acho que nunca consegui interiorizar completamente o hábito social das saídas à sexta-feira à noite. compreendo o lado óbvio da questão - é o fim de mais uma semana de trabalho/estudo, no dia seguinte não há despertador, e muitas vezes é o único dia em que se conseguem conciliar horários de modo a estar "toda" a gente no mesmo sítio e à mesma hora. depois há o outro lado da questão, o menos óbvio. e digo menos óbvio porque raramente encontro alguém - com menos de quarenta anos - que tenha a mesma visão do assunto. é à sexta-feira que o corpo paga em cansaço pelo esforço de mais uma semana de trabalho. mais, sexta ainda é dia de trabalho, o que significa que me levantei cedo e que por volta das dez, onze da noite é certo e sabido que me vai dar a quebra. e uma vez quebrada entro então no meu turno de bobo da corte (no seguimento do post anterior), não sai coisa com coisa, para além de saírem coisas que normalmente no dia seguinte me arrependo. a noite de hoje não foi excepção... zzzzzzzz...... o sono é um gajo traiçoeiro... zzzzzzz..... mas de vez em quando sabe tão bem ir na conversa..... do sono, volto a dizer, que este final é que me está a sair traiçoeiro...... lá está, é ele a falar, o sono. é sexta à noite. ainda é cedo. vou dormir.
Orelhas de Burro:
no grande sofá, uma cena antiga dos groove armada remisturada que eu adoro e já nem me lembrava que existia....... at the river, i guess
sábado, novembro 13, 2004
quinta-feira, novembro 11, 2004
o que foi (não) volta a ser...
não satisfeita com as trinta por uma linha que ando a fazer nesta vida, a minha mãe foi investigar o que andei a fazer de útil em tempos passados. entregou-me ontem o resultado da pesquisa. ao que parece, o diagnóstico do senhor doutor americano (que tanto dá para mim como para todos aqueles que nasceram no dia 23 de janeiro de 1979, aquarianos alucinados portanto) é o seguinte:
i don't know how you feel about it, but you were male in your last earthly incarnation.
[sinto-me bem, não se preocupe, que eu gosto pouco de monotonia. está assim explicado o meu lado maria-rapaz. mas e as cenas fêmea? os humores, as inseguranças, as depressões..... hã? :) ]
you were born somewhere in the territory of modern wales around year 975.
[e eu que não conheço o país de gales. parece impossível...]
your profession was that of a entertainer, musician, poet or temple-dancer.
[e acrescenta a minha mãe divertidíssima com a situação, que com todas estas qualidades terei sido com certeza um bobo da corte. isto não abona nada em meu favor......]
your brief psychological profile in your past life:
you always liked to travel and to investigate. you could have been a detective or a spy.
[e por que é que não me falaram destas opções nos testes psicotécnicos? de qualquer maneira já tenho desculpa para a pancada das viagens]
the lesson that your last past life brought to your present incarnation:
your lesson is to conquer jealousy and anger in yourself and then in those who will select you as their guide. you should understand that these weaknesses are caused by fear and self-regret.
[que tenha de aprender a ultrapassar as minhas ciumeiras e revoltas só me faz é bem, as dos outros também faz parte, agora o que me preocupa é haver gente que se queira guiar por mim..... chose the the other way!]
do you remeber now?
[tudo e mais alguma coisa]
atentamente,
o senhor doutor
i don't know how you feel about it, but you were male in your last earthly incarnation.
[sinto-me bem, não se preocupe, que eu gosto pouco de monotonia. está assim explicado o meu lado maria-rapaz. mas e as cenas fêmea? os humores, as inseguranças, as depressões..... hã? :) ]
you were born somewhere in the territory of modern wales around year 975.
[e eu que não conheço o país de gales. parece impossível...]
your profession was that of a entertainer, musician, poet or temple-dancer.
[e acrescenta a minha mãe divertidíssima com a situação, que com todas estas qualidades terei sido com certeza um bobo da corte. isto não abona nada em meu favor......]
your brief psychological profile in your past life:
you always liked to travel and to investigate. you could have been a detective or a spy.
[e por que é que não me falaram destas opções nos testes psicotécnicos? de qualquer maneira já tenho desculpa para a pancada das viagens]
the lesson that your last past life brought to your present incarnation:
your lesson is to conquer jealousy and anger in yourself and then in those who will select you as their guide. you should understand that these weaknesses are caused by fear and self-regret.
[que tenha de aprender a ultrapassar as minhas ciumeiras e revoltas só me faz é bem, as dos outros também faz parte, agora o que me preocupa é haver gente que se queira guiar por mim..... chose the the other way!]
do you remeber now?
[tudo e mais alguma coisa]
atentamente,
o senhor doutor
rewind...
descobri o que fui na minha vida passada. e ao contrário do que dizem as más-línguas não fui índia nem cowgirl. diagnóstico para breve.
quarta-feira, novembro 10, 2004
morning dilemma
já reparei que todos os dias de manhã me questiono pelo menos 50 vezes se me levanto ao toque do despertador/telemóvel, ou se o desligo antes dele tocar e me viro para o outro lado até às oito e meia. ultimamente tenho combatido a tentação mais óbvia, tenho chegado a horas todos os dias, mas hoje estava decidida a não deixar sequer o despertador tocar. dormi pouco. por mais que tente não me consigo deitar às onze da noite - a hora a que as minhas colegas me recomendaram que me deitasse para não passar as manhãs inteiras a bocejar. fiz a experiência e resulta mesmo. mas raramente me consigo deitar à hora prevista. ontem não consegui. felizmente as coisas não me correram bem de manhã e o plano do atraso propositado foi por água abaixo. o despertador tocou antes do que eu estava à espera. acordei em sobressalto e com a ânsia de o fazer calar fiz o telemóvel voar como nunca tinha voado antes, acidentalmente diga-se. nem assim..... tive de me levantar, porque aquele toque, por mais leve que seja, antes das sete da manhã tem na minha cabeça o mesmo efeito da sirene dos bombeiros ao meio-dia. quando reparei estava fora da cama. fui estranhamente prática para aquela hora da manhã. consegui pensar que já que ali estava mais valia fazer o que tinha a fazer e deixar-me de ronhas. fui para as aulas e, de resto, tive um dia espectacular, aliás estou a ter porque até às 23h (!) ainda é dia. hoje tive tempo. tive sol. em lisboa esteve um dia magnífico.
terça-feira, novembro 09, 2004
twilight singers
chego à conclusão que por mais jeito que me dê ter à mão de um semear todo um mundo de música à borla - exclua-se o pagamento da netcabo -, este método não me satisfaz por aí além. nunca dou a mesma atenção à música que oiço por download do que dou à que compro, comprei, ou comprava. apercebi-me agora enquanto ouvia o "feeling of gaze" pelos twilight singers, que tenho ali o she love's you há não sei quanto tempo parado e não lhe dei a mínima atenção. acho que o ouvi uma vez no dia em que o saquei. isto é que é crime - sacar a música e não ouvi-la como deve ser. esta música tem qualquer coisa, assim como tem o "real love", e de resto como tem quase toda a obra dos twilight singers (não digo greg dulli porque os afghan whigs têm algumas coisas que não me dizem nada...), que me aterra directamente no estômago. faz-me mal, deixa-me depressiva, melancólica, mas não consigo deixar de a ouvir, antes pelo contrário. atrai-me mais a cada audição.
os twilight singers lembram-me tempos de inter-rail. lembram-se do que foi chegar à holanda, viajar de amesterdão a roterdão e lá ter encontrado aquela loja gigantesca (à minha modesta escala) de livros/discos onde deixei grande parte do dinheiro destinado aos restantes dias de viagem, o resto ficou em paris. o regresso teve de ser antecipado, mas agora que olho para trás faço-o com a certeza de que voltaria a fazer o mesmo. quem gosta de música e tem este vício consumista de discos sabe o que se sente ao entrar numa loja, com dinheiro para gastar (x-factor), e em dois minutos perceber que ali à frente estão 90% dos discos que andávamos à procura, mas que por cá nada feito. os twilight singers na altura eram um desses discos. os outros 10% correspondem a coisas que também andávamos à procura, mas ainda não sabíamos. e esses também lá estavam. os discos agora já vão chegando, mas para ver o senhor dulli ao vivo e a cores continua a ser preciso fazer inter-rails........ talvez para o ano....
os twilight singers lembram-me tempos de inter-rail. lembram-se do que foi chegar à holanda, viajar de amesterdão a roterdão e lá ter encontrado aquela loja gigantesca (à minha modesta escala) de livros/discos onde deixei grande parte do dinheiro destinado aos restantes dias de viagem, o resto ficou em paris. o regresso teve de ser antecipado, mas agora que olho para trás faço-o com a certeza de que voltaria a fazer o mesmo. quem gosta de música e tem este vício consumista de discos sabe o que se sente ao entrar numa loja, com dinheiro para gastar (x-factor), e em dois minutos perceber que ali à frente estão 90% dos discos que andávamos à procura, mas que por cá nada feito. os twilight singers na altura eram um desses discos. os outros 10% correspondem a coisas que também andávamos à procura, mas ainda não sabíamos. e esses também lá estavam. os discos agora já vão chegando, mas para ver o senhor dulli ao vivo e a cores continua a ser preciso fazer inter-rails........ talvez para o ano....
golden brown
nada de novo, mas ainda me dá vontade de rir. algo vai mal quando no mesmo dia, à mesma hora e ao mesmo tempo se ouve a mesma canção na mega fm e no rádio clube português.
Orelhas de Burro:
o toque de entrada imaginário....
Orelhas de Burro:
o toque de entrada imaginário....
segunda-feira, novembro 08, 2004
the magic land of advertising
continua a haver na trupe da publicidade quem goste de música. melhor, quem goste de tangueta. acabei de ver o anúncio de uma carrinha ford (não fixei pormenores, mas de qualquer das maneiras não sou de certeza o público alvo de uma carrinha familiar...) que escolhe para banda sonora a canção "somewhere nicer" dos obi (o álbum chama-se the magic land of radio). uma melodia up with people, contagiante, sunshine tangueta, que justifica que se preste uma atenção especial ao anúncio. vistas bem as coisas até os canais generalistas já apostam mais na divulgação de música "nova" do que a rádio... pelo andar da carruagem, agora começam a testar-se as músicas através da publicidade, enquanto os consultores descansam. vamos em breve ter os obi a tocar na rádio? e os the veils? a leaver's dance ainda demora muito? e o new year dos living things?
Orelhas de Burro:
obi - the magic land of radio - somewhere nicer - 2002
[para além de boas tanguetas há também neste disco um solo de harmónica que só por si justifica a audição.]
Orelhas de Burro:
obi - the magic land of radio - somewhere nicer - 2002
[para além de boas tanguetas há também neste disco um solo de harmónica que só por si justifica a audição.]
ok! do you want something simple?
apesar de já ter cedido à evidência de que o computador tem sempre razão em caso de empate, sinto-me bem quando constato que afinal nem mesmo com as máquinas é sempre tudo assim tão preto no branco. pelo menos em 1980 não era....... verdade seja dita que nessa altura também qualquer computador, por mais básico que fosse, demostraria com certeza sinais muito mais evidentes de inteligência do que eu.... adiante! parece que é por curiosidades como esta, que li ontem algures na internet, que a maquinaria ainda não nos chega aos calcanhares: em 1980 um sistema especializado autorizou um crédito automóvel a uma pessoa que escreveu no contrato que trabalhava no mesmo emprego há 20 anos. mais à frente a mesma pessoa disse que tinha 18 anos de idade. o computador deu o ok. vê-se logo que foi programado pela mão humana. andamos todos tão preocupados com coisas megalómanas que não damos pelo mais óbvio. pelo mais simples. não o sabemos fazer, muito menos programá-lo/ensiná-lo.
domingo, novembro 07, 2004
parabéns ao blitz
20 anos é muito tempo. sobretudo se pensarmos à escala portuguesa. não posso dizer que faça ou que alguma vez tenha feito parte do leque de leitores mais assíduos do blitz, mas foram/são raras as terças em que não passe pelo menos os olhos pelo jornal. se já foi melhor ou pior sinceramente é coisa que já deixou de me preocupar - é o que temos. quem gosta lê, quem não gosta não lê. ou pelo menos pela lógica era assim que devia ser. não tenho qualquer tipo de relação com o jornal, apenas curiosidade, e até a mim já se me embrulha o estômago quando sinto no ar o cheiro da conversa mal-dizente típica do costume. a crítica faz parte, pois claro que faz, sobretudo quando não há concorrência, mas segundo me parece as críticas nem sempre surgem da boca daqueles que sabem do que falam. e quem muito fala pouco acerta. também não gosto de tudo o que leio no jornal, obviamente, ou porque a banda não me interessa naquele dia, ou porque o jornalista não estava inspirado, ou porque não vou mesmo à bola com o tipo de abordagem do assunto, ou simplesmente porque embirro com o jornalista. no entanto, continuo a folhear o jornal porque tenho curiosidade em saber o que chega todas as semanas ao nosso país. e porque continuo a optar por comprar o jornal, acho por bem guardar para mim certas opiniões que volta não volta me assaltam a quente. no dia em que achar que a situação é realmente preocupante e que me faça deixar de querer sequer passar os olhos pelo jornal entrarei em contacto com quem de direito, em simples tom de desabafo, como aliás tenho por hábito fazer em relação aos mais variados assuntos. às vezes faz bem pensar antes de falar.
parabéns ao blitz!
parabéns ao blitz!
sábado, novembro 06, 2004
tempos modernos.....
ter um blog, soulseek, messenger e uma quantidade considerável de mp3 no disco é o suficiente para demorar pelo menos mais três ou quatro dias do que estava inicialmente previsto para fazer qualquer coisa de útil no computador.
rebel soul music
martin luther. nem o rei, nem o da reforma da igreja, se bem que este também tem uma costela protestante bem activa. o mesmo que de vez em quando substitui o cody chesnutt nos concertos dos roots. fê-lo no zenith em paris, e bem feito, se bem que o the seed 2.0. nunca vai soar tão bem ao vivo como soa em disco, mesmo que seja o mr chesnutt a cantá-lo. no seguimento da posta anterior, a m&m fez o resto do trabalho por mim e foi investigar mais do passado e do futuro do lutero dos dias de hoje. eu limitei-me a ouvir. crashei no tema-título - rebel soul music - que tem um andamento a la chesnutt que se infiltra de modo instantâneo e leva tudo à frente. eu fui.
Orelhas de Burro:
Orelhas de Burro:
linhas tortas
no domingo passado levei uma seca de todo o tamanho num fim de tarde de sol magnífico no porto. que me perdoem os três miguéis presentes, a sofia e a doutora, mas bola (seja ela de campo ou bastidores) não é um assunto que eu consiga acompanhar com facilidade (nem sem ela.....) e muito menos durante hora e meia. não pondo em causa a qualidade da companhia, antes pelo contrário, gosto muito de todos eles, fui obrigada a recorrer a mecanismos de alheamento para me aguentar à bronca (de resto nada de novo para qualquer estudante que se preze) uma vez que aparentemente só eu estava com dificuldade em manter os olhos abertos. e não era só por causa do sol nem das escassas horas de sono. ou seja, se não os podes vencer nem juntar-te a eles, desenmerda-te.
fixei a atenção na música. maxwell. lembrei-me que o m começava algumas horas depois. pensei em ligar à m&m para lhe dizer que o pessoal do bar/restaurante da praxe gostava do maxwell. para lhe dizer que fazia ali falta, nem que fosse para não falar de futebol comigo. e que até me podia mandar à cara outra vez as minhas azelhices geográficas parisienses e não só. infelizmente, o meu saldo não estava em dia de grandes falas...
já não ouvia o embrya há anos. e quanto mais oiço as músicas novas do maxwell, mais gosto das velhas. o embrya é um disco do caraças. e voltar a ouvir ali o "everwanting" , o "i'm you", o "matrimony", o "eachhour..." e sobretudo o "luxury: cococure" fizeram-me voltar a perceber por que é que em tempos eu fui completamente viciada em soul music. a pouco e pouco, por razões que ao mesmo tempo se conhecem e desconhecem, fui perdendo o contacto com a especialidade (mas não com a especialista). estreitei o caminho por outras áreas musicais que por enquanto continuo a achar serem as que me dizem mais. com a plena noção de que sentidos únicos nunca são positivos, mas também com a constatação de que o tempo não chega para investir em tudo com a mesma entrega e o mesmo empenho. se por um lado não consigo estar mais de uma semana sem procurar novas tanguetas, por outro acomodo-me em relação a muitos outros estilos de música que me fazem a mesma falta para me manter em (des)equilíbrio. se não mos apresentarem eu dificilmente vou à procura deles com a mesma regularidade. nem pouco mais ou menos. daí o vício da rádio. alguma.
os desaparecimentos súbitos destreinam os ouvidos. senti isso ao de leve com o m. já nem tudo é tão imediato, estão cá as resistências das doses cavalares de guitarras e harmónicas com que me tenho entupido ao longo dos últimos tempos, e que por mais que eu oiça de soul, hip hop, dança, teen, reggae, etc, etc, a concorrência é sempre desleal. na altura de comprar, o ecletismo já não pode ser tão grande. neste momento está a voltar a ser por razões muito práticas. euros ou falta deles. sacar, saco tudo. venha o rock and roll e o resto. venha a soul outra vez em força. e depois do maxwell, pode ser que na próxima seca de bola de me dêem, esteja a tocar o d'angelo live at jazz cafe.
Orelhas de Burro:
maxwell - embrya - 1998 [que reparei hoje que nem sequer é o original, mas sim uma cópia com uma fotocópia manhosa na capa... capas destas não andam por aí aos pontapés!]
fixei a atenção na música. maxwell. lembrei-me que o m começava algumas horas depois. pensei em ligar à m&m para lhe dizer que o pessoal do bar/restaurante da praxe gostava do maxwell. para lhe dizer que fazia ali falta, nem que fosse para não falar de futebol comigo. e que até me podia mandar à cara outra vez as minhas azelhices geográficas parisienses e não só. infelizmente, o meu saldo não estava em dia de grandes falas...
já não ouvia o embrya há anos. e quanto mais oiço as músicas novas do maxwell, mais gosto das velhas. o embrya é um disco do caraças. e voltar a ouvir ali o "everwanting" , o "i'm you", o "matrimony", o "eachhour..." e sobretudo o "luxury: cococure" fizeram-me voltar a perceber por que é que em tempos eu fui completamente viciada em soul music. a pouco e pouco, por razões que ao mesmo tempo se conhecem e desconhecem, fui perdendo o contacto com a especialidade (mas não com a especialista). estreitei o caminho por outras áreas musicais que por enquanto continuo a achar serem as que me dizem mais. com a plena noção de que sentidos únicos nunca são positivos, mas também com a constatação de que o tempo não chega para investir em tudo com a mesma entrega e o mesmo empenho. se por um lado não consigo estar mais de uma semana sem procurar novas tanguetas, por outro acomodo-me em relação a muitos outros estilos de música que me fazem a mesma falta para me manter em (des)equilíbrio. se não mos apresentarem eu dificilmente vou à procura deles com a mesma regularidade. nem pouco mais ou menos. daí o vício da rádio. alguma.
os desaparecimentos súbitos destreinam os ouvidos. senti isso ao de leve com o m. já nem tudo é tão imediato, estão cá as resistências das doses cavalares de guitarras e harmónicas com que me tenho entupido ao longo dos últimos tempos, e que por mais que eu oiça de soul, hip hop, dança, teen, reggae, etc, etc, a concorrência é sempre desleal. na altura de comprar, o ecletismo já não pode ser tão grande. neste momento está a voltar a ser por razões muito práticas. euros ou falta deles. sacar, saco tudo. venha o rock and roll e o resto. venha a soul outra vez em força. e depois do maxwell, pode ser que na próxima seca de bola de me dêem, esteja a tocar o d'angelo live at jazz cafe.
Orelhas de Burro:
maxwell - embrya - 1998 [que reparei hoje que nem sequer é o original, mas sim uma cópia com uma fotocópia manhosa na capa... capas destas não andam por aí aos pontapés!]
quinta-feira, novembro 04, 2004
vhs or beta
uma vez que tenho tendência a dar importância a mais à chamada inteligência emocional, faz-me bem ter de pensar sobre o reverso da medalha. depois da pobreza e do combate à fome de ontem, eis que hoje - e até segunda-feira - tenho de começar a reflectir sobre inteligência artificial. as considerações ficam para mais tarde, já que as leituras ainda estão muito atrasadas.....
e já agora.... dado que hoje já consegui recuperar o espírito musical de lo habitual, fica uma sugestão para os fãs dos faint - vhs or beta - night on fire. já falei com quem não lhes reveja qualquer semelhança, por isso corro o risco de estar com esta comparação a induzir em erro os milhões e milhões de pessoas que visitam o burro, mas vou correr o risco. o som é parecido, o espírito é parecido, há aliás por ali muitas parecenças (como a voz a la robert smith e algumas batidas guitarradas daft punk ou chemical brothers) e haverá com certeza quem as consiga situar bem melhor do que eu, que neste momento me dou por satisfeita pelo facto do disco me estar a soar tão bem.
Orelhas de Burro:
e já agora.... dado que hoje já consegui recuperar o espírito musical de lo habitual, fica uma sugestão para os fãs dos faint - vhs or beta - night on fire. já falei com quem não lhes reveja qualquer semelhança, por isso corro o risco de estar com esta comparação a induzir em erro os milhões e milhões de pessoas que visitam o burro, mas vou correr o risco. o som é parecido, o espírito é parecido, há aliás por ali muitas parecenças (como a voz a la robert smith e algumas batidas guitarradas daft punk ou chemical brothers) e haverá com certeza quem as consiga situar bem melhor do que eu, que neste momento me dou por satisfeita pelo facto do disco me estar a soar tão bem.
Orelhas de Burro:
bridge over troubled water
abstive-me até à última de fazer grandes comentários acerca das eleições nos estados unidos. no fundo já toda a gente sabia o que ia acontecer, mas por outro lado ninguém queria acreditar, ninguém podia acreditar nisso, porque o desastre era óbvio demais. e evitei sempre falar acerca do assunto porque sinceramente também não via no outro grande imagem de segurança ou do que quer que fosse. já chegámos à lógica "do mal o menos"?
ontem pensei muito nos americanos, nos que votaram contra o bush. não digo a favor do kerry porque acredito piamente que o que a maioria queria era que o bush fosse corrido, independentemente do sucessor. não os censuro. pensei em particular na jinja e no grant - aka utah carol - os únicos americanos com quem comunico numa base mais ou menos regular. vivem em chicago e quando vieram a portugal há dois anos (?) lembro-me de terem comentado no caminho entre alfama e algés como tinham vergonha de ter à frente do país deles uma figura daquelas. não voltámos a falar do assunto. até ontem...
não tenho por hábito publicar mensagens privadas, mas não consigo evitar partilhar parte de um dos mails que trocámos ontem:
It is terrible here. You have no idea. We are so afraid that we are moving towards totalitarianism. We are very sick and frightened. We are really afraid now. We are afraid for the whole world. The United States used to be the cavalry that rode in to save other countries from fear, evil and oppression. But, now, who is going to come and save us? Our government is now like the Taliban in Afghanistan.
Orelhas de Burro:
"bridge over troubled water", em versão johnny cash + fiona apple. sem palavras.
ontem pensei muito nos americanos, nos que votaram contra o bush. não digo a favor do kerry porque acredito piamente que o que a maioria queria era que o bush fosse corrido, independentemente do sucessor. não os censuro. pensei em particular na jinja e no grant - aka utah carol - os únicos americanos com quem comunico numa base mais ou menos regular. vivem em chicago e quando vieram a portugal há dois anos (?) lembro-me de terem comentado no caminho entre alfama e algés como tinham vergonha de ter à frente do país deles uma figura daquelas. não voltámos a falar do assunto. até ontem...
não tenho por hábito publicar mensagens privadas, mas não consigo evitar partilhar parte de um dos mails que trocámos ontem:
It is terrible here. You have no idea. We are so afraid that we are moving towards totalitarianism. We are very sick and frightened. We are really afraid now. We are afraid for the whole world. The United States used to be the cavalry that rode in to save other countries from fear, evil and oppression. But, now, who is going to come and save us? Our government is now like the Taliban in Afghanistan.
Orelhas de Burro:
"bridge over troubled water", em versão johnny cash + fiona apple. sem palavras.
quarta-feira, novembro 03, 2004
pay it forward...
e enquanto no centro do mundo se contam os últimos votos, que é como quem diz as últimas notas, obrigam-me a reflectir sobre questões que me deixam ainda mais deprimida...... é possível erradicar a pobreza do mundo e combater a fome? e terei mesmo de dizer que acredito na conversa teórica dos objectivos do desenvolvimento do milénio da onu que continuam a falar por meio de suposições? se isto, se aquilo...... muitos dos "se" referem-se a autoridades competentes, a cidadãos activos e envolvidos nas suas comunidades, a partilha, a discussão, a entrega, a sensibilização. não vejo nada. não faço nada. limito-me a entregar a quem precisa roupas e livros que já não têm uso cá em casa, a comprar a cais e a contribuir com massas e arroz por alturas das acções do banco alimentar contra a fome. não é grande coisa... mas a questão é que não me chega informação para fazer mais, a não ser que vá à procura dela provavelmente. e como as coisas estão não só em portugal como pelo mundo fora, isso não devia ser preciso....
dei com um artigo do marcos peixoto de mello gonçalves que diz que "o verdadeiro milagre para acabar com a pobreza é existir vontade política para acabar com ela", mais à frente volta ao ponto de partida e redige com todas as letras o cerne da questão - "(...) os políticos e seus cúmplices multibiliardários concentram quase toda a mediocridade espiritual do planeta, o que permite à soberba, ao orgulho e ao egoísmo corromper seus corações e à ganância impedi-los de ter vontade política de erradicar a miséria material da terra(...)".
não percebo como ainda se luta para que se consiga reduzir para metade o número das pessoas que ganham menos de um dólar por dia, numa altura em que fala de viagens particulares à lua, numa altura em que se chegou à conclusão que o alívio da dívida dos 20 países mais pobres do mundo custaria o mesmo que se gastou na construção da euro disney. eu fui à euro disney há dois ou três anos, gostei muito, mas sinceramente se me perguntassem para onde achava que devia ir o dinheiro da construção eu queria lá saber da montanha do indiana jones (personagem de que sou grande fã!). mas alguém lhe perguntou alguma coisa? está visto que o caminho para que seja encontrada uma solução passa pela ideia do filme com a helen hunt e o kevin spacey - "pay it forward" - "favores em cadeia", se não me engano. é parar de pensar que se for só eu a mexer-me é o mesmo que não me mexer por isso mais vale estar quieta. o comodismo é isso. não vou trazer um sem-abrigo para casa, mas quando leio que a garantia do ensino básico para todos custa menos do que aquilo que se gasta no consumo de gelados na europa (e eu contribuo bastante para isso!), a atitude dos outros deixa de me interessar. é isso e convencer os cépticos de que quando se dão livros à cruz vermelha para irem para as crianças em áfrica, eles chegam realmente ao destino. mesmo que não cheguem.
dei com um artigo do marcos peixoto de mello gonçalves que diz que "o verdadeiro milagre para acabar com a pobreza é existir vontade política para acabar com ela", mais à frente volta ao ponto de partida e redige com todas as letras o cerne da questão - "(...) os políticos e seus cúmplices multibiliardários concentram quase toda a mediocridade espiritual do planeta, o que permite à soberba, ao orgulho e ao egoísmo corromper seus corações e à ganância impedi-los de ter vontade política de erradicar a miséria material da terra(...)".
não percebo como ainda se luta para que se consiga reduzir para metade o número das pessoas que ganham menos de um dólar por dia, numa altura em que fala de viagens particulares à lua, numa altura em que se chegou à conclusão que o alívio da dívida dos 20 países mais pobres do mundo custaria o mesmo que se gastou na construção da euro disney. eu fui à euro disney há dois ou três anos, gostei muito, mas sinceramente se me perguntassem para onde achava que devia ir o dinheiro da construção eu queria lá saber da montanha do indiana jones (personagem de que sou grande fã!). mas alguém lhe perguntou alguma coisa? está visto que o caminho para que seja encontrada uma solução passa pela ideia do filme com a helen hunt e o kevin spacey - "pay it forward" - "favores em cadeia", se não me engano. é parar de pensar que se for só eu a mexer-me é o mesmo que não me mexer por isso mais vale estar quieta. o comodismo é isso. não vou trazer um sem-abrigo para casa, mas quando leio que a garantia do ensino básico para todos custa menos do que aquilo que se gasta no consumo de gelados na europa (e eu contribuo bastante para isso!), a atitude dos outros deixa de me interessar. é isso e convencer os cépticos de que quando se dão livros à cruz vermelha para irem para as crianças em áfrica, eles chegam realmente ao destino. mesmo que não cheguem.
segunda-feira, novembro 01, 2004
a [perfect] mistake
acho que não sou só eu, mas...... do mesmo modo que tenho tendência para dar mais importância a comentários negativos do que a elogios (especialmente em luas depressivas.....), também tenho a mania de sempre ouvir sempre aquelas músicas que já sei que me vão fazer mal ao estômago e à cabeça, nas alturas em que menos preciso disso. há quem regresse ao jeff buckley nesses dias mais cinzentos. eu às vezes também vou lá dar, mas normalmente conto com a solidariedade depressiva da fiona apple. juntamente com a angústia que dali emana (e que leva o marino a dizer-me que provavelmente já não vou a tempo de a ver ao vivo por razões que talvez a própria ainda nem saiba, if you know what i mean), habituei-me a retirar daquelas/destas (porque ainda rodam) canções uma clareza de ideias que me ajudam normalmente a conseguir sentir mais friamente as situações que me deitam abaixo. e não é só a clareza.... é o lado humano que está ali depositado em cada música. está tudo ali a nu, em estado cru, sem disfarces de boa disposição, sem facilidades, sem sorrisos falsos de boa educação, porque naquele momento não há motivos para rir. há, sim, os olhares 37, e que tal como as imagens (?) valem mais do que mil palavras. tenho de aprender a retirar o bom do meio do mau, não é? então dou-me por contente por ter regressado à fiona apple. é que apesar de sentir que ainda não tenho a organização mental desenvolvida o suficiente para elaborar determinadas listas, tenho a certeza que no dia em que fizer uma lista dos discos da minha vida vão lá estar o tidal e o when the pawn. estou farta de estar à espera do próximo.
Orelhas de Burro:
alguém que nunca tenha achado a canção "a mistake" do when the pawn uma canção perfeita? um desabafo perfeito? não passo para aqui a letra porque nos últimos dias não tenho feito outra coisa e se o pessoal que aqui vem for como eu, ninguém as lê... oiçam a música que o efeito é bem melhor.
Orelhas de Burro:
alguém que nunca tenha achado a canção "a mistake" do when the pawn uma canção perfeita? um desabafo perfeito? não passo para aqui a letra porque nos últimos dias não tenho feito outra coisa e se o pessoal que aqui vem for como eu, ninguém as lê... oiçam a música que o efeito é bem melhor.
i'm on a high......
as queixas são uma terapia barata. no sentido de pouco dispendioso e não depreciativo. e diz o ditado que o barato sai caro. neste caso para além de sair caro, não ajuda em nada. é verdade que ajudam no sentido de desabafo, mas no fundo fica tudo na mesma. hoje à tarde, enquanto adiava mais um bocadinho um comentário que tenho para entregar amanhã (e que por este andar me estou a preparar para escrever pela noite dentro), para pôr em dia os urgentes desabafos com a filipa, constatei/constatámos o óbvio - por mais que se diga que não, mais cedo ou mais tarde o arrependimento bate à porta quando se fala de escolhas que implicam deixar de lado ou para trás uma série de outras. nem que seja por um momento. é óbvio, mas não é fácil. parece que falta sempre qualquer coisa, e falta, mas na maioria da vezes aquilo que falta é por nossa culpa, falo por mim, é por minha culpa, porque no geral as coisas que me fazem regressar a este estado depressivo são normalmente "cozinhadas" por mim... [já tenho saudades de ouvir a carrie white dizer que tenho tendência para me meter em "assados"] começo a achar que o meu pânico da rotina não compensa estas canseiras de mudar constantemente de direcção. uma vez passada a frescura e a sensação de vento na cara com cheiro a novo e a aventura, o regresso à nova rotina é ainda mais violento. com a mania das pressas e de que sei sempre muito bem o que quero chego à conclusão que não me dou o tempo suficiente para pensar nas coisas. e os impulsos nem sempre são positivos.
talvez fosse boa ideia esquecer essa sensação e seguir em linha recta por uns tempos. preciso urgentemente de umas palas para descobrir que tal é viver em estado de calma mais de uma semana seguida.
Orelhas de Burro:
duncan sheik - daylight - i'm on a high
adoro esta música, não faço ideias das vezes que já a ouvi, mas não há meio de conseguir começar guiar-me por esta filosofia de vida...
I'm on a high, I'm on a high
there's nothing more to it.
We are the sea and the sky
and the blue that runs through it, yeah.
and there are some who say there are so many things I need
so I run or I fight and I crawl or I scream and I bleed
I bleed, I bleed
well, it's a lie it's a lie - don't you believe it.
if you're fine then you're fine - it's all how you see it.
oh, there never will be no conspiracy of happiness.
I'm on a high I'm on a high
and there's nothing more to it
I have the sun, it's a star
why should I refuse it
and there are so many reasons I could give you why I should be
down
there's not enough money or time and my love you're not around
around, around
but it's a lie it's a lie - don't you believe it.
if you're fine then you're fine - it's all how you see it.
oh, there never will be no conspiracy of happiness.
you're alive you're alive - how else could you hear me?
you are fine, you are fine - there's nothing worth fearing
'cause there never will be no conspiracy of happiness
I'm on a high, on a high
we are the sea and the sky
I'm on a high, on a high
I'm on a highIt's a lie,
It's a lie don't you believe it
'Cause I've tried and I've tried,
and I can't really see it
Yeah, I'm trapped inside my conspiracy of happiness
said I was yours, you were mine but I didn't really mean it
and I lied and I lied
and I wish you hadn't seen it
'cause I'm trapped inside my conspiracy of happiness
I'm on a high, on a high, there's nothing more to it, yeah.
talvez fosse boa ideia esquecer essa sensação e seguir em linha recta por uns tempos. preciso urgentemente de umas palas para descobrir que tal é viver em estado de calma mais de uma semana seguida.
Orelhas de Burro:
duncan sheik - daylight - i'm on a high
adoro esta música, não faço ideias das vezes que já a ouvi, mas não há meio de conseguir começar guiar-me por esta filosofia de vida...
I'm on a high, I'm on a high
there's nothing more to it.
We are the sea and the sky
and the blue that runs through it, yeah.
and there are some who say there are so many things I need
so I run or I fight and I crawl or I scream and I bleed
I bleed, I bleed
well, it's a lie it's a lie - don't you believe it.
if you're fine then you're fine - it's all how you see it.
oh, there never will be no conspiracy of happiness.
I'm on a high I'm on a high
and there's nothing more to it
I have the sun, it's a star
why should I refuse it
and there are so many reasons I could give you why I should be
down
there's not enough money or time and my love you're not around
around, around
but it's a lie it's a lie - don't you believe it.
if you're fine then you're fine - it's all how you see it.
oh, there never will be no conspiracy of happiness.
you're alive you're alive - how else could you hear me?
you are fine, you are fine - there's nothing worth fearing
'cause there never will be no conspiracy of happiness
I'm on a high, on a high
we are the sea and the sky
I'm on a high, on a high
I'm on a highIt's a lie,
It's a lie don't you believe it
'Cause I've tried and I've tried,
and I can't really see it
Yeah, I'm trapped inside my conspiracy of happiness
said I was yours, you were mine but I didn't really mean it
and I lied and I lied
and I wish you hadn't seen it
'cause I'm trapped inside my conspiracy of happiness
I'm on a high, on a high, there's nothing more to it, yeah.
sábado, outubro 30, 2004
sexta-feira, outubro 29, 2004
zuton fever...
... literalmente. acordei com a música na cabeça, apesar de não a ter ouvido ontem, nem me lembrar de quando foi a última vez que a ouvi. got the zuton fever in my head....
Orelhas de Burro:
the zutons - who killed the zutons? - zuton fever
You know I get a funny feeling
Like an epidemic running through my head
Know I've got that feeling that's the best
Got the Zuton Fever in my head
And when it's running through my bones
You know I feel just like I'm ten years old
Know looking young and good again
Got the Zuton Fever in my head
It starts to make its way upstairs
It's like a ... in my veins and in my hair
You know where it comes from I don't care
Let me know if get some, I'll be there
Oh father, father
I have sinnedI've let myself down time and time again
Know the Zuton Fever's made me thin
Now I've got to clean my flaky skin
Oh doctor, doctor help and let
Me know if you can find a cure or antidote
You know I've always been true to you my friend
Hope that you can help me out again
You know I get a funny feeling
Like an epidemic running through my head
Know I got the feelin that's the best
Got the Zuton Fever in my head
I've got the Zuton Fever in my head
I've got the Zuton Fever in my head
Orelhas de Burro:
the zutons - who killed the zutons? - zuton fever
You know I get a funny feeling
Like an epidemic running through my head
Know I've got that feeling that's the best
Got the Zuton Fever in my head
And when it's running through my bones
You know I feel just like I'm ten years old
Know looking young and good again
Got the Zuton Fever in my head
It starts to make its way upstairs
It's like a ... in my veins and in my hair
You know where it comes from I don't care
Let me know if get some, I'll be there
Oh father, father
I have sinnedI've let myself down time and time again
Know the Zuton Fever's made me thin
Now I've got to clean my flaky skin
Oh doctor, doctor help and let
Me know if you can find a cure or antidote
You know I've always been true to you my friend
Hope that you can help me out again
You know I get a funny feeling
Like an epidemic running through my head
Know I got the feelin that's the best
Got the Zuton Fever in my head
I've got the Zuton Fever in my head
I've got the Zuton Fever in my head
big fish
quem não tem ar condicionado no carro saberá com certeza por experiência própria, que em dias de chuva (daqueles em que não se ter o vidro aberto, um bocadinho que seja), e em especial à noite, há alturas em que se torna particularmente difícil conduzir por causa do fenómeno dos vidros embaciados. um conselho: é melhor encostar e esperar que o "sistema desembaciante" actue. não se fie nas pequenas abertas que vão intervalando com a tempestade para abrir as janelas. lembre-se: há água no chão, acumulada em tudo quanto é buraco, e a cidade de lisboa nesse aspecto tem um património cada vez mais rico.... ao abrir uma janela está também a abrir uma oportunidade para o próximo carro que passar lhe atirar à cara com uma bela poça de água à cara. depois do sistema de rega das rotundas da costa da caparica, as poças de água de santos... começo a sentir-me um big fish.
e se de repente.......
..... eu mudasse de ideias e fosse mas é dormir e, para variar um bocadinho, guardasse para mim tudo aquilo que ia começar a escrever neste momento? talvez amanhã.... hoje tenho os pés frios.
quinta-feira, outubro 28, 2004
more than whisky
estava há bocado a ouvir a emissão do pedro costa dedicada ao john peel - um coyote feito de algumas das canções que o senhor mais gostava. sinceramente já não consigo dizer ao certo tudo o que ouvi..... joy division, smiths, morrissey, tim buckley são os que nomes que ficaram....... o ambiente criado fez-me regressar ao just like honey, ao lost in translation, cuja banda sonora tocava no sábado à tarde numa loja do bairro alto, e que quase me fez regressar lá abaixo à fnac para trazer para casa o dvd de uma vez por todas. resisti. não consegui voltar a ouvir o just like honey sem se me embrulhar o estômago como no dia em que vi o filme pela primeira vez. e more than this depois de ter sido cantado pelo bill murray nunca mais me soou ao mesmo..... acho que passou a ser uma das minhas músicas preferidas. mas tem é de ser cantada com aquela voz de whisky.
quarta-feira, outubro 27, 2004
eu nem gosto de ibiza.......
ainda estou para perceber por que raio temos nós a mania de nos isolar quando mais precisamos dos outros... eu pelo menos tenho. no auge da neura parece que é mais fácil não ter de encarar ninguém. não ter de fazer um esforço para a ultrapassar. não ter de dizer uma palavra. não ter de sorrir sem vontade. não ter de... de ser nós próprios. é que por muito que os amigos digam que não faz mal estarmos de mau humor ou sem vontade de ver ninguém, são raros os que sabem respeitar o silêncio esporádico de que todos precisamos e que sabem realmente estar, não no sentido social, mas simplesmente no sentido de estar ali. tenho andado com a neura, pois tenho, é o tempo e não só. o miguel diz que é «cena fêmea», e se for? faz parte. a filipa já nem precisa que lhe diga que nada. assim como ela não precisa de me dizer nada. estamos ali e pronto. as amizades de infância são um escape de ouro. já me dou por muito satisfeita por andar a conseguir contornar a ideologia isolacionista. é mais fácil e faz-me bem à cabeça, mas só me faz sentir mais à parte, e por mais que isso me incomode cada vez menos, se o puder evitar agradeço. cedi ao isolacionismo à tarde, mas à noite consegui reagir. hot chocolate @ gémeos rules!
chuva, trânsito, zzzzzzzz
adoro a sensação de fracasso de conseguir chegar a horas (tem sido raro o dia...) à quase desumana aula das oito da manhã e o senhor professor não aparecer. sobretudo quando para isso tenho de sair de casa ainda de noite e arrastar-me a 10km/hora debaixo de chuva torrencial e por entre o trânsito infindável da segunda circular e do eixo norte/sul. é a mesma coisa todos os dias, e não há manhã em que não pense que tenho de começar a sair de casa mais cedo, mas antes das sete da manhã ninguém consegue pensar com a mesma clareza que às dez ou às onze. a única coisa clara àquela hora é que ninguém devia ser obrigado a sair de casa de noite e à chuva quando sente que ainda não dormiu tudo. por isso se conserva até à última da hora a convicta esperança de que não vai haver trânsito nesse dia. uma esperança que morre depressa... mas que tem mais vidas do que qualquer gato aventureiro.
before sunset
ontem fui ver o before sunset. finalmente. sei que não faz sentido querer que um filme seja um dos filmes da nossa vida sem o ver primeiro, mas também quando se gosta há muita coisa que não faz sentido que passa a fazer. é mau criar grandes expectativas... foi mau... ontem não quis escrever sobre o filme porque pensei que hoje por esta hoje já iria ter percebido porque saí com um vazio tão grande do cinema... faltou ali qualquer coisa... ou então sou eu que ainda não estou na fase do cinismo.... mas recuso-me, por enquanto, a tecer considerações menos positivas sobre um filme que até ontem foi um dos filmes da minha vida. pelo menos até o ver outra vez. já nem os filmes de que gostamos podemos escolher? eu quero gostar deste. nem que seja por esta imagem. nem que seja por ser passado em paris.
terça-feira, outubro 26, 2004
john peel
john peel sempre foi uma figura distante para mim. há muitos anos que me habituei a ouvir e a respeitar o nome do senhor, mas sempre por intermédio de outros nomes da rádio, também eles de referência, e muito mais próximos do meu mundo radiofónico e não só. john peel sempre esteve um degrau acima na minha escala hierárquica. um bocado como o antónio sérgio, que quisermos pensar à escala nacional. falo em distância porque - directamente - nem um nem outro tiveram grande influência na minha "formação musical" nem na minha ligação - apenas e sempre só afectiva - à rádio. no entanto, a partir do momento em que percebo que tanto o john peel como o antónio sérgio são nomes de referência para aqueles que me passaram a paixão (passe o lugar comum, mas a palavra é mesmo esta) pela rádio e aguçaram a minha curiosidade pela música - you know who you are - sou "obrigada" a lançá-los para o pedestal. já lá vão uns anos.
não tive a aula das 14h. como não aponto os recados dos professores no caderno porque acho que ainda fixo tudo fui ao engano... acabei por ir parar ao open space e foi então que li no site da bbc a notícia que dava conta da morte de john peel. paralisei. e num minuto pensei em todos aqueles que me ensinaram a ouvir música na rádio e que ainda acreditam que um dia destes a rádio (peço desculpa pelas repetições sucessivas mas o tema é mesmo esse - a rádio) há-de dar a volta por cima. pensei que apesar da familiaridade do nome, pouco sabia (e sei) sobre o john peel. mantive-o à distância estes anos todos. mas quando desaparece uma figura destas, um símbolo até, por maior que seja a distância, o embate é sempre forte. o nome john peel para mim sempre teve apenas dois significados - rádio e música. só isso. que só por acaso são duas das coisas que mais impacto têm tido e continuam a ter na minha vida. eu nem gosto de lógica, acho-a muito redutora, mas se a quisermos seguir neste momento....
não tive a aula das 14h. como não aponto os recados dos professores no caderno porque acho que ainda fixo tudo fui ao engano... acabei por ir parar ao open space e foi então que li no site da bbc a notícia que dava conta da morte de john peel. paralisei. e num minuto pensei em todos aqueles que me ensinaram a ouvir música na rádio e que ainda acreditam que um dia destes a rádio (peço desculpa pelas repetições sucessivas mas o tema é mesmo esse - a rádio) há-de dar a volta por cima. pensei que apesar da familiaridade do nome, pouco sabia (e sei) sobre o john peel. mantive-o à distância estes anos todos. mas quando desaparece uma figura destas, um símbolo até, por maior que seja a distância, o embate é sempre forte. o nome john peel para mim sempre teve apenas dois significados - rádio e música. só isso. que só por acaso são duas das coisas que mais impacto têm tido e continuam a ter na minha vida. eu nem gosto de lógica, acho-a muito redutora, mas se a quisermos seguir neste momento....
dios like to watch the sunset....
starting five para começar. uma tangueta imediata a fazer lembrar tudo e mais alguma coisa que já foi feita há mais de trinta anos e aconselhável a fãs da eterna onda sunshine beach boys. é para o lado que durmo melhor, soa-me muito bem. dios é o nome da banda e do álbum. têm um site que se torna fantástico de tão mauzinho que é, vale a pena visitar pelo menos uma vez porque explorando bem acaba por se tornar divertido.
Orelhas de Burro:
Orelhas de Burro:
segunda-feira, outubro 25, 2004
new year thing
ainda os living things. ou muito me engano ou voltei a enganar-me quando "rejeitei" a banda às primeiras audições. na altura as músicas que ouvi não me disseram rigorosamente nada, mas o new year fez-me voltar atrás. ainda que os mp3 não estejam nas melhores condições, deu para ver que o resto do álbum segue por caminhos muito mais acidentados e por terrenos mais ásperos. não que eu não goste, mas lá está, conciliem-me esse andamento rough com uma boa melodia e estamos conversados. o new year é um bom exemplo, ainda que não seja perfeito porque a música até bem soft, chega quase a ser tangueta. mas o i owe ilustra muito bem a ideia que estou a tentar passar. tem um andamento do caraças e uma melodia que agarra em segundos. o end gospel também tem uma batida que lhe atenua a "agressividade". lembra-me danko jones e faz-me querer ouvir mais. por outro lado, coisas como o march in daylight e o on all fours não têm sorte nenhuma cá no estábulo. já tive a minha dose. mas quero voltar a ouvi-las com um som decente, talvez ajude. entretanto, é oficial.... crashei com o new year. mesmo com som de cassete.
word up!
lembrei-me dos gun, apercebi-me que 1994 já foi há dez anos e assustei-me. o swagger saíu em 1994 e lembro-me de ter comprado o disco como se fosse ontem. já foi há dez anos. a mariana nasceu em 1994, tem telemóvel, fala comigo no messenger e está quase da minha altura. adiante.
lembrei-me dos gun porque ouvi hoje à tarde a versão dos korn para o word up (original by cameo), uma música que ouvi vezes sem conta há dez anos, ao que parece, e que me fez descobrir uma banda de que até então nunca tinha ouvido falar e de que fiquei fã na hora - os gun. agora que volto a pegar no swagger, no gallus e no taking on the world vejo nitidamente a diferença do que era ouvir música há dez anos e do que é ouvir música hoje em dia. as caixas perderam o brilho, estão riscadas, usadas, gastas, velhas. actualmente não lhes dou sequer tempo de ficarem baças. uns riscos ainda ganham, e é quase certo que se partem as peças do círculo central onde encaixa o disco, mas aquele ar de "usado" já não vai lá. é por estas e por outras que curto versões. falava disso outro dia com a m&m. para além de muitas vezes servirem para os mais novos descobrirem bandas, outras dão-nos uma desculpa para reviver uma série de coisas que já nem nos lembrávamos de alguma vez terem existido. o word up! é uma tema do caraças.
Orelhas de Burro:
lembrei-me dos gun porque ouvi hoje à tarde a versão dos korn para o word up (original by cameo), uma música que ouvi vezes sem conta há dez anos, ao que parece, e que me fez descobrir uma banda de que até então nunca tinha ouvido falar e de que fiquei fã na hora - os gun. agora que volto a pegar no swagger, no gallus e no taking on the world vejo nitidamente a diferença do que era ouvir música há dez anos e do que é ouvir música hoje em dia. as caixas perderam o brilho, estão riscadas, usadas, gastas, velhas. actualmente não lhes dou sequer tempo de ficarem baças. uns riscos ainda ganham, e é quase certo que se partem as peças do círculo central onde encaixa o disco, mas aquele ar de "usado" já não vai lá. é por estas e por outras que curto versões. falava disso outro dia com a m&m. para além de muitas vezes servirem para os mais novos descobrirem bandas, outras dão-nos uma desculpa para reviver uma série de coisas que já nem nos lembrávamos de alguma vez terem existido. o word up! é uma tema do caraças.
Orelhas de Burro:
domingo, outubro 24, 2004
toma lá, dá cá
gosto de prestar atenção aos downloads que me fazem no soulseek. normalmente só me "levam" músicas que não me orgulho muito de ter no computador, mas acredito que não devemos renegar nem refundir o nosso lado pimba, todos temos um, e por isso guardo tão religiosamente essas cenas "foleiras" como as minhas preciosas tanguetas. mas pelo que reparei hoje, parece que ao domingo de manhã o pessoal dos downloads é mais selecto. neste momento, estou a "difundir" álbuns inteiros de coisas que nunca tinha dado conta que tivessem tanta saída - ryan adams, brookville, trashcan sinatras, the zutons, elliott smith, the faint, longwave, the killers, unkle, devendra e tahiti 80.
da parte que me toca, estou a pedir ao muggli (um pirata que acredito que seja uma simpatia porque ainda não me falhou, mas também temos de ser uns para os outros) o novo álbum dos living things - black skies in broad daylight. as primeiras coisas que ouvi - com os cumprimentos habituais da rapaziada 3 - não me disseram grande coisa, mas ontem a abertura do mq3 deixou-me no meu melhor estado catatónico - parei o carro no cais do sodré e consegui perceber que eram os living things - new year o nome da música. não pude ouvir o resto do programa, mas valeu por aqueles 5 minutos. há uma hora que estou no computador e há uma hora que não oiço mais nada que não este new year. tá de chuva outra vez... who cares? celebrate, é domingo!
Orelhas de Burro:
da parte que me toca, estou a pedir ao muggli (um pirata que acredito que seja uma simpatia porque ainda não me falhou, mas também temos de ser uns para os outros) o novo álbum dos living things - black skies in broad daylight. as primeiras coisas que ouvi - com os cumprimentos habituais da rapaziada 3 - não me disseram grande coisa, mas ontem a abertura do mq3 deixou-me no meu melhor estado catatónico - parei o carro no cais do sodré e consegui perceber que eram os living things - new year o nome da música. não pude ouvir o resto do programa, mas valeu por aqueles 5 minutos. há uma hora que estou no computador e há uma hora que não oiço mais nada que não este new year. tá de chuva outra vez... who cares? celebrate, é domingo!
Orelhas de Burro:
sábado, outubro 23, 2004
sábado de manhã em lisboa
adoro escrever de manhã, mesmo que não tenha nada para dizer. é o caso, mas uma ideia puxa outra e é tão fácil..... aliás, adoro as manhãs em geral, a partir das 10h mais coisa menos coisa, porque antes disso, apesar de estar acordada - o metabolismo impede-me de acordar depois das oito e meia, nove - prefiro que nem falem comigo. estou a pensar. e àquela hora não consigo pensar e falar ao mesmo tempo. quando está sol então, faz-me uma confusão tremenda como pode haver gente a dormir ou com os estores fechados ao meio dia. também dou a mão à palmatória... há alturas em que dava uma bela manhã de sábado de sol para conseguir estar ferrada até às duas ou três da tarde para compensar outros carnavais. é raríssimo conseguir tal proeza. depois tento dormir à tarde. é degradante.... acordo sempre sem saber onde estou e é garantido que se me perguntarem o nome e em que ano estamos não consigo responder. e enquanto não vou aproveitar o sol alfacinha, do chiado (acho que já me tinha esquecido como gosto dos sábados de manhã em lisboa) os stills são uma boa banda para ouvir de manhã.
Orelhas de Burro:
changes are no good/ still in love song
Orelhas de Burro:
changes are no good/ still in love song
ainda os diários......
ainda a propósito da posta anterior sobre os diários, porque acordei agora ainda a pensar sobre esta cena.... (adoro estes filmes que involuntariamente me fazem pôr em causa uma série de coisas em causa - e até mudá-las radicalmente em casos mais extremos - uma série de coisas que tenho a mania de dar como certas). acho que independentemente de cores políticas e ideologias de eleição (ou não) é inevitável não admirar ou respeitar, pelo menos, a coragem, a força, o génio, a humanidade, chamem-lhe o que quiserem de certas figuras da história e do dia a dia, sendo da política ou não. aliás, não pensei uma única vez em política durante os diários de che guevara. talvez fosse mesmo esse um dos propósitos do filme - mostrar apenas o lado humano do herói, passe o paradoxo. a mim tocou-me fundo. e sinceramente nunca fui muito atenta ao percurso do senhor. começo agora a perceber a admiração que o rui tem e sempre teve pelo che. na altura eu encarava aquilo como uma panca dele, nada mais. foi preciso ir ao cinema depois destes anos todos para perceber certas coisas que me quis fazer ver em tempos. não estava para lá virada. a política nunca foi o meu forte, ainda hoje ando muitas vezes mal informada e o mais grave é que a podridão é tanta que acho que começo a preferir andar assim. vou lendo. lá diz o ditado, quem não sabe é como quem não vê e ultimamente tenho (temos todos!) visto muita coisa desnecessária. resumindo e baralhando e voltando ao post dos diários acho que as pessoas que nascem com este lado humano mais desenvolvido - lol - nunca o chegam a perder, mesmo com o tempo, mesmo com os baldes de água fria. acho até que essa humanidade rara só tende a aumentar com o crescer da injustiça alheia. políticas à parte, eu vejo-os como embaixadores da humanidade. o tipo de pessoas que por alguma razão raramente não vão dar à política.
Orelhas de Burro:
the rapture - sister saviour
Orelhas de Burro:
the rapture - sister saviour
super post me
mais uma dúvida existencial - mas alguém tem pachorra de ler estes lençois de texto até ao fim? não acredito que não saltem partes........ eu saltava. eu salto. consta que a ideia dos blogs é terem actualizações rápidas e constantes. tipo junk-post ou tipo fast-post, tanto faz. e realmente é mais fácil ler esse tipo de blogs. mas quem disse que eu gosto de facilidades ou de facilitar? gosto de ler, gosto de escrever. já tinha dito?
sexta-feira, outubro 22, 2004
os diários do burro
tenho uma certa mania para pensar sobre o tempo. não se faz frio sou se faz calor, mas sobre o tempo cronológico. quando cheguei à fase das crises existenciais - que não foi assim há tanto tempo e que pensando bem acho que ainda continua no auge - a frase que mais passei a ouvir foi "com o tempo isso passa". ninguém gosta de ouvir isto. eu pelo menos não gosto. enerva-me. tenho pressa, quero que passe já a inquietação, como as taquicardias estão a passar. há muita coisa que passa com o tempo, é um facto, e eu gosto de ver sempre isso pelo lado positivo. acordar um dia, depois de meses de "luta", e reparar que já há mais de 48 horas não pensamos em quem não queríamos pensar; ou darmo-nos conta que já não passamos tardes a olhar para o telemóvel (isto para mim é degradante!) à espera de uma chamada que afinal nunca chegou a ser feita, ou então chegou mas foi tarde demais. perceber que já conseguimos relativizar a importância de coisas que em tempos nos tiraram o sono noites a fio ou de pessoas que não interessam nem ao menino jesus. é um alívio e uma calma inexplicáveis. é o tempo.
mas há coisas que eu acredito que não passam com o tempo. numa visão muito redutora acredito que há pessoas e pessoas. as primeiras sentem e vivem tudo muito à flor da pele e por isso deixam-se tocar mais pelo que têm à volta, são mais sensíveis e vivem menos resguardadas emocionalmente. ou seja, ora estão muito bem ora estão muito mal, e tudo muda sem aviso prévio, de uma hora para outra e sem razão aparente. o pior de tudo é que não sabem lidar com a injustiça alheia. levam os problemas dos outros para casa, pensam, interferem, envolvem-se, sofrem, lutam, morrem se for preciso, porque o ideal é intrínseco. a justiça. para o que der e vier. a partilha.
as segundas.... basicamente sofrem menos. sabem/conseguem manter-se à distância, não dão confiança, talvez por não serem elas próprias de confiança e terem noção disso. têm atitudes frias e distantes, dizem não com toda a facilidade (é uma coisa que ando a treinar.....) e com os problemas dos outros podem elas bem e para o lado que dormem melhor.
o ideal seria conseguir um meio termo. nada de novo. apesar de ter escrito este parágrafo anterior com uma intenção "negativa" acho muito positivo uma pessoa conseguir manter um certo distanciamento das coisas porque facilita tudo. vivemos mais tempo, that's for sure, e eu sinceramente estou farta de ouvir que por este andar não chego aos quarenta, o que não pode ser bom sinal lol. há dias em que acho que a minha vocação não tem nada a ver com o caminho que quis seguir. no nono ano, na altura dos testes psicotécnicos, em que a única coisa que eu sabia que gostava era de escrever, uma professora que tentava adivinhar os nossos interesses futuros só para gastar tempo da aula, quando chegou à minha vez disse de rajada e com o ar mais confiante do mundo - assistente social. como disse? respondi apenas que gostava de escrever e de música e nunca mais pensei no assunto. até há bem pouco tempo. se calhar fiz mal, não sei, porque há dias em que vejo tudo tão claro..... mas lá está, há o problema de ainda não ter conseguido encontrar o equilíbrio entre aqueles dois tipos de pessoas. nesta altura do campeonato ainda não tenho o mínimo de estofo emocional para poder ajudar quem quer que seja, sem me deixar consumir vorazmente pelo problema. ou seja, sairia pior a emenda que o soneto. para além de não ajudar ainda acabava por atrapalhar. talvez com o tempo.... por agora vou escrevendo para burro e ouvindo música.
mas o que me assusta é que nos últimos tempos tenho pensado no assunto com mais frequência do que a que eu queria........ muito mais.
ps - vi ontem os diários de che guevara.
mas há coisas que eu acredito que não passam com o tempo. numa visão muito redutora acredito que há pessoas e pessoas. as primeiras sentem e vivem tudo muito à flor da pele e por isso deixam-se tocar mais pelo que têm à volta, são mais sensíveis e vivem menos resguardadas emocionalmente. ou seja, ora estão muito bem ora estão muito mal, e tudo muda sem aviso prévio, de uma hora para outra e sem razão aparente. o pior de tudo é que não sabem lidar com a injustiça alheia. levam os problemas dos outros para casa, pensam, interferem, envolvem-se, sofrem, lutam, morrem se for preciso, porque o ideal é intrínseco. a justiça. para o que der e vier. a partilha.
as segundas.... basicamente sofrem menos. sabem/conseguem manter-se à distância, não dão confiança, talvez por não serem elas próprias de confiança e terem noção disso. têm atitudes frias e distantes, dizem não com toda a facilidade (é uma coisa que ando a treinar.....) e com os problemas dos outros podem elas bem e para o lado que dormem melhor.
o ideal seria conseguir um meio termo. nada de novo. apesar de ter escrito este parágrafo anterior com uma intenção "negativa" acho muito positivo uma pessoa conseguir manter um certo distanciamento das coisas porque facilita tudo. vivemos mais tempo, that's for sure, e eu sinceramente estou farta de ouvir que por este andar não chego aos quarenta, o que não pode ser bom sinal lol. há dias em que acho que a minha vocação não tem nada a ver com o caminho que quis seguir. no nono ano, na altura dos testes psicotécnicos, em que a única coisa que eu sabia que gostava era de escrever, uma professora que tentava adivinhar os nossos interesses futuros só para gastar tempo da aula, quando chegou à minha vez disse de rajada e com o ar mais confiante do mundo - assistente social. como disse? respondi apenas que gostava de escrever e de música e nunca mais pensei no assunto. até há bem pouco tempo. se calhar fiz mal, não sei, porque há dias em que vejo tudo tão claro..... mas lá está, há o problema de ainda não ter conseguido encontrar o equilíbrio entre aqueles dois tipos de pessoas. nesta altura do campeonato ainda não tenho o mínimo de estofo emocional para poder ajudar quem quer que seja, sem me deixar consumir vorazmente pelo problema. ou seja, sairia pior a emenda que o soneto. para além de não ajudar ainda acabava por atrapalhar. talvez com o tempo.... por agora vou escrevendo para burro e ouvindo música.
mas o que me assusta é que nos últimos tempos tenho pensado no assunto com mais frequência do que a que eu queria........ muito mais.
ps - vi ontem os diários de che guevara.
quarta-feira, outubro 20, 2004
back to M
agora que volto a ouvir o miss you do musiq com os cumprimentos dos stones, que me deixou de queixo caído desde a primeira audição, e me levou inclusivamente a interromper via sms uma emissão de rádio matinal lol, aproveito então para tentar recuperar parte da informação que há algumas horas debitei neste estábulo, mas que sem mais nem ontem deu o berro e foi para as urtigas.
como era de esperar não vi o jogo de domingo. só me lembrei da existência de tal acontecimento quando já perto da meia-noite vi a confusão e o trânsito entupido do outro lado da estrada por causa da marcha dos adeptos azuis (foram a pé para casa?), estranhamente calmos, até pensei que tivessem perdido. ah é verdade, o porto não perde, não é? cala-te boca, que eu não falo do que não sei.
o post era sobre o regresso do m. sobre como me soube bem à hora do jogo estar a ouvir a emissão de "estreia", a modos que experimental (não que eu tivesse notado.....), ainda sem as novas rubricas, mas com música que me fez lembrar como eu gostava de ouvir aquilo nas tardes de sábado. conheci tanta coisa....... em 2004 temos erykah badu, van hunt, dwele, les nubians, roy hargrove, anthony hamilton, the roots, amp fiddler, d'angelo, angela johnson, musiq, jill scott, amel larrieux e outros tantos cujo nome ainda não consegui fixar, mas vou ter tempo...... sempre aos domingos entre as 19h e as 21h [só tenho pena que a emissão não siga com os bons rapazes e tenha de haver um intervalo de duas horas......]
o post era sobre eu ser fã da mónica mendes. sobre como a mónica teve influência no desenvolvimento da minha curiosidade musical. sobre como é lixado quem está do lado de cá lidar com o fim de um programa de rádio. o hábito instala-se sem darmos por isso, e quando nos apercebemos já damos por garantido que aquela pessoa e aquelas músicas estarão sempre ali naquele dia e àquela hora. e não é bem assim. mas quando o envolvimento é grande nunca se pensa no fim. não vale a pena, não faz sentido. e depois é um vazio do caraças, que demora que tempos a desaparecer, mas como em tudo, o tempo faz mesmo milagres. como este.
o post era sobre como gostei de ouvir a mónica mendes de volta ao seu habitat natural - o da divulgação musical - e de como não consegui evitar dar-lhe aquele abraço depois da intervenção de boas-vindas. já lhe disse por diversas vezes que não a consigo ouvir em modo piloto automático. depois de a ter ouvido em registo de programa da manhã, em emissões especiais, reportagens, etc, onde impera o factor espontaneidade, que ela domina com a maior das naturalidades porque faz parte dela, não consigo voltar a ouvi-la em modo mecânico. não é ela. não é rádio. a meu ver, o trunfo e a imagem de marca da mónica é essa espontaneidade natural. que devia (voltar a) ser a mesma da rádio.
m&m, welcome back!
Orelhas de Burro:
wilco no coyote do pedro costa
como era de esperar não vi o jogo de domingo. só me lembrei da existência de tal acontecimento quando já perto da meia-noite vi a confusão e o trânsito entupido do outro lado da estrada por causa da marcha dos adeptos azuis (foram a pé para casa?), estranhamente calmos, até pensei que tivessem perdido. ah é verdade, o porto não perde, não é? cala-te boca, que eu não falo do que não sei.
o post era sobre o regresso do m. sobre como me soube bem à hora do jogo estar a ouvir a emissão de "estreia", a modos que experimental (não que eu tivesse notado.....), ainda sem as novas rubricas, mas com música que me fez lembrar como eu gostava de ouvir aquilo nas tardes de sábado. conheci tanta coisa....... em 2004 temos erykah badu, van hunt, dwele, les nubians, roy hargrove, anthony hamilton, the roots, amp fiddler, d'angelo, angela johnson, musiq, jill scott, amel larrieux e outros tantos cujo nome ainda não consegui fixar, mas vou ter tempo...... sempre aos domingos entre as 19h e as 21h [só tenho pena que a emissão não siga com os bons rapazes e tenha de haver um intervalo de duas horas......]
o post era sobre eu ser fã da mónica mendes. sobre como a mónica teve influência no desenvolvimento da minha curiosidade musical. sobre como é lixado quem está do lado de cá lidar com o fim de um programa de rádio. o hábito instala-se sem darmos por isso, e quando nos apercebemos já damos por garantido que aquela pessoa e aquelas músicas estarão sempre ali naquele dia e àquela hora. e não é bem assim. mas quando o envolvimento é grande nunca se pensa no fim. não vale a pena, não faz sentido. e depois é um vazio do caraças, que demora que tempos a desaparecer, mas como em tudo, o tempo faz mesmo milagres. como este.
o post era sobre como gostei de ouvir a mónica mendes de volta ao seu habitat natural - o da divulgação musical - e de como não consegui evitar dar-lhe aquele abraço depois da intervenção de boas-vindas. já lhe disse por diversas vezes que não a consigo ouvir em modo piloto automático. depois de a ter ouvido em registo de programa da manhã, em emissões especiais, reportagens, etc, onde impera o factor espontaneidade, que ela domina com a maior das naturalidades porque faz parte dela, não consigo voltar a ouvi-la em modo mecânico. não é ela. não é rádio. a meu ver, o trunfo e a imagem de marca da mónica é essa espontaneidade natural. que devia (voltar a) ser a mesma da rádio.
m&m, welcome back!
Orelhas de Burro:
wilco no coyote do pedro costa
post em branco
escrevi um post gigante e a net berrou na altura do publish..... é a mania das grandezas! ainda não estou em mim.......
Orelhas de Burro:
the faint - i disappear.... nem de propósito.....
Orelhas de Burro:
the faint - i disappear.... nem de propósito.....
terça-feira, outubro 19, 2004
i disappear.........
parece que nem tudo se perdeu musicalmente na alucinante sexta-ar-de-rato. é que com tanta coisa "bonita" que se ouviu pela noite dentro e com tanta gente gira e devertida - como diz o meu ex-"presidente da companhia" lol - parece que até se me apagaram as horas decentes do serão. o livro sobre a exclusão social que tenho de ler para sexta-feira estava ali a olhar para mim de lado, e não sei porquê lembrei-me dos faint (o nome completo é the faint, mas faz-me comichão dizer os the faint, os the stills, etc, etc), que ainda tiveram tempo de dar o ar de sua graça no set zig zag. são habitués do mq3 há uma data de tempo, mas têm-me passado um bocado ao lado. o mal de não ouvirmos certas músicas na rádio com a frequência que devíamos tem destas coisas..... só três meses depois de as andarmos a ouvir é que reparamos que as andamos a ouvir há três meses. só precisei de ouvir mais uma vez o desperate guys para não passar dali. é a faixa 1. tenho o resto do wet from birth a sacar, metade já cá canta e com um som do caraças ainda por cima, mas ainda não consegui ouvir mais nada. de nome só reconheço mais o i disappear que também é imediato. esta cena tem sons que se alojam imediatamente no cérebro. é certinho que amanhã vou acordar com uma destas músicas na cabeça. e por hoje chega. vou excluir-me socialmente por umas horas. nada de novo, so they say. :)
Orelhas de Burro:
Orelhas de Burro:
sunshine
não gosto do inverno. não posso com o tempo cinzento, parece que nunca chego a acordar por completo. e desta chuva misturada com ventanias desorganizadas até prefiro não falar... perdi a conta das molhas que apanhei entre ontem e hoje, e ainda nem sequer é meio dia e meia.... mas também já não quero saber. já percebi que não há nada a fazer quanto ao humor de cão com que fico nestes dias escuros - não é defeito, é feitio. o sol também precisa de descansar e desaparecer por uns tempos, de resto como todos nós. e é por isso que nestas alturas tenho por hábito regressar às terapias imaginárias para tentar equilibrar a balança. no inverno gosto de ouvir discos de verão. os beulah são... ou eram (infelizmente) uma banda de verão, e a capa do the coast is never clear não deixa margem para dúvidas. já tinha saudades deste disco.
Orelhas de Burro:
Orelhas de Burro:
segunda-feira, outubro 18, 2004
quem quer ser anthony kiedis?
é só mais um caso. não é novidade para ninguém que a música continua a ser vista como arte menor - excepção feita à clássica. nada contra mas também nada a favor, é tão válida como as outras, todas têm o seu público. esta atitude diplomática é uma chatice, eu sei, e provavelmente é só o sono a falar...... é o tema até dava azo a uma discussão e peras, mas a ideia desta posta de pescada nem tinha nada a ver com isso..... adiante.
já não via o quem quer ser milionário desde que aquele senhor simpático ganhou o prémio máximo. hoje vi um bocado. o senhor em jogo estava à beira de ganhar 5000 euros. já tinha acertado sem ajudas a perguntas sobre pijamas, dinastias, e o diabo a quatro, mas foi na pergunta sobre música que empancou. anthony kiedis é o vocalista de que banda:
a) red hot chili peppers
b) metallica
c) blue
d) blur
o senhor de bigodes, dos 40 para cima, depois de adiantar que lia habitualmente os suplementos de música, apesar de não saber enunciar de cor nenhum dos nomes dos vocalistas das bandas em questão, sabia que dos blur kiedis não era vocalista. pediu ajuda 50-50:
a) red hot chili peppers
b) metallica
também não vai lá. jorge gabriel chama a atenção para o facto de o público presente ouvir rádio (?) e ir a concertos, porque os concertos até esgotam e as duas bandas já terem vindo a portugal. venha mais uma ajuda - a do público - ganham os rhcp. e no final o concorrente revela ainda com toda a segurança que o james hetfield fazia parte dos metallica, não sabia era se era vocalista, e que o damon albarn era o vocalista do blur. bem conduzida a prova e o senhor tinha chegado lá sem gastar duas ajudas. tive pena. eu no lugar do jorge gabriel tinha-o ajudado pelo simples facto de ter dito tão prontamente que o james hetfield era dos metallica. não era o típico fã(nático) de música, mas tinha noções do assunto, merecia passar sem as duas faltas.
já não via o quem quer ser milionário desde que aquele senhor simpático ganhou o prémio máximo. hoje vi um bocado. o senhor em jogo estava à beira de ganhar 5000 euros. já tinha acertado sem ajudas a perguntas sobre pijamas, dinastias, e o diabo a quatro, mas foi na pergunta sobre música que empancou. anthony kiedis é o vocalista de que banda:
a) red hot chili peppers
b) metallica
c) blue
d) blur
o senhor de bigodes, dos 40 para cima, depois de adiantar que lia habitualmente os suplementos de música, apesar de não saber enunciar de cor nenhum dos nomes dos vocalistas das bandas em questão, sabia que dos blur kiedis não era vocalista. pediu ajuda 50-50:
a) red hot chili peppers
b) metallica
também não vai lá. jorge gabriel chama a atenção para o facto de o público presente ouvir rádio (?) e ir a concertos, porque os concertos até esgotam e as duas bandas já terem vindo a portugal. venha mais uma ajuda - a do público - ganham os rhcp. e no final o concorrente revela ainda com toda a segurança que o james hetfield fazia parte dos metallica, não sabia era se era vocalista, e que o damon albarn era o vocalista do blur. bem conduzida a prova e o senhor tinha chegado lá sem gastar duas ajudas. tive pena. eu no lugar do jorge gabriel tinha-o ajudado pelo simples facto de ter dito tão prontamente que o james hetfield era dos metallica. não era o típico fã(nático) de música, mas tinha noções do assunto, merecia passar sem as duas faltas.
no commentz.....
a sexta-feira passada foi surreal. o sábado não existiu. o domingo salvou o fim de semana. weird. domingo é dia de neura, mas este não foi, não houve tempo para isso, e o peso na consciência de ter desperdiçado um sábado (!) a pastelar falou mais alto. uma sexta feira que se adivinhava de rock n' roll (e ananás!) até de manhã foi...... nem sei o que lhe hei-de chamar porque quando penso naquela noite só me consigo rir e levar as mãos à cabeça.... foi tudo menos isso, acho que é isso. foi tudo tão fora que ainda só consigo reproduzir as cenas em modo flash. apesar do nome ar de rato o espaço era fixe, e enquanto esteve vazio tudo indicava que as coisas iam decorrer dentro da "normalidade" possível. não sou vip, nem celebridade, nem artista, nem nada que se pareça, aliás tenho por hábito fugir de todo e qualquer ambiente mais "mediático", mais selecto, por assim dizer. prefiro ambientes onde não se vai para dar nas vistas, nem para aparecer, e onde posso simplesmente estar à vontade. ou pelo menos eu achava que assim era. já nem sei. perdi-me........ depois do que vi e ouvi, tudo é possível. o que eu sei é que saí de lisboa com o miguel, a filipa, a sara (que entrou depressa de mais nas private jokes do gang!) e o luís para aproveitar uma noite zig zag coimbrã de rock n' roll e acabámos a dançar coisas como o "show me love" da robin s de quem eu não ouvia falar desde o oitavo ano, já lá vão seguramente pelo menos dez anos, mas que na altura era um êxito para todos os que ouviam a rádio cidade, então com sotaque brasileiro. depois do choque inicial das coisas não terem corrido pelo melhor ao zig e ao zag, era preciso dar por ganha uma violenta deslocação de ida e vinda no mesmo dia.... quer dizer.... mesmo dia, mesmo dia, não terá sido bem, mas quase. é que em vez de interpol, radio 4, josh rouse, the killers, e todas as novidades do costume que nos "obrigam" a estas frequentes digressões de apoio aos z boys, tivémos para a sobremesa música da geração morangos com açucar. estranho. aquela cena funciona como muitas outras - primeiro estranha-se, depois entranha-se de tão mau que é. mas que outra oportunidade ia eu ter para voltar recordar a robin s? e quem é consegue recusar o let's get it started dos black eyed peas? muita gente eu sei..... mas eu não, acho aquela cena uma granda música. quem não tem cão, caça com gato, era a música que tínhamos, mais valia entrar no espírito. e para mais tarde não haver chantagens - lol - revelo também (nunca pensei alguma vez dizer uma coisa destas!) que fui até à pista quando começaram a soar os mui populares romenos ozone que tanto abomino e de quem tanto mal tenho dito. não fui a única, mas não revelo nomes, que isto é vergonhoso para qualquer currículo lol. os black eyed peas e os wham são uma coisa, mas agora os ozone é uma situação bem mais grave! digo eu lol... vá lá que durante o tou nem aí da luka não me deu para aí..... devia estar a tossir.... com ozone ou sem ozone, com luka ou sem luka, valeu a pena a estafa das viagens (vá lá não houve relatos de bola), valeu a pena ver mais uma vez o fairplay do zé e do michael, valeu a pena ter perdido o sábado..... e só tenho pena de ainda não conseguir traduzir por palavras o retrato de algumas das figuras da noite......... e mais não digo! :)
Orelhas de Burro:
cenas foleiras desenterradas a propósito deste filme coimbrão, que nem me atrevo a revelar. por hoje já me enterrei que chegue lol. digo só que são do tempo da robin s.
Orelhas de Burro:
cenas foleiras desenterradas a propósito deste filme coimbrão, que nem me atrevo a revelar. por hoje já me enterrei que chegue lol. digo só que são do tempo da robin s.
sexta-feira, outubro 15, 2004
sleepover
os seafood já me tinham chamado a atenção a propósito de outros carnavais. cheguei a comprar o when do we start fighting para ver o que mais andava a banda a fazer para além do what may be the oldest, que na altura passava no polvo ou no menino é lindo, ou nos dois, já não me lembro. acabei por não ligar muito ao disco, por achar que era um bocado frio, distante e sem qualquer tipo de fio condutor, e na altura não me apeteceu fazer um esforço para tentar seguir o caminho por atalhos. pus de lado e esqueci a banda. anos mais tarde volto à casa da partida. começo a ouvir outra vez o nome seafood regularmente, agora no mq3. voltei a não fazer grande esforço para associar o nome da banda a música nenhuma porque as referências não eram fortes. até ao dia em que ~me apercebi que uma das músicas insistia em não me largar do pé, e já lá iam algumas semanas, era precisamente dos seafood. sleepover é o nome da canção. um crescendo em tangueta que culmina com uma potente guitarrada e volta depois a suavizar pela mão de um coro...... só me ocorre dreamy. sleepover faz parte do novo álbum da banda - as the cry flows -, que num todo, mais uma vez, não me diz nada. mas o sleepover não deixa de ser uma das canções que mais vezes ouvi nos últimos tempos.
Orelhas de Burro:
Orelhas de Burro:
quinta-feira, outubro 14, 2004
another morrissey morning
reparei hoje ao chegar à santa casa, e enquanto estacionava o "porta-chaves" no recanto descampado do parque de estacionamento, que esta semana, entre uma estação de rádio e outra, ouvi todos os dias de manhã o "first of the gang to die" do morrissey. é o bom do zapping. chateia-me não conseguir ouvir nenhum programa da manhã sem mudar de posto de dois em dois minutos, mas por outro lado há outras recompensas. como esta do morrissey. assim até parece que vale a pena ter saído da cama àquela hora. podia pôr o cd mais tarde? pois podia. mas a música quando é ouvida na rádio soa diferente. soa melhor. é sinal de que há mais gente a ouvir e a gostar do mesmo, e quando se gosta muito há uma necessidade intrínseca de fazer com os outros gostem também... e oiçam também, neste caso.
Z boyz em coimbra

o zig e o zag - o zé pedro e o miguel quintão, respectivamente - somam e seguem, desta feita para coimbra para mais uma sessão da digressão rock n' roll spirit. a festa é a 15 de outubro, no espaço ar de rato café, aliás celebra-se no dia a inauguração do bar. como chegar ao local? a amerika explica:
O povo sai em Coimbra-Sul e sai em frente na direcção de Stª Clara. Ao chegar à segunda rotunda, junto ao Portugal dos Pequeninos, vira-se à esquerda, em direcção aos semáforos e nos mesmos corta-se à direita e Voilá! o espaço fica um pouco antes das bombas da BP. Para malta de pêlo na venta, e que já tenha andado em Keimas Coimbrãs, o espaço é o antigo SCOTCH!
be there!
quarta-feira, outubro 13, 2004
school lights
dia de praxes na santa casa onde agora passo grande parte do meu tempo. ainda não tanto tempo como devia, mas já vou no bom caminho...... os alunos do 5º ano (dos outros não sei, mas calculo que também) são dispensados das aulas a partir das 11h30. seguindo a lógica do se me dás a mão puxo-te o braço pensei imediatamente de mim para mim que foi uma pena os professores das oito e meia não terem tido a mesma ideia... a eterna insatisfação.... passou depressa quando constatei no minuto seguinte que tinha um dia livre. de sol ainda por cima. ironia das ironias - passei o dia a organizar papéis. isto é ridículo, mas pronto.... comecei as aulas faz esta semana um mês e ainda não tinha cumprido o ritual do início do ano lectivo - a ida ao hipermercado para comprar material escolar. resultado - ainda não me tinha sentido realmente uma "estudante a sério". desde o dia 15 de setembro que levo todos os dias o mesmo caderno para as aulas e ali escrevo os apontamentos das 7 cadeiras que tenho este semeste, umas a seguir às outras, tudo ao molho se quisermos falar bem e depressa. tudo a preto. invejo a perícia das minhas colegas tão giras, tão perfeitas, tão confiantes e tão maquilhadas que conseguem escrever tudo, tudo, tudo o que o senhor prefessor diz e ainda têm tempo para mudar de cores a meio das frases. adiante..... percebi que o meu caderno estava a ficar uma coisa inenarrável quando hoje o fred tentou escrever o mail dele numa das páginas do dito-cujo e eu lhe disse prontamente "não escrevas aí que eu nem olho para isso". preocupante. parece que acordei ali mesmo. fui almoçar com a matosa e segui directa para o o office center de alfragide, um local onde quase me proibo de ir porque tenho um fascínio qualquer por material escolar, esferográficas principalmente. aliás, nunca foi ao acaso que quando me perguntavam o que queria ser quando fosse grande eu dizia que queria ter uma papelaria. acho que ainda quero. fui ao office center comprar uns separadores e só uns separadores, e saí de lá com os separadores, um dossier (que já tinha em casa para dar e vender...), um pack de 3 marcadores fluorescentes, e um pack de 6-repito-6-e-para-que-é-que-eu-preciso-de-6 esferográficas azuis (já não posso ver a tinta preta...). vá lá que me controlei para não trazer o teclado preto, os arquivos de revistas, os blocos a4 de linhas, e o caderno novo. assim como assim eu gosto é de escrever em folhas brancas sem margens sem nada. profissão? estudante. e até já voltei a ter letra de gente. ritual cumprido. amanhã prometo que às oito e meia estou na aula de marketing.
terça-feira, outubro 12, 2004
we all know
tenho o computador de volta. e o mesmo é dizer que tenho os mp3 interrompidos do devendra nino rojo de volta...... e já a verde. ao vivo tive de ceder às evidências. a ver se é desta que lhes ponho as orelhas em cima! por agora ainda não consegui passar do at the hop.... traz de volta o concerto..... e já estou mais do que atrasada!
Orelhas de Burro:
Orelhas de Burro:
segunda-feira, outubro 11, 2004
palavra de autor
parece que aos poucos vai sendo possível recuperar o hábito de ouvir rádio à noite. ou o hábito de ouvir rádio e ponto final. as novidades da nova grelha da antena 3 foram reveladas hoje - os programas de autor estão de volta ao anoitecer. ainda hoje vinha no carro à tarde com o rádio ligado no rcp e entre o nik kershaw e os bee gees, a senhora - não faço ideia quem fosse... e também não interessa porque as palavras não eram dela de certeza, mas sim de um produtor contratado para o efeito - contou uma história sobre a maior planta do mundo, que está plantada num jardim botânico de sidney, na austrália, e cheira a peixe podre. e contou isto assim do nada. entre duas músicas. what's the point? fiquei a pensar por que razão está ali aquela senhora e não outra qualquer que saiba histórias de... hmmm.... não sei pá..... música talvez...... era capaz de até funcionar.... e porque não exigem a quem entra no estúdio que saiba pelo menos pronunciar os nomes dos artistas..... nossa senhora! desliguei. voltei a ligar há bocado quando ouvi o nuno reis, o henrique amaro e o pedro costa. vou pouco à bola com a música de dança - tem dias - mas já percebi que costumo alinhar facilmente nas cenas que o reis divulga. tive muita pensa de não apanhar alguns nomes que passaram hoje na caixa de ritmos, mas é complicadíssimo apanhar aquelas colaborações todas........ e depois quando decido fixar só um dos nomes já tarde demais...... talvez amanhã....
e o pedro costa está de volta. sem costa a costa, mas vestido de coyote das 22h às 23h. até estranhei, mas acho que volto a apanhar o hábito facilmente, é só uma questão de semanas tendo em conta que o programa é diário. não querendo armar em intelectual, só me apetece dizer que já temos alternativa à quinta das celebridades. já tentei, não adianta, eles que se celebrem uns aos outros. já sei que também há para lá um burro e tudo, mas neste caso eu prefiro o coyote. do que ouvi hoje, apanhei giant sand, steve earl, ani difranco, dave matthews band, gomez, the clash, ryan adams, whiskeytown... soube a pouco. amanhã same time same place.
Orelhas de Burro:
coyote by pedro costa - 22h-23h - 2ª a 6ª - antena 3
e o pedro costa está de volta. sem costa a costa, mas vestido de coyote das 22h às 23h. até estranhei, mas acho que volto a apanhar o hábito facilmente, é só uma questão de semanas tendo em conta que o programa é diário. não querendo armar em intelectual, só me apetece dizer que já temos alternativa à quinta das celebridades. já tentei, não adianta, eles que se celebrem uns aos outros. já sei que também há para lá um burro e tudo, mas neste caso eu prefiro o coyote. do que ouvi hoje, apanhei giant sand, steve earl, ani difranco, dave matthews band, gomez, the clash, ryan adams, whiskeytown... soube a pouco. amanhã same time same place.
Orelhas de Burro:
coyote by pedro costa - 22h-23h - 2ª a 6ª - antena 3
private joke do dia
porque há pessoal porreiro que se diverte com pouco aqui vai disto:
hoje bebi um sumo de ananás ao almoço.
pronto. era mesmo só isto.
hoje bebi um sumo de ananás ao almoço.
pronto. era mesmo só isto.
sunshine tangueta
o novo álbum dos tahiti 80 está pronto e vai chamar-se fosbury. pura tangueta. sunshine tangueta se tudo correr bem, porque não gosto muito do lado introspectivo da banda, e porque eles soam bem é quando celebram a vida e o sol. levam-nos a fazer o mesmo. pode ser que sim, tudo indica que sim. o xavier boyer - vocalista - foi pai há pouco tempo de uma menina chamada suzanne, e além disso descobriu o mês passado que tem mais o vocação - o djing. durante 1h45, o xavier teve de entreter uma plateia fina e da moda, seja lá o que isso for, mas que o rapaz descreveu como "tipos de bigode e raparigas com vestidos de noite e a beber champanhe". parece que a finesse gostou desta selecção musical:
David Axelrod/ The Delfonics/ Smokey & The Miracles/The Chi-Lites/ Leroy Hutson/ Marlena Shaw/ The Jackson Sisters/ The Jackson 5/ Dusty Springfield/ The Spinners/ Marvin Gaye/ Natural Four/ Detroit Emeralds/ Aretha Franklin/ The Isley Brothers/ The Five Stairsteps/ Sly & The Family Stone/ Stevie Wonder/ Soul Travelling/ Barbara McNair/ Jimmy Castor Bunch/ Little Beaver/ Hot Wheels/ KC & The Sunshine Band/ Friends of Distinction/ Panic Buttons/ Jackie Mittoo/ Johnny Otis & Friends/ David Batiste/ The Fabulous Counts/ The TSU Tornadoes
longe da soul music, e muito mais perto da tangueta está o ep (?) "a piece of sunshine" que os tahiti 80 editaram há alguns meses no japão e que agora está a chegar à europa, ou parte dela..... fraquinho, sem sal, com uma outra canção mais expedita, mas nada que justificasse a edição ainda para mais se o novo álbum já está pronto. esmorece a curiosidade e baixa a expectativa. vá lá, não se perde tudo, porque as capas continuam a compensar.
Orelhas de Burro:
David Axelrod/ The Delfonics/ Smokey & The Miracles/The Chi-Lites/ Leroy Hutson/ Marlena Shaw/ The Jackson Sisters/ The Jackson 5/ Dusty Springfield/ The Spinners/ Marvin Gaye/ Natural Four/ Detroit Emeralds/ Aretha Franklin/ The Isley Brothers/ The Five Stairsteps/ Sly & The Family Stone/ Stevie Wonder/ Soul Travelling/ Barbara McNair/ Jimmy Castor Bunch/ Little Beaver/ Hot Wheels/ KC & The Sunshine Band/ Friends of Distinction/ Panic Buttons/ Jackie Mittoo/ Johnny Otis & Friends/ David Batiste/ The Fabulous Counts/ The TSU Tornadoes
longe da soul music, e muito mais perto da tangueta está o ep (?) "a piece of sunshine" que os tahiti 80 editaram há alguns meses no japão e que agora está a chegar à europa, ou parte dela..... fraquinho, sem sal, com uma outra canção mais expedita, mas nada que justificasse a edição ainda para mais se o novo álbum já está pronto. esmorece a curiosidade e baixa a expectativa. vá lá, não se perde tudo, porque as capas continuam a compensar.
Orelhas de Burro:
the real superman
morreu o super-homem. não quis acreditar quando ouvi a notícia hoje de manhã. paragem cardíaca aos 52 anos. ainda ontem estive a rever um dos filmes no canal hollywood, tenho impressão que era o primeiro da saga. não via aquilo há mais de dez anos, seguramente, e passei metade do filme com vontade de rir ao dar por cenas que pouco ou nada tem a ver com a realidade (que convenhamos, são aquelas dão forma ao grosso do filme), mas que em tempos para mim fizeram todo o sentido e foram reais do primeiro ao último minuto. não sei de quando são aqueles filmes, mas eu devia ter pouco mais de dez anos quando os devorei vezes sem conta. já sabia ler com rapidez suficiente para os acompanhar, mas não tinha, como se vê agora, a mínima noção da realidade. nunca por algum instante me passou pela cabeça que aquele senhor não conseguisse voar pelos seus próprios meios. sempre me fez confusão como conseguia o lex luthor chegar a uma situação de vantagem em relação ao super-homem, se ele não voava. aquela cena da kryptonite é que me intrigava..... e tinha um medo indescritível dos "maus"....... aqueles vestidos de preto, com raios a sair dos olhos, e às vezes parecia que tinham mais força que o super-homem....... isso é que me deixava doida..... e depois conseguiam andar sobre a água que foi uma coisa que não me lembro de ter visto o super-homem fazer....... mas no final perdiam sempre porque o super homem afinal era mais forte. isso é que eu gostava. e era tudo tão real...
christopher reeve terá feito muito mais coisas dignas de nota, dentro e fora do cinema, mas para mim será sempre o superman.
christopher reeve terá feito muito mais coisas dignas de nota, dentro e fora do cinema, mas para mim será sempre o superman.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
