupar a cabeça com qualquer coisa, para não cair no estado de ansiedade que por vezes me caracteriza e que me impede de dizer tudo o que quero e me faz dizer e, pior, fazer tudo aquilo que não devo e só o que não devo. não tenho nada para dizer... e curiosamente é assim que me sinto melhor. quando não me perco em considerações que na prática não têm princípio, meio, nem fim reais. apenas na minha cabeça. não vou por aí... olha o mr brightside... apetece-me só dizer que continuo unha e carne com os killers, que acho que nunca o escrevi. isto não é grande novidade para alguns, aliás tenho consciência que não foram já raras as vezes que fiz figuras bem ridículas ao som do mr brightside e outras que tais, à vista de todos, mas aquelas músicas têm qualquer coisa... e por outro lado, todos temos também a noção de que são essas figuras que por norma dão as melhores recordações e deixam as saudades maiores. acho que também nunca disse o quanto gosto das séries da sic mulher, "a juíza", o "começar de novo", e o "mad about you" principalmente, e tive muita pena que tivesse acabado o "eu, ela e o pai". e o "querido mudei a casa"... não vi ontem o primeiro programa desta nova série, mas no próximo domingo tou a contar com isso. é às 19h. já são 21h, vou ali embrulhar uma prenda, já venho.



sexta-feira, março 04, 2005

rewind... remind...

gostava de poder guardar uma pequena porção que fosse da confiança em mim que sinto neste momento, para utilizar na minha próxima crise existencial e dar a volta por cima em metade do tempo.

a técnica poderia ser posta em prática por especialistas como o doutor do eternal sunshine of the spotless mind, só que neste caso o procedimento seria o inverso. em vez de se apagar imagens, colar-se-iam no cérebro recortes do passado escolhidos por nós. daqueles que já vagamente nos lembram que temos razões mais do que suficientes para estarmos satisfeitos connosco, mas que ao fim de algum tempo começam a passar despercebidos e a perder o valor.


quinta-feira, março 03, 2005

ben folds - songs for silverman

já algum tempo que não fazia deambulações pela net sem destino pré-definido. hoje, como não tenho nada que fazer antes do meio-dia, era óbvio que ia acordar por mim já com tudo dormido antes das oito da manhã... o lado positivo? não ter de ouvir o despertador, que por mais leve que seja o toque deixa-me a tremer por dentro uma manhã inteira. detesto sustos, sempre fui acelerada suficiente para querer aumentar o ritmo cardíaco com coisas deste tipo. chego ao ponto de quando acordo uma hora antes do despertador tocar, evitar a todo o custo não voltar a adormecer para depois não ter de o ouvir de surpresa. prefiro desligá-lo às seis da manhã e ficar uma hora a pensar se me levanto às sete ou se ignoro que tenho uma aula às oito. acabo por me levantar, para não me sentir mais inútil do que me tenho andado a sentir ultimamente. todas as segundas-feiras é este o ritual... pelo menos até junho. felizmente ainda hoje é quinta.

voltando às deambulações virtuais... o ben folds vai editar um álbum novo no dia 26 de abril chamado songs for silverman. calculo que seja nos estados unidos, mas também falando bem e depressa o que me interessa mesmo é que alguém o disponibilize no soulseek o quanto antes. o novo single já está a tocar no site do artista, pelo menos uma parte, chama-se landed e parece-me bom. já fui buscar o rockin' the suburbs ali à segunda prateleira para matar saudades daquela tangueta pianada que eu tanto gosto. é que entretanto, para além do ep com outros ben's - o lee e o kweller, faltou o gibbard... - e dos outros três eps (speed graphic, sunny 16 e super d) que saíram meio de rajada, não deve ter havido tempo para mais álbuns. este songs for silverman acaba por ser o sucessor oficial do viciante rockin' the suburbs, que já data de 2001. e que bem que me sabe voltar a ouvir agora outra vez as histórias do zak and sara, da annie que continua à espera, do fred jones, do stan, e aquela guitarrada fenomenal nos subúrbios.


Orelhas de Burro:

quarta-feira, março 02, 2005

é português.... mas gosto

ouvi os mazgani pela primeira vez esta segunda-feira. já tinha lido qualquer coisa acerca da les inrocks ter eleito a banda de setúbal como uma das mais promissoras de 2004/2005 a nível europeu, mas sinceramente na altura nem fixei o nome da banda. acho que já não é a primeira vez que escrevo isto, mas como também tenho de aturar muita malta repetitiva (que é uma coisa que me tira do sério), volto a escrever. acho que me habituei a baixar muito as expectativas em relação a novas bandas portuguesas.

não sei se é má vontade e ignorância minha, mas tenho ideia que houve aí uma altura em que se multiplicavam como cogumelos novas bandas nacionais com nomes ingleses e canções todas fotocópias umas das outras, que na generalidade não me soavam a nada. de há uns tempos para cá as coisas evoluiram, tenho noção disso. não só com o empurrão do hip hop, mas também com uma maior consciencialização por parte de quem canta (dá-me ideia) de que o português nos continua a soar melhor ao ouvido quando é portuguesa a nacionalidade do artista. e apesar de ter tendência a seguir mais atentamente o que por lá fora se faz, estou a gostar do maior interesse que tenho sentido ultimamente pelo que por cá se faz, sem nenhuma obrigatoriedade.

depois de um vício instantâneo chamado maria albertina, dei por mim a ouvir no carro diariamente os humanos. a seguir foi o happy dog. as primeiras vezes que ouvi a música nem sabia o que era. apanhei depois as devidas apresentações na antena 3. senhoras e senhores: funami. e tal foi a infecção que hoje tive de passar na fnac para comprar o disco porque não consegui apanhar a música na rádio. nao o encontrei na net e o preço também não chegava a dez euros. e depois os mazgani, por onde comecei e me perdi depois, as usual. ainda em formato maqueta, só precisei de três canções para me render ao estilo jeff buckley meets devendra banhart. "these stones used to be" é o nome da maqueta, e é também o nome da música que mais vezes ouvi esta semana. melodias, nada mais, não lhes resisto.


most of the time.....

ando com muito tempo livre para a minha média habitual. tenho feito por utilizar o tempo que me sobra - e pensar que andei a anos a amaldiçoar o facto de não saber o que isso era - para redescobrir os prazeres da vida de café e reencontrar amigos que entretanto se haviam tornado fantasmas, tal como eu. prometi a mim mesma que ia tentar voltar a pôr-me na pele de quem não tem tempo para se coçar, e que pensa diariamente como era bom estar sem fazer nada um mês inteiro. a terapia não é fácil. já todos constatámos que quanto menos temos para fazer, mais difícil parece que é arranjar tempo para fazer o que quer que seja. não sei como arranjamos isso, mas não há volta a dar.

gostei de ter tido todo o tempo do mundo para ler as chronicles do bob dylan no mês passado. mais do que para saber certos pormenores de carreira que desconhecia por completo, para ficar a conhecer o lado humano do artista, a sua fixação pelas canções do woody guthrie, o fascínio com a descoberta do robert johnson, o trabalho com daniel lanois, a construção passo a passo de oh mercy, voltar a ouvir o oh mercy depois de conhecer o percurso que levou dylan e lanois até àquele resultado final. e voltar a constatar que most of the time continua a ser uma das canções que mais gosto do repertório dylan, the father, e que continuo a ser incapaz de continuar a fazer o que quer que esteja a fazer de cada vez que a volto a ouvir. e só tenho pena de não ter sublinhado certas frases escritas pelo artista ao longo do livro, mas de há uns anos para cá comecei a achar que dava cabo dos livros com sublinhados e considerações minhas escritas nas margens. há ali verdades universais que no fundo já todos conhecemos mas ainda não descobrimos, pelo simples facto de que não as sabemos dizer como ele. é aquela sensação de "não me lembrava bem, mas agora que disseste, lembro-me que já sabia". falava hoje disso mesmo com o gonçálio, e é verdade... a idade é mesmo um posto.


u2do o vento levou.......

é ainda em ritmo algarvio que reajo a toda a palhaçada criada em torno dos bilhetes dos u2. estava a evitar falar sobre o assunto porque já toda a gente sabe o que se passou, já todos nos revoltámos com o tom mafioso que envolve habitualmente estas super produções, e já tudo e mais alguma coisa se disse sobre esta mega operação de marketing. e mesmo assim... vou juntar-me à lista interminável de divulgadores do fenómeno da bomba atómica para partilhar apenas a minha experiência em torno deste histerismo colectivo, que conseguiu a proeza de superar as histerias de ano novo.

não corri às bilheteiras na semana passada para comprar bilhetes na sexta-feira, não fui ao multibanco à meia-noite, nem tão pouco dormi ao relento nem no porta-chaves. não pedi a ninguém que o fizesse por mim. ou seja, a bomba passou-me ao lado. perante isto, é até injusto que nesta altura do campeonato me sinta injustiçada por não ter conseguido comprar bilhete, mesmo estando disposta a pagar os cinquenta e tantos euros que pediam pelo bilhete menos caro. recuso-me a dizer mais barato. não sou grande fã dos u2, mas gosto de ir a concertos, e como nunca os vi ao vivo, achei que estava na altura. mas parece que tal não é motivo suficiente...

ora bem... o que fiz então por merecer isso? fui ao multibanco calmamente no sábado à noite, antes de ir ver o sideways - que por acaso não gostei tanto como estava à espera, talvez porque continue a não perceber bem o encanto do vinho tinto - ali para os lados de albufeira com a catarina. nada feito. sem stress. ainda iam pôr uma data de bilhetes à venda. última tentativa, e apenas para ficar de consciência tranquila e poder pensar que ao menos tentei, lá fui para a bp de setúbal na terça de manhã com o hugo e o pedro. escusado será dizer que regressámos à casa da partida de mãos a abanar. uma fila interminável, provavelmente igual a todas as outras que inudaram os restantes postos de venda, e que tinha começado a crescer no fim de semana. a primeira pessoa tinha chegado domingo de manhã. comprou um bilhete na abep na sexta-feira e quando se apercebeu que o tinha perdido (!) foi para a bp de setúbal, foi esta a história que nos contaram os "organizadores" de serviço, e ao que parece até saíu no correio da manhã. desta vez já comprou quatro, não fosse o diabo tecê-las.

conclusão... não tenho bilhete, assim como calculo que não tenha a maioria das pessoas que vão habitualmente a concertos, sejam produções megalómanas, sejam showcases na fnac. e acho que é mesmo por irmos habitualmente a concertos que já não nos prestamos a passar noites ao relento por nenhum artista, nem a embarcar nestas ondas de histerismo. tentei pensar numa banda que me fizesse ponderar tal sacrifício e não obtive resultados na busca. gosto de música, pois gosto, e gostava de ir ao concerto, mas a ganância do marketing tem limites. tem de ter. e revolta-me especialmente que haja tanta gente neste momento a esfregar as mãos de contentamento com toda esta palhaçada.

assim como assim, estou no norte por essa altura portanto até me dá mais jeito ir ao concerto no dragão, onde tenho consciência de que nunca entrarei a não ser que haja por lá um concerto. e como pelas imagens que tenho visto até acho que o estádio deve dos mais bonitos que há por aí, esta será uma boa oportunidade para ver por mim. isto, claro, se dentro de dias não voltarem a lançar nova bomba atómica....


quarta-feira, fevereiro 23, 2005

south park

next stop: lagos. porque está visto que é a inércia que me avaria o sistema... e porque depois de ter pegado a recaída da gripe ao computador, que voltou a ser internado, faz-me falta voltar a respirar os ares do sul o quanto antes e olhar para as águas algarvias com saudades do verão, enquanto faço uma amostra de costa a costa em território nacional a sul... no texas! rendi-me ao norte o ano passado, mas... there's something about lagos! as páginas finais do chronicles by bob dylan, o blonde on blonde, as cartas a um jovem jornalista para tentar redescobrir o que quer que nos últimos meses perdi pelo caminho sem dar por isso e que me começa a fazer falta, os prefab sprout por inteiro, o ben lee, o brendan benson, os !!!, os humanos, os killers, os vhs or beta, os chemical brothers, os postal service e os death cab for cutie que no último regresso a lisboa foram recuperados no carro do luís, e a obrigatória passagem por nashville em qualquer costa a costa que se preze. nem que seja a do josh rouse. sempre. 'till i feel like myself again...


quarta-feira, fevereiro 16, 2005

if your eyes are wanting all you see...




(...)

Hunger howls, hungers red,
Hungers stays till it's fed
Then it some h-h-how fades,
Then it somehow leaves your sight
Depending on it's appetite,
Depending on your appetite

So if you take - then put back good
If you steal - be robin hood
If your eyes are wanting all you see
Then i think i'll name you after me
I think i'll call you appetite

Here she is with two small problems
And the best part of the blame
Wishes she could call him heartache
But it's not a boy's name

If you grow up to be, just like him, just like me
You're fighting for exclusive rights,
For honeymoons each sleepless night
In which case i'll call you appetite
Yes i think i'll call you appetite


(...)


prefab sprout - appetite - steve mcqueen

terça-feira, fevereiro 15, 2005

i disappear, i lost control.....

o reverso da medalha não é de fácil trato. ninguém me disse que ia ser fácil, antes pelo contrário... pensei que o pior já tivesse passado, mas percebi ontem que afinal ainda está para vir. falava eu outro dia de certezas... que tinha poucas.... parece que todos os dias tenho menos uma... andava a evitar pensar sobre o assunto, a deixar andar como me têm dito cada vez mais frequentemente para fazer, ignorar, e não me preocupar por antecipação com nada que não possa resolver para já... tentei, senti-me bem uns tempos, mas no final de contas fui um fracasso e constatei o facto da pior maneira... numa altura em que tudo estava bem quando acaba bem, aparentemente, veio tudo ao de cima a propósito de qualquer coisa que nem sequer tinha nada a ver... o subconsciente é uma coisa tramada. volto a pôr tudo em causa, volto a pensar se tinha o direito de fazer o que fiz, volto a pensar na idade que tenho, no que não tenho, naquilo que tenho mas que me esqueço que tenho...... o egoísmo de sempre..... o meu. volto a pensar que não sei o que faço e, o que mais me assusta, que já nem sei o que quero. o vazio é enorme.... e vá lá eu conseguir explicar isto.... não quero soluções concretas, porque o que me passa pela cabeça não tem nada de concreto. e começo a perceber que o problema reside aí mesmo. não quero que me digam nada, nem convém que me levem a sério, por isso escrevo em piloto automático e não gosto que me peçam para explicar o que escrevo.... não o sei fazer, é tortuoso..... só quero conseguir meter na cabeça de uma vez por todas que estes achaques tão depressa aparecem como desaparecem....


segunda-feira, fevereiro 14, 2005

such great heights

ainda em slow-motion mode e desta feita com a sensação de que não só regressei a casa depois das férias, mas que também me passou um camião bimbo por cima, o meu esqueleto diz-me que tinha realmente passado tempo demais sobre a última sessão zig zag. como dizia hoje à m&m por tlm pouco depois do difícil e mui atrasado acordar, "estou como hei-de ir". sinto que abri um pulso, fiz uma rotura de ligamentos na perna direita, uma distensão muscular na esquerda, desloquei uma omoplata, e estiquei ao limite todos os tendões dos pés, que agora me provocam cãibras permanentes quando dou dois passos. it's all in my head.... era previsível and i feel fine. power out!

sábado, fevereiro 12, 2005

contra gripes e constipações...

zig zag warriors - sábado, 12 de fevereiro - swing - porto

depois da curta (mas que já acabava, pois já!) temporada do descanso dos guerreiros, eis que zé pedro e miguel quintão estão de volta ao activo e a dar música ao pessoal as usual e como já vem sendo hábito a nuorte do país. enquanto lisboa não acorda, é sempre bom ter um pretexto destes para visitar o porto com regularidade. já estou com saudades... acho que a sensação é mesmo aquela do regresso a casa depois das férias.





train in vain...

estive três semanas sem carro e a lamentar o facto de não ter podido tirar partido convenientemente das férias. um dia depois de o ter ido buscar à oficina, vou apanhar o comboio para o porto e deixá-lo dois dias parado à porta de casa.


manteiga de amendoim

sou grande fã do filme meet joe black. já sei que naquela meia-hora final choro tudo o que tenho para chorar porque lido muito mal com despedidas e neste filme sinto que estamos desde o início a acumular a tensão de que no final as vai haver de certeza, mas continuo a gostar de ouvir contar aquela história. insisto nos visionamentos reincidentes, sobretudo desde que aproveitei a promoção da fnac e comprei o filme por oito euros, mais coisa menos coisa. de cada vez que vejo o filme, acabo a pensar num pormenor diferente. há ali muitas histórias. muita consciência. no entanto, e para desdramatizar as minhas tempestades em copos de água da última semana, achei piada ao facto de ontem ter constatado que da última vez que vi o filme o que me ficou a remoer cá dentro até agora sem que tivesse dado por isso não foi nenhum mal moral... foi aquela obsessão do mr joe black pela manteiga de amendoim. também é verdade que eram quase três da tarde e ainda não tinha almoçado, mas ainda assim... enquanto andava à procura de um queijo xpto nas prateleiras frias do pingo doce de algés, e estando fartinha de saber que não gosto mesmo nada de manteiga de amendoim, quando vi o frasco ali a olhar para mim senti-me um bocado "joe black". não consegui evitar e arrumei-no no cesto sem pensar duas vezes. gastei 2,5 euros numa coisa que só quando cheguei a casa me lembrei que não gostava. [filipa, quando puderes passa cá por casa, que tens ali mais um frasco...]


sexta-feira, fevereiro 11, 2005

psico-qualquer-coisa

há dias em que tenho a nítida sensação de que devia pôr os meus problemas à disposição dos outros. todos. desde os de impossível resolução aos que só existem na minha cabeça, aqueles que lá nascem e sucumbem sem que ninguém faça a mais pequena ideia de que li vivem e me consomem por dentro. e quando falo em "outros" não falo em especialistas, psicólogos e muito menos psiquiatras. já passei pela experiência e não me dei bem. o problema não foi de ninguém em particular. eu já estava demasiado habituada a ser eu a analisar-me para deixar que outra pessoa o fizesse, ainda para mais com diagnósticos divergentes. e ele não me levou a sério. riu-se. foi irónico. big mistake! mas não o posso censurar, e ainda assim acho podia ter feito um esforço para tentar perceber as minhas convicções. quando falo em "outros" falo em toda a gente. expor uma situação que me atrofia a alguém que tenha a pachorra de me ouvir com ouvidos e ouvir e o distanciamento necessário para me dar uma solução. mesmo que não conheça a pessoa, talvez assim até seja melhor. não é essa a vantagem dos psico-qualquer-coisa? é claro que se põem logo outras questões pertinentes... é que é muito raro eu conseguir seguir um conselho que vá contra a minha maneira de ver as coisas. ou seja, tenho o péssimo hábito de no final de contas só fazer o que me dá na gana. valha-me depois a integridade de saber arcar com as consequências para o bem e para o mal. chegava-me metade da consciência com que lido diariamente desde que me conheço. e é por estas e por outras que andei esta semana toda a agonizar como há muito não agonizava por uma coisa que se resolvia precisamente da maneira oposta àquela por que optei e levei teimosamente às últimas consequências. mas só hoje consegui ver isso. e voltei ao meu estado normal. tou farta de posts depressivos..... haja paciência! é que ainda por cima tenho sempre tendência a resolver as coisas das maneiras que mais me deitam abaixo... serei mesmo auto-destrutiva? terá sido realmente da temporada na incubadora?

i missed you....

e agora, o que fazemos?

vi o garden state ontem à noite. a identificação é inevitável. não só pela coincidência do número 26, que este ano trago nas costas desde janeiro, mas sobretudo pela sensação de abstracto que se respira em relação ao futuro. e ao presente, até. dá-me um certo conforto ser de vez em quando chamada à realidade de que nem toda a gente nasceu já com a vida toda planeada na cabeça, na família, no sangue, nas heranças, nos amigos. ver que afinal nem toda a gente sabe desde os cinco anos que quer estudar engenharia no técnico ou direito na ucp, como o pai, como a mãe, ou como o pai e a mãe não puderam. e vinte anos mais tarde a profecia concretiza-se. ver que nem toda a gente sonha sequer passar pela universidade, quanto mais casar no ano a seguir ao curso terminado. e que os filhos não têm necessariamente de vir dois anos depois para aos trinta e cinco se poder começar a viajar e pensar em comprar a casa de férias. afinal a incerteza existe aos 26. ou melhor, aos 26 não existe outra coisa que não a incerteza. pode haver sempre uma certeza, porque há, nem que seja apenas uma, nem que seja a mais óbvia, mas no meio de tanta abstracção é difícil ter isso em mente. sobretudo quando se vê tudo tão desfocado, com lítio ou sem ele. eu sabia lá o que queria fazer da vida quando tinha cinco anos... queria as férias de verão para ir para a praia... queria lá saber do técnico... nem hoje quero. gosto de descobrir e de seguir por caminhos sem grande definição. mas mentiria com todos os dentes se dissesse que não dava tudo para sentir um dia a segurança e as certezas de quem vive a vida por etapas previamente definidas e, mais importante, que as consegue cumprir. evitaria pelo menos o desgaste de pensar todos os dias - e tantas vezes nos últimos meses, nos últimos dias... - o fatídico lema da casa dos 20 e tal "e agora, o que fazemos?". e com sorte até encontraria a resposta perdida.


quinta-feira, fevereiro 10, 2005

jackie brown... long time no see...

à boleia de umas colectâneas caseiras que me encomendaram na semana passada - e que deslizam neste momento algures entre desfiladeiros de neve e saunas mistas na áustria - recuperei uma série de discos/ músicas que já não ouvia há anos, que já nem me lembrava que tinha. apesar de durante o cumprimento da missão ter rogado várias pragas à empreitada em que me meti voluntariamente, percebi no final, já com os discos na mão e as capas impressas, por que razão sou incapaz de recusar este tipo de "desarrumações" musicais. é que uma ideia que começa com cinco discos termina com cinquenta. óptimo. ajuda-me a perceber por que motivo a minha conta poupança habitação não cresce há vários anos. regrets? como as coisas estão, mesmo que os meus escassos investimentos tivessem sido canalizado de maneira mais "atinada", acho que neste momento não teria nem discos nem casa própria. assim sempre me posso dar por contente por poder redescobrir certos discos todos os dias... discos como este...


Orelhas de Burro:



quarta-feira, fevereiro 09, 2005

how convenient...

" a rfm é como o amor. está em todo o lado. ou devia estar... (risos)"

in rfm, ontem à tarde, depois dos wet wet wet cantarem o "love is all around". até a espanha chegam, onde mais querem estar? e já não falo da internet.

o que eu gosto destas graçolas simpáticas para agradar a gente gira e super divertida...


enjoy the silence...

ontem não fiz mais nada a não ser pensar. nos escassos momentos em que me consegui desligar do óbvio-not-so-obvious cheguei a algumas conclusões de extrema importância para a minha humanidadezinha, mas que não interessam nem ao menino jesus. ainda assim, houve uma que me deu mais que pensar... sempre achei que há uma música para cada ocasião, para cada pessoa, para cada estado de espírito... sempre tive discos para as chamadas emergências, letras que traduzem na perfeição o que sinto no momento e que põem preto no branco o que na altura não consigo admitir nem a mim mesma, melodias que me fazem sorrir a qualquer custo. tudo isto é verdade. mas apenas para o bem. quando me decreto em estado de emergência nem sequer sou capaz de escolher um disco para ouvir, quanto mais uma música uma que me faça sentir melhor... confirmei ontem a regra. cheguei à conclusão que a agitação mental é de tal ordem que mesmo que ponha um disco a tocar nem sequer o oiço. o barulho é muito. e o silêncio acaba por ser o melhor remédio. não me incomoda, nem dou por ele. aquela sensação de que há músicas que têm o poder de nos fazer reagir no matter what, é um false friend. já desisti de a querer pôr em prática à força. é que para além de eu não ficar a sentir-me melhor, acabo por estragar a música... de cada vez que a ouvir mais tarde, vou associá-la sempre à crise de ontem, anteontem, ou a outra qualquer. e não quero isso. it's no good.


pés na terra...

ontem foi um dia mau. daqueles em que olho para o relógio de dois em dois minutos na esperança de que já sejam horas de ir dormir porque não vejo motivos para estar acordada. e porque vejo sempre no dia seguinte o fim do que quer que seja que me deixa assim. o tempo não passa. e depois apercebo-me que nunca tive horários para dormir pelo simples facto de que não os consigo respeitar. se acordo de noite, por que não hei-de adormecer de dia? porque quase nunca consigo... mas ontem o desgaste era tal que acho que dormi o dia todo, mesmo quando saí, mesmo na praia... fez-me bem, aterrei... hoje já não vejo o copo meio vazio, nem penso que a tempestade é que vem depois da bonança. levantei-me cedo para compensar o tempo que desperdicei ontem por um erro também provocado por mim. tenho agora consciência de que se voltasse atrás não agiria da mesma maneira. já conheço bem esta sensação e ja me fez perder muito tempo. enough is enough... too late... my (favourite) mistake, my problem... o sufoco é meu, agora é insuportável, mas já sei que com o tempo passa... passa sempre. e quando voltar, porque volta sempre, logo se vê.


e o bom disto tudo é que nem dei pelo carnaval.

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

el dillon smokin' rock face

one for the weekend entre dos tierras...



unfocused free falling...

há coisas que actualmente vejo tão desfocadas na minha vida, que não acho possível que algum dia venham a concretizar-se. e nada me convence do contrário porque não há rigorosamente nada que me incentive a pensar de outra maneira. sempre foi assim. fui? já nem falo da sensação de ver tudo muito ao longe, ainda que a espera me custe este mundo e o outro, porque me tem feito muito bem aprender a controlar as crises de ansiedade. falo do vazio de não ver de todo, que é uma coisa que me assusta. por mais que goste de surpresas, a expectativa que tenho tendência a criar em torno das coisas na maioria das vezes não compensa a espera. sobretudo quando não as vejo. e depois... mesmo que o desfecho seja sempre o mesmo, não há meio de conseguir agir by the book.

e o desfecho comprova sempre que as coisas só acontecem quando deixamos de pensar nelas. e o alívio que se sente quando finalmente conseguimos ver com toda a nitidez o que quer que seja que no dia anterior não passava de uma mancha sem contornos, só é superado pelo alívio ao quadrado de constatar que ao final de alguns anos conseguimos deixar de pensar no que quer que seja que nos perseguia, em quem quer que seja que nos consumia. e aí sim, é possível conseguir começar a discernir alguns contornos. o importante é não criar dependências desfocadas..... é que pior do que não ver, é ver e deixar de ver.... se eu conseguisse cumprir a regra....

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

turista acidental

correndo o risco de ser vítima de algumas pragas, invejas e maus olhados virtuais vou dizê-lo na mesma. hoje passei um dia sem qualquer obrigatoriedade de horários. já não sei há quanto tempo não me sentia tão à deriva, e pelos vistos o que me ia na cabeça era bem visível on the outside. o que tinha marcado, desmarquei, e decidi tirar o dia para mim e aproveitá-lo a la turista... mas sem mapa! não que tenha andado a ver as vistas, nem museus, nem nada de especial, depois de me ter cruzado por um feliz acaso com o rico perto das amoreiras, acabei no monumental a ver o incontornável (literalmente, está em tudo quanto é paragem de autocarro da cidade de lisboa) aviador, que ainda nem sem se gostei se não... fiquei com a impressão que tudo só começou a fazer sentido depois de terem passado duas horas e um quarto de filme. adiante... sair de casa sem rumo definido, a pé, apanhar o primeiro autocarro que nos lembre de um destino aprazível sem que para lá chegar tenha de atravessar meia lisboa... isso não existe, convenhamos... odeio autocarros. já depois de ter chegado a casa percebi que do que mais tinha saudades nestas raridades temporais sem horários é de poder sair do autocarro quando me apetece e ir a pé até onde quiser ir. porque simplesmente estou farta de estar sentada, porque enjoo no pára-arranca quando não vou eu ao volante, porque... porque tenho tempo. ou melhor, porque não tenho carro...


e fica assim tirada a prova dos nove de que se eu não conduzisse e não me deslocasse de carro para todo o lado no dia a dia não conseguiria fazer metade das coisas que faço habitualmente em 24h.

cinema ávila - lisboa

a selecção é feita com base em escolhas da crítica - estes são supostamente os melhores filmes de 2004. se são mesmo os melhores ou não, é com cada um, eu gosto muito da oferta, e como a maioria faz parte da lista de filmes que perdi por terem sido exibidos em temporada de alienação minha, faço tenções de aproveitar a reposição.

cinema ávila (av. duque d'ávila), a decorrer desde 27 de janeiro e até 30 de março.
os bilhetes custam 2,5 euros
sessões: 14h30/ 17h/ 19h30/ 22h - com excepção para o kill bill 2 (14h30/ 18h/ 21h30)


fevereiro

dias 2 e 3 (4ª e 5ª) - os friedmans - andrew jarecki
dias 4 e 5 (6ª e sábado) - os sonhadores - bernardo bertolucci
dias 6 e 7 (domingo e 2ª) - brown bunny - vincent gallo
dias 8 e 9 (3ª e 4ª) - a paixão de cristo - mel gibson
dias 10 e 11 (5ª e 6ª) - bom dia, noite - marco bellochio
dias 12 e 13 (sábado e domingo) - o candidato da verdade - jonathan demme
dias 14 e 15 (2ª e 3ª) - primavera, verão, outono, inverno... primavera - kim ki duk
dias 16 e 17 (4ª e 5ª) - noite escura - joão canijo
dias 18 e 19 (6ª e sábado) - o grande peixe - tim burton
dias 20 e 21 (domingo e 2ª) - 21 gramas - alejandro gonzalez iñarritu
dias 22 e 23 (3ª e 4ª) - agente triplo - eric rohmer
dias 24 e 25 (5ª e 6ª) - kill bill 2 - quentin tarantino
dias 26 e 27 (sábado e domingo) - má educação - pedro almodovar
dia 28 (2ª) - belleville rendez-vous - sylvian chomet


março

dia 1 (3ª) - belleville rendez-vous - sylvian chomet
dias 2 e 3 (4ª e 5ª) - diários de che guevara - walter salles
dias 4 e 5 (6ª e sábado) - eternal sunshine of the spotless mind - michael gondry
dias 6 e 7 (domingo e 2ª) - farenheit 9/11 - michael moore
dias 8 e 9 (3ª e 4ª) - a costa dos murmúrios - margarida cardoso
dias 10 e 11 (5ª e 6ª) - olhem para mim - agnès jaoui
dias 12 e 13 (sábado e domingo) - antes do anoitecer - richard linklater
dias 14 e 15 - (2ª e 3ª) - a história de marie e julien - jacques rivette
dias 16 e 17 (4ª e 5ª) - finding neverland - marc forster
dias 18 e 19 (6ª e sábado) - lost in translation - sofia coppolla
dias 20 e 21 (domingo e 2ª) - wanda - barbara loden
dias 22 e 23 (3ª e 4ª) - 2046 - wong kar wai
dias 24, 25 e 26 (5ª, 6ª e sábado) - a vila - m. night shyamalan
dias 27 e 28 (domingo e 2ª) - os super-heróis - brad bird
dias 29 e 30 (3ª e 4ª) - o regresso - andrei zvyagintsev

at the movies

em dia de estreias, e na ressaca de uma das maiores banhadas que apanhei nos últimos tempos (boleia arriscada, o nome diz tudo...), preciso urgentemente de ver outro filme que me impeça de cair em mais um período de abstinência cinematográfica.... às vezes duram meses... é o tempo, é o dinheiro, é a falta de concentração, é a agitação que me impede de estar quieta na cadeira (ficam as desculpas a quem costuma ir comigo ao cinema..... filipa, miguel, catarina, gonçalo, eu sei que é irritante!) são os dvds e é, por fim, a falta de hábito... mas o não ir ao cinema é um tipo de alienação que faço por contrariar com unhas e dentes. faz-me falta, mesmo que não dê logo por isso, faz-me ver as coisas de outra maneira sem a sensação de lição de moral que às vezes me impede de aceitar certos conselhos que só anos mais tarde vejo que eram os mais acertados... porque mesmo que o filme seja moralista sei que a lição não é para mim... e se não é para mim, consigo vê-la com maior frieza, o que me faz "aceitá-la" mais facilmente sem a sensação de frustração de que estou apenas a fazer o que me mandam... é meio caminho andado para fazer oposto, mas vá lá que ainda assim às vezes ainda acordo a tempo.


quarta-feira, fevereiro 02, 2005

smokin' rock faces

eu não fumo. ou melhor fumo que nem uma chaminé, a partir do momento em que me assuma como fumadora passiva inveterada que sou. percebi a gravidade da situação desde o dia em que a mãe da filipa, já há uns bons cinco anos, se dirigiu a mim com um ar desolado para me perguntar por que motivo tinha eu começado a fumar. não comecei. na generalidade o cheiro do tabaco não me incomoda no momento em que o cigarro está aceso. o que não suporto é o resto do fumo que se entranha na roupa, no cabelo, nas mãos, na pele, e que levo para casa, onde ninguém fuma, e onde por isso mesmo o cheiro se torna ainda mais activo, ao ponto de, quando estamos perto da marquise todos conseguirmos detectar em poucos minutos quando o vizinho de cima está a fumar à janela. tudo isto para chegar onde...? às fotografias. não tenho qualquer afinidade com o tabaco, nem especial sensibilidade para a fotografia seja a cores ou a preto e branco, como já tive oportunidade de escrever há alguns dias. acontece que quando se juntam as duas coisas o caso muda de figura. o efeito do fumo numa imagem a preto e branco é qualquer coisa de digna de ser registada para a posteridade. e, se calhar até por não fumar, continuo a achar que um cigarro na mão dá sempre um estilo cool numa fotografia. talvez porque não se sinta o cheiro a fumo fora de prazo.



texas, i miss you...

estou sem carro há uma semana e meia. o porta-chaves aka texas já não anda a caminhar para novo há muito tempo e desta vez o internamento teve de ser mais prolongado. depois da sensação de falta de liberdade que marca sempre os primeiros dias de quem se vê sem transporte próprio de um dia para o outro, tive de me habituar à ideia de que andar a pé só me faz é bem, e de que em algés passa tudo quanto é transporte público. nestes últimos dias tive de voltar a descobrir as alegrias dos autocarros, do metro e do eléctrico. não vou dizer que é muito mais prático chegar a lisboa de transportes públicos do que de carro porque não é. prefiro mil vezes encarar a saga do estacionamento (até porque não é à toa que o meu texas foi apelidado de porta-chaves nem é por acaso que dizem que tenho karma parking) do que todas as especificidades inerentes ao dia a dia dos transportes públicos. não vou dar exemplos porque toda a gente sabe que uma viagem de autocarro, por mais rotineira que seja, dá sempre azo a histórias do arco da velha. é tão mais cómodo ter o carro à porta.... ainda assim, há bocado dei por mim a pensar que nestes últimos dias, mais do que para me deslocar, o texas tem-me feito mais falta para pôr as ideias ordem... quem conduz sabe com certeza que o tempo que se passa no trânsito é precioso para pôr as reflexões pessoais em ordem ao fim do dia. desde que estou sem carro que a confusão mental aumentou a olhos vistos... preciso de conduzir. e na marginal de preferência.

brendan benson e outros que tais...

a par do grandioso regresso do puto-not-so-puto-anymore australiano também conhecido por ben lee, e que este ano consegue o impossível, ao destronar em três tempos o nashville do josh rouse do top do meu leitor de cds avariado for good, é com muito gosto que assinalo também o lançamento (antecipado pela net as usual) do novo disco do brendan benson, alternative to love. ainda que por enquanto me pareça mais fraco que o anterior Lapalco, que fui obrigada a recuperar para matar saudades do trio imbatível folk singer, what e good to me, e apesar de não me parecer que haja ali tantas canções imediatas, estou em crer que com as audições sucessivas com que me vou entreter nas próximas semanas, já vou ver o alternative to love com outros olhos. verdade seja dita... quase que sou incapaz de manter a imparcialidade em relação à música do josh rouse. talvez esteja a exagerar, mas tenho consciência de que não ando muito longe da verdade... :) e mesmo assim, tive de admitir - e já o fiz (não, já não tinha febre!) - que assim que ouvi o awake is the new sleep do ben lee pensei de mim para mim que aquele disco batia aos pontos os nashville do josh rouse. ora, depois disto é normal que todos os discos que agora oiça ao mesmo tempo me soem a medianos. preciso de me distanciar do que tenho ouvido nos últimos dias para formar opiniões sobre que discos for. e por isso também ainda não peguei no novo dos mercury rev, nem dos pharcyde, nem do chris stamey...


Orelhas de Burro:



brendan benson - alternative to love - 2005


confirma-se... duas horas depois o tema-título não me sai da cabeça. venha o resto.

domingo, janeiro 30, 2005

el dillon

o maradó que me perdoe, mas depois de ouvir o volume two da saga bob dylan que a antena 3 tem estado a apresentar ao fim de semana via alvaro costa, não consigo voltar a ignorar o livro que tenho ali no cimo da estante em lista de espera. o volume one. e só tenho pena de não ter o another side of bob dylan já aqui pronto a ouvir. volto a el diego logo que possível.


Lou Levy, top man of Leeds Music Publishing company, took me up in a taxi to Pythian Temple on West 70th Street to show me the pocket sized recording studio where Bill Haley and His Comets had recorded "Rock Around the Clock - then down to Jack Dempsey's restaurant on 58th and Broadway, where we sat down in a red leather upholstered booth facing the front window.

Lou introduced me to Jack Dempsey, the great boxer. Jack shook his fist at me.
"You look too light for a heavyweight kid, you'll have to put on a few pounds, You're gonna have to dress a little finer, look a little sharper - not that you'll need much in the way of clothes when you're in the ring - don't be afraid of hittinf somebody too hard."

"He's not a boxer, Jack, he's a songwriter and we'll be publishing his songs."

"Oh, yeah, well i hope to hear 'em some of these days. Good luck to you, kid."



bob dylan, pag.3

escrever para a parede...

não somos iguais, claro que não somos. não quis dizer isso, nem nunca o quis dar a entender. no momento em que isso acontecer, nem o digo, pura e simplesmente desapareço. não era a primeira vez nem seria a última. tenho pensado casa vez mais frequentemente que todos devíamos ter a possibilidade de olhar para a nossa vida pelos olhos dos outros, de fora. poupávamos de certeza muito tempo a tomar certas decisões e a pôr em prática uma série de conversas que já tivémos com a almofada vezes sem conta, mas que assim que o dia clareia voltamos a pôr uma pedra sobre o assunto. até à insónia seguinte. o mal está sempre em pensar demasiado sobre as coisas, em analisar tudo e todos à nossa imagem e semelhança, em querer adivinhar o que pensam os outros, como reagem, como respondem, o que sentem... não adianta. é involuntário. temos de ter um ponto de referência, e acabamos sempre por ser nós o termo de comparação. mas também não adianta. porque os outros não foram criados à nossa imagem e semelhança. e por muito que gostássemos, não nos podemos ver como referência para nada, para ninguém. cada um tem as suas. e por mais que continuemos a cair no erro de acreditar que do outro lado as reacções, os pensamentos, as atitudes, os sentimenos vêm de encontro aos nossos, isso raramente acontece. até eu já percebi isso. às vezes esqueço-me, mas isso é problema meu... não somos iguais, pois não. mas temos pressa, muita. e quanto maior a velocidade, maior o embate...

whatever it is...

o bom de viver e sentir tudo intensamente é que tão depressa vejo o fim do mundo ao virar da esquina, como no minuto a seguir já nem me lembro do que me tirou o sono nas noites anteriores.... para além do fenómeno da respiração alternada com que me tenho visto a braços por causa desta constipação que não me larga. quando oiço uma música como a que ouvi há bocado, uma das novas do ben lee, whatever it is, não há egoísmos, nem crises de meia-idade (sim, acredito que na minha geração ninguém vá muito para além dos 50), nem assuntos mal resolvidos, nem dores de ouvidos, nem nada que me interesse.... whatever it is... it's all about you.... it's all yours.... awake is the new sleep - so wake up! i will......


Orelhas de Burro:




ben lee - awake is the new sleep - 2005

primeira impressão... do que ouvi hoje do disco, e depois da semi-decepção melódica que foi o anterior e mui próximo hey you yes you, este awake is the new sleep é para mim, e sem sombra de dúvida, o melhor álbum que o ben lee editou até à data. o fio condutor está de volta. o mesmo fio que faltou no hey you e que me deixou à nora com a sombra da dislexia sonora que a meu ver assombra os discos do mr conor oberst, cujo mundo a meu ver é feito de espaços onde nada tem a ver com nada. preciso de harmonia. a dislexia interior já é suficiente. neste awake is the new sleep as melodias estão de volta, sim as tanguetas, as histórias, as harmónicas, tudo. o ben lee está de volta. pode ser que alguma operadora de telemóveis dê por ele.

quinta-feira, janeiro 27, 2005

me, myself and i

às vezes assusto-me a sério com a enormidade de certos ataques de egoísmo que me atingem sem mais nem menos e sem que me aperceba do grau de estupidez das atrocidades que me passam pela cabeça nessas alturas. em relação a mim e em relação aos outros. felizmente, na maioria dos casos ainda consigo ter o bom senso suficiente para guardar essas crises existenciais só para mim... é que depois de cair em mim, e de tomar consciência do quão egoísta fui/sou por coisas tão parvas mas que naquele momento me parecem decisivas, e mesmo que por vezes só em pensamento, é um alívio saber que a crise nasceu e morreu ali. comigo e apenas com aqueles que sabem que não sou melhor nem pior que ninguém mesmo quando alguém/alguma coisa me cega por completo.

terça-feira, janeiro 25, 2005

jornais, jornais, jornais...

não costumo ter dificuldade em deitar tralha fora quando mergulho em arrumações, até porque normalmente é com essa finalidade que as faço. não sei porquê, quando chega à altura de pôr ordem na secção das revistas e jornais não consigo desfazer-me de nada, ou é com uma enorme sensação de culpa que o faço. para as revistas ainda vou arranjando espaço, agora os jornais já não sei mesmo o que lhes hei-de fazer. às vezes já dou por mim a evitar comprá-los e a ler emprestados, para depois não ter de me obrigar a pô-los no lixo. estou a meio de uma tarde de arrumações daquelas de caixão à cova, acabei de arrumar as revistas e não sei o que faça agora com o monte de blitz, dn+ e y que tenho ali em cima da cama. é provável que não volte a ler nada do que ali está, mas não consigo livrar-me desta sensação de que um dia ainda poderei vir a precisar disto. não sei é para quê.......

rock faces - forever young.....

the world's top rock 'n' roll photographers and their greatest images é o subtítulo do livro "arrumado" por oliver craske, onde foram reunidas fotos de algumas rock faces como o título do livro indica. um mundo assim definido.... "where everybody is beautiful and nobody grows old".



radiohead
one of danny clinch's favorite contemporary bands, on new york's 6th avenue. december 1997. das minhas também. danny clinch é o fotógrafo.

back to rufus

li agora a confirmação da música no coração de que o rufus wainwright vai mesmo fazer a primeira parte do concerto dos keane no dia 10 de março. não sei se faz sentido ou não, nem me interessa se a maioria das pessoas que lá forem o façam com a intenção da sair no intervalo. eu pessoalmente não acho grande graça aos keane, ouve-se bem mas não me animam, mas se lá for é para ficar até ao fim. gosto do novo álbum do rufus, se bem que não o ache nada fácil. comparado com o want one, o want two é um disco que exige muito mais disponibilidade auditiva, pelo menos a mim exige porque não é tão imediato, nem as melodias são tão óbvias. o want two é muito mais clássico, no sentido de menos pop, e no sentido de grandes influências da formação clássica do artista. há por ali momentos mais próximos da pop one que agarram de caras como o the one you love e o gay messiah, que se não me engano até já foram apresentados no concerto da aula magna, mas na generalidade são canções que se aprendem a ouvir e a descobrir, que não se esgotam a si mesmas. para além daquelas mais fáceis que adoro, gosto muito dos ares franceses da hometown waltz. pode ser que até março me passe a sensação de que ainda é muito cedo para estar a ver outro concerto do artista. deste, definitivamente, sou fã. mas parece que foi ontem que o vi na aula magna. e com tantas bandas novas para trazer a portugal.... parece-me desperdício trazer o mesmo artista num intervalo tão curto.

os bilhetes custam 20 euros (até já parece um preço barato... ao que isto chegou!) e a primeira parte começa às 21h. os concertos são no coliseu dos recreios.

segunda-feira, janeiro 24, 2005

u2 - mais bilhetes a prestações?

acabei de ouvir na antena 3 o nuno brancaamp da ritmos & blues a dizer que os bilhetes dos u2 vão estar à venda a partir de fevereiro e custam 53 euros. o concerto afinal é dia 14 de agosto (aniversário da minha avó), a digressão é que chega à europa a 10 de junho, e os bilhetes vão ser vendidos por fases. primeiro só para fãs e depois para o resto do público. não ficou foi explicado como será analisada a fasquia que separa o estatuto de "fã" do de "resto do público". há espectáculos que podem valer todo o dinheiro e mais algum, mas se estes preços viram moda em portugal não há noção de fã que nos valha. depois das multas, temos de começar também a pagar a prestações para ver concertos. eu que achava que estaria incluída no lote "resto de público"... se pago esta quantia para ver o concerto, devia ter o direito de entrar directamente para o clube de fãs dos u2.


domingo, janeiro 23, 2005

radio or not

estou farta de ouvir e proferir sempre as mesmas queixas em relação à rádio em portugal. outro dia dei por mim a querer à força que uma colega da faculdade mudasse de opinião em relação ao "estilo" rádio comercial. fez-me confusão ao sistema que uma pessoa de 20 e poucos anos se identificasse com o tratamento por você (e mesmo que fosse por tu...) e com o tipo de "disparates malucos" (foi esta a expressão utilizada) que os "animadores" dizem. por momentos entrei numa espécie de curto-circuito mental, mas felizmente caí em mim. não tenho nada que estar a tentar fazer com que alguém deixe de gostar de uma coisa que lhe dá prazer, quando não está a prejudicar ninguém com isso. talvez a ela própria... não consigo deixar de voltar à ironia, porque penso sinceramente que aquela cena estupidifica quem ouve. mas não tenho de pregar nenhuma mensagem de alerta a quem não sente falta de mais.

e porque até já a mim me chateio por estar sempre a bater na mesma tecla, apetece-me dizer que me tem dado um prazer enorme ouvir os especiais que a antena 3 tem estado a transmitir aos sábados e domingos entre as 21h-22h. álvaro costa, henrique amaro, josé paulo alcobia e nuno calado foram alguns dos responsáveis pelos programas que apanhei até à data e que tenho pena de não ter gravado, mas a falta de espaço começa a ser por demais evidente cá no estábulo... melhores/piores filmes 2004, jeff buckley, josh rouse, música brasileira, rem, bob dylan deram o mote para as explorações mais recentes, e também as primeiros que me vêm à cabeça. gostei de regressar ontem, sábado, ao mundo dylan pela mão do especial do alvaro, que me lembrou mais uma vez que depois da maradó-bio tenho à espera o volume one das chronicles do pai dylan para consumir, e fez-me também pôr de lado os mp3 dos chemical brothers e do maximilian hecker e voltar a pegar nos discos do senhor e nas harmónicas mentais. e apesar de não ter grande afinidade com a sonoridade dos mão morta, curti ouvir a selecção musical a cargo do mr adolfo que preencheu a emissão de domingo que chegou agora mesmo ao fim... muita música francesa, e que por estar a ouvir e a escrever ao mesmo tempo, não registei e já não consigo identificar... lembro-me do nick cave e dos yeah yeah yeahs... os warlocks não tocaram pq o adolfo esqueceu-se do cd no carro... houve mais coisas familiares e coisas desconhecidas, que no entanto soaram bastante bem na rádio... sem "disparates malucos" [eu tinha dispensado apenas a última música...].

fotografia... com cor e a cores

nunca tive especial sensibilidade para a fotografia. vejo exposições de fotografia com alguma regularidade, mas quase sempre a correr. não gosto que me tirem fotos nem gosto de as tirar. a máquina fotográfica é um objecto que me foi quase sempre indiferente. tive uma minolta em tempos de que gostava muito, mas que desapareceu não se sabe bem onde nem porquê. durante anos a minha mãe insistiu que eu a perdi, que a deixei nalgum lado, que se a arrumasse sempre no mesmo sítio tal não tinha acontecido... eu neguei sempre. ainda hoje não sei o que é feito da máquina, mas quase ponho as mãos no fogo em como não a deixei esquecida por aí. a partir daí não voltei a mostrar qualquer tipo de interesse em arranjar outra máquina. gosto de observar bem as coisas, de escrever sobre elas, fixar imagens soltas, mas raramente sinto necessidade de registar momentos em formato foto. chegando ao ponto de apanhar um comboio ou um avião para sítios onde nunca estive e esquecer-me de arrumar a máquina na bagagem. não levo. quando me apetece fotografar compro uma descartável.
no verão passado vi a aldeia dos meus avós com outros olhos. apeteceu-me fotografar os caminhos de cabras enquanto não são alcatroados. e os pormenores da casa que me fazem sentir ali tão em casa. e por ali não havia descartáveis. vi na pública, se não me falha a memória, uma breve sobre uma maquina nova da olympus. verdade seja dita, o que me chamou a atenção foi a variada selecção colorida em que está disponivel este novo modelo, e não as características técnicas da máquina. consta que não é má, mas que arranjo sem grande dificuldade o mesmo por preço mais baixo. mas não em azul, laranja, nem vermelho. assim...



é com uma destas que me apetece fotografar. com cores e a cores. preto, branco, cinzento dão outro toque, também gosto, mas com fumos. prefiro a cor. por dentro e por fora.