sexta-feira, agosto 29, 2003

Just like a rolling stone

Será desta que o Burro vai ver o Stones live and direct? Depois de muito diz que disse o rumor acabou por ter um final feliz, pelo menos por enquanto...... vamos lá ver se não se mete mais nenhuma laringite no caminho do senhor Jagger. Com estas mudanças de tempo bruscas e com sessenta aninhos em cima é melhor não acender os foguetes antes da festa, mas ainda assim é impossível não entrar já em estágio e revisitar os clássicos (são tantos!) da banda. Para quem não tem 20,20 euros (preço Fnac) para dar por cada edição remasterizada dos álbuns dos Stones, aproveite-se o resumo da matéria dada em quarenta anos feito em "Forty Licks". O Burro sabe... it's only rock n' roll but i like it! Todos a Coimbra.

Orelhas de Burro ouvem:


  • Já cá cantam!



  • The Rolling Stones - 27 de Setembro 2003 - Estádio Municipal de Coimbra

    quinta-feira, agosto 28, 2003

    the real thing

    É engraçado como um disco pode soar perfeito às dez da manhã de um Domingo qualquer (neste caso, o passado), e doze horas, 450 audições e 2500 caracteres depois, é perfeito, sim, mas para despachar com o primeiro arrumador que nos aparece à frente a pedir dinheiro para comprar um bolo (o Burro continua sem perceber é que como é que com tantos bolos todos eles continuam tão magros.....). É irónico, um burro gostar tanto de música que chega ao ponto de decidir empenhar a quase totalidade do seu tempo livre a dissertar sobre discos e bandas, sobre música que gosta ou que, olha azar, gostasse, e depois deixar de gostar de canções que em tempos pôs num pedestal por ter de as ouvir até à exaustão........ É mais um exemplo da proximidade existente entre uma relação amor-ódio. É óbvio que esse ódio é apenas momentâneo e que se manifesta por uma simples e súbita acumulação de cansaço face ao que se está a ouvir e a escrever. Durante dois ou três dias, acordamos sistematicamente com uma daquelas músicas na cabeça, e não há meio de a desligar.
    No entanto, a melhor parte é que duas semanas depois, se calhar nem tanto, voltamos a ouvir o disco com o mesmo prazer com que o ouvimos as primeiras vezes. E a sensação de conhecer um disco de uma ponta à outra, com letras de cor, ordem das músicas interiorizada, e muitos outros pormenores que só a quem os ouve dizem respeito, não tem explicação. Uma sensação que lembra ao burro os tempos em que as mesadas não chegavam para comprar nem metade dos discos que se queriam ouvir por inteiro, mesmo que se deixasse de gastar os 500 paus (bons tempos.....) no almoço no McDonalds. Assim, aqueles que se conseguiam comprar rodavam até às últimas consequências, e por isso mesmo muitos deles permanecem hoje religiosamente riscados! :) O «Ten» (comprado num Natal qualquer de início de '90 na antiga VC do Fonte Nova) e o «Versus» dos Pearl Jam, o «Ride the Lightning» e o Black Album dos Metallica, todos os dos Guns N' Roses, que são mesmo os que estão em pior estado (não só os discos... ;)), o «Keep the Faith» dos Bon Jovi, ah pois é, e muitas outras coisas inconfessáveis.
    A julgar pela pontuação que estes discos têm hoje na memória do Burro, daqui a dez anos serão os discos que hoje causam acessos de saturação extrema no Burro, aqueles a ser recordados com maiores saudades. Who knows....


    Para a semana, o Burro vai voltar a ouvir:


    The Realistics - «Go Ahead»

    sábado, agosto 23, 2003

    Vanilla Sky

    Já nem o filme é novo, nem o nome é novidade, mas o impacto quer de um quer de outro continua a ser o mesmo cá no estábulo. Depois de uma tarde de competição sonora entre as surrealidades da banda sonora «Vanilla Sky» e alguns êxitos do momento (tais como a nova da Madonna, a do Hollywood, as tatu a cantar morrissey, a britney a cantar i love rock n' roll, etc, etc) vindos de um computador vizinho, o Burro, que perdeu a batalha sonora por pura resignação à realidade, decidiu investir uma parte dos euros que já tinha de parte para a inevitável troca de telemóvel, no DVD do «Vanilla Sky». (A saga do tijolo continuará por mais algum tempo).
    Resignação é uma palavra que por enquanto ainda raras vezes entra no vocabulário do Burro, mas quando se trata de competições travadas em tamanho estado de desigualdade há que dar a mão à palmatória. Uma selecção musical (e o Burro diz isto sem ironia) que inclua o Hollywood da Madonna, a Avril Lavigne, o Billy Idol, a nova baladinha dos Foo Fighters, a Kylie Minogue, os Pet Shop Boys going to West, tem muito mais força do que um disco onde estão reunidos os Radiohead, REM, Peter Gabriel, Bob Dylan, Jeff Buckley, Josh Rouse, Afrika Bambaataa, Red House Painters. É assim a banda sonora do «Vanilla Sky». Uma selecção musical que aos ouvidos do Burro é praticamente um adversário imbatível. Ver o Tom Cruise acordar numa casa daquelas ao som de Everyhting in its Right Place...... ouvir o Josh Rouse a cantar Directions na festa de anos em que Tom Cruise e Penelope Cruz se conhecem..... ouvir o Jeff Buckley cantar Last Goodbye, com toda a tristeza a que a canção tem direito, no momento de maior felicidade do filme..... ouvir os Sigur Ros na despedida final entre Brian e Sofia..... everyhting in its right place. Se o Burro conseguisse perceber melhor a ideia do Sonho Lúcido, «Vanilla Sky», no seu todo enquanto filme/banda sonora, traduziria sem sombra de dúvidas, e na perfeição, o sentido que Cameron Crowe lhe terá atribuído. Por enquanto, o Sonho Lúcido continua a ser acordar de madrugada com a sensação de que o despertador já tocou há duas horas, e constatar que... é Sábado! Open your eyes.........

    O Burro aconselha:

    sexta-feira, agosto 22, 2003

    Go Freitas!

    O Burro não seguiu as transmissões de Paredes de Coura. O facto do festival decorrer durante a semana não ajuda e depois com tantos dias de concertos acaba por se perder o fio à meada. Perdas mais sentidas cá no estábulo: PJ Harvey (ainda não foi desta.......) e Radio 4 (um disco daqueles ao vivo pode ter proporcionado um dos melhores concertos do festival).
    Ontem à noite, em zappings cuja finalidade era simplesmente adiar por mais alguns minutos escritas que não mais podiam ser adiadas (you must know the feeling), o Burro apanha por acaso a recta final de um concerto de uma figura carismática, que apesar de em termos musicais pouco ou nada dizer ao Burro, cativou as atenções cá do estábulo, mesmo sem que se soubesse de quem se tratava. Mais à frente, foi desfeito o mistério por Nuno Calado e António Freitas: em palco estava Danko Jones.
    O Burro já tinha ouvido qualquer coisa do rapaz, mas verdade seja dita, rejeitou à partida quase metade do álbum. Talvez lhe volte a pegar agora. Não propriamente pelo pouco que ouviu no palco da Radical, mas antes pelo entusiasmo com que o Freitas falou do concerto. Visivelmente ainda em delírio pós-concerto, António Freitas falou da actuação de Danko Jones sem a frieza que habitualmente separa as declarações dos jornalistas das dos fãs. Quer seja por defeito ou formação profissional, a verdade é que cada vez mais começa a faltar vida e emoção à flor da pele nos relatos de quem fala de música. No futebol isso não acontece, por isso não se desculpa o amolecimento com a ideia de que jornalista não dá opinião.
    Quando se fala de um concerto, diz o Burro, é essencial que fique bem expressa a opinião de quem o viu para que quem lê contextualize o sentido que é dado às palavras. A música não é uma coisa em relação à qual se possa manter a frieza jornalística. A intervenção de António Freitas, ainda que de apenas cerca de cinco minutos, foi das melhores que o Burro se lembra de ter visto na SIC Radical. A perspectiva jornalística (ou o que lhe quiserem chamar) aliada à emoção que marca habitualmente as intervenções do público quando entrevistados no final dos concertos.

    Orelhas de Burro ouvem:



    domingo, agosto 17, 2003

    Porque hoje é domingo.........

    amanhã é segunda........... e não apetece nada. Não apetece pôr ordem na papelada, não apetece fazer a selecção dos jornais do fim de semana, não apetece procurar o "Under Cold Blue Stars" no meio de tantos ilhéus de discos pe(r)didos. Não apetece ler, não apetece escrever........... Não apetece nada. Apetece, sim, olhar para ontem, para o mar, mergulhar, para o sol, para ontem........ Por isso, o Burro só quer ouvir "1972" do Josh Rouse......... é um disco mimado este. Daqueles que não deixam o Burro dar atenção a mais nenhum quando está por perto. Não apetece escrever, não apetece nada, só apetece ouvir............ "Love Vibration" não diz nada de novo..... mas a maneira como tudo é dito, diz tudo. Como poucos sabem dizer.

    «step out into the sun
    step out into the world and love someone
    and save yourself from hate
    and save yourself from hate and all the hassle
    yeah you people all know what i'm talking about
    yeah you people all know what he's talking about
    spread the love vibration

    not everybody's scared
    scared of being lonely and abandoned
    if you find someone who cares
    if you find someone to love and understand you
    then you people all know what i'm talking about
    then you people all know what he's talking about
    spread the love vibration
    if you people all know what i'm talking about
    spread the love vibration»


    «Love Vibration» in «1972» by Josh Rouse, 2003



    Deixa lá Josh, que é desta que o Burro vai a Londres!

    sábado, agosto 16, 2003

    Trilogia inacabada.........

    A ideia do Burro era escrever mais um capítulo sobre o festival que inundou a Zambujeira no fim de semana passado, de modo a completar a trilogia Burro@Sudoeste. No entanto, vistas bem as coisas agora já não faz sentido... este tipo de coisas só resulta quando são escritas a quente, com as ideias a ferver, as impressões baralhadas, todas misturadas, e os zumbidos das colunas ainda a incomodar os ouvidos. O Burro tentou, é verdade, ainda escreveu dois parágrafos, mas apagou tudo. Para dramatizar ainda mais a coisa, há que dizer que a trilogia ficará para sempre inacabada.
    Fica apenas uma ideia geral: muitas vezes se disse que este foi o melhor cartaz de sempre. E talvez tenha sido. No entanto, aos olhos do Burro, perdeu muito por ser formado por bandas repetentes entre nós quase na totalidade. Quem vai a concertos com uma frequência razoável já tinha visto com toda a certeza pelo menos 80% do cartaz. E ainda por cima com uma propabilidade altíssima de cá voltarem novamente dentro dos próximos 6-12 meses. O Burro agora quer é ver bandas novas. O Beck é sempre benvindo, os Jamiroquai também, mas agora venha de lá o Josh Rouse, venha de lá a Erykah Badu, e é melhor pararmos por aqui.
    Além disso, é muito difícil haver todos os anos concertos memoráveis em festivais. É muita coisa a acontecer ao mesmo tempo, muita confusão, muita gente, muitos dias, muita música, muito por onde escolher. Quando se chega ao fim de uma noite já nem se sabe qual foi a primeira banda a tocar, quanto mais quando acaba o festival..... Resumindo e emburrando, o Burro gosta é de concertos na Aula Magna!


    Orelhas de Burro ouvem:

    stand-by

    Há posts que não apetece ter de deixar para trás e escrever em frente...... Depois das teorizações do Burro à volta da Tangueta, o post dedicado aos trunfos da Antena 3 - "Regresso ao passado.... pistas para o futuro" foi o que mais reacções positivas recolheu junto do Burro. Há por aí muitos Burros sem palas no olhos de orelhas bem abertas. Mais do que aqueles que se julgam menos Burros do que nós pensam.........

    terça-feira, agosto 12, 2003

    Regresso ao passado.... pistas para o futuro!

    O Burro tem pena de não ter acompanhado durante mais tempo as transmissões da Antena 3 feitas a partir do Sudoeste. Estiveram no comando das operações Mónica Mendes (ah grande M&M, continuo fã número 1!), Henrique Amaro (ainda estou à espera daquele autógrafo a preto no preto!) e Ricardo Sérgio (que gentilmente cedeu o lugar ao Burro na fila de autógrafos do BDB ;)), uma tripla digna de jackpot que ao longo dos quatro dias fez lembrar ao Burro as "velhas" emissões festivaleiras da Antena 3! Os tempos são outros, as condicionantes também, mas o espírito é o mesmo, o mítico "espírito de balneário" das saudosas noites da 3. O Burro nem sequer se lembra de qual terá sido a última vez de que se falou neste espírito a propósito de uma emissão feita por aquelas bandas...
    Mais do que pela transmissão dos concertos, este tipo de emissões ganha pelas pessoas que tem a conduzir o programa das festas.
    O Burro é suspeito. É ouvinte da Mónica Mendes e do Henrique Amaro há tanto tempo que já perdeu o hábito de lhes elogiar o trabalho com a frequência que eles merecem, por se ter habituado a vê-los (neste caso, ouvi-los) sempre em forma. Curiosamente, o Burro não se lembra de os ter ouvido antes a trabalhar em equipa assim tão directamente... ai, ai, os elefantes é que têm sorte....... enfim... o que interessa é que se topa a quilómetros de distância a diferença entre quem tem e quem não tem capacidade para conduzir uma emissão deste tipo sem perder a postura, independentemente de pelo caminho surgirem, ou não, imprevistos uns atrás dos outros.
    E se a boa disposição é uma coisa que hoje em dia se simula um pouco por todas as frequências nacionais, (e não só, provavelmente), a segurança (ou falta dela) ao microfone é uma coisa que não se inventa e muito menos se disfarça. O Burro volta a lembra que é suspeito, mas não resiste a dizer, e há admiti-lo que nos dias que correm é difícil arranjar concorrentes à altura para levar a cabo uma prova deste tipo. Gosto e conhecimentos musicais para dar e vender aliados a um desenrascanço e poder de encaixe de se lhe baixar as orelhas, e um poder comunicativo que só alguns eleitos detêm. Soa bem a quem está de fora ouvir a Mónica elogiar no ar a entrevista feita pelo Ricardo Sérgio ao Beck; assim como soa bem ouvir o Amaro e a Mónica, já estoirados no fim da transmissão de Domingo, lá para as três da manhã, trocarem algumas palavras motivadoras enquanto faziam o balanço do festival, para que não se fossem abaixo na recta final de tanto cansaço acumulado.... Soa bem ouvir a cumplicidade existente entre quem partilha o microfone.

    E sobretudo soou muito bem ao Burro poder voltar a ouvir falar a Mónica e o Amaro na rádio mais do que trinta segundos de seguida! A sorte da Antena 3 é ainda ter trunfos destes...... Pena é que quem dá o jogo não saiba distinguir os ouros da palha............ hi-hó!

    Orelhas de Burro têm saudades de ouvir:

    A música primeiro, os descambanços depois.........

    E antes que as impressões mais ténues se desvaneçam por completo, o Burro conta então que antes de se fazer à estrada rumo a Sudoeste no Domingo, assistiu via SIC Radical ao que por já lá se passava desde quinta-feira. E apesar de só ter visto algumas imagens e conversas entre a equipa destacada (e também em destaque!) no Sábado, o Burro ficou com a ideia de que as coisas correram muito melhor do que em Vilar de Mouros. Também é verdade que o Burro não viu tantas intervenções da dupla que a seu ver estragou grande parte da credibilidade da transmissão do festival de mouros.... e ainda bem, porque à chegada houve relatos que davam conta de que tinham sido ditas atrocidades (para quem é fã "atrocidades" nunca é uma palavra forte demais nestes casos) como "hoje actuam os Badly Drawn Boy". Parece que o fenómeno da multiplicação das espécies que costuma acontecer frequentemente no Sol Música chegou à SIC Radical........ Lá já temos os 50 Cent e os Eminem! :)
    As discussões à volta das bandas em cartaz, conduzidas por Nuno Calado, PGarcia, JorgeAmaral, JXavier, etc (desta vez eram muitos......) voltaram a fixar a atenção do Burro durante uma boa parte da tarde de Sábado. A opinião do Burro em relação à prestação destes senhores mantém-se, informam sem pretenciosismos, sem tiques de fato e gravata, e de maneira a despertar a curiosidade dos mais distraídos nestas coisas da música.É pena que no Curto Circuito diário não se promova entre os comentadores de serviço um espaço de 15-30 minutos de troca de impressões à volta de bandas/discos em alta ou baixa, ao estilo do que acontece habitualmente nos festivais. O Burro confessa que ainda sente saudades da primeira versão do CC, ainda no CNL... «A música primeiro, os descambanços depois», é a sugestão do estábulo para o CC.


    Sem palas nos olhos, o Burro viu:


    segunda-feira, agosto 11, 2003

    Próximos capítulos: Burro@Sudoeste

    A aterragem no estábulo está a ser feita pouco a pouco, as únicas reacções imediatas são as lembranças de um grande concerto dos Moloko (Roisin és a maior!), um pesadelo chamado Stereophonics (mas porquê estragar uma voz daquela maneira?), um início hipnotizante de Beth Gibbons & Rustin Man (e pena é que tenha sido já na debandada do recinto......), e a frustração de não poder ficar para ver o Beck......... uma frustração ainda maior ao ouvir uma parte do concerto na Antena3........ e uma frustração ainda maior ao ouvir também pela Antena 3 - via Mónica, Amaro e Ricardo Sérgio - que o Badly Drawn Boy estava em palco com Beck...... Refira-se ainda que deviam ser perto de três da manhã, mais coisa menos coisa. O concerto do Badly Drawn Boy propriamente dito foi importante demais para o Burro para ser falado assim em três tempos....... os delírios ficam para breve, sobre o concerto, o autógrafo do mestre, as transmissões SIC Radical nos primeiros dias, e o trabalho de equipa da 3 observado no recinto.

    Orelhas de Burro não querem ouvir nada.....


    sábado, agosto 09, 2003

    Rosie Thomas - as datas!

    Confirma-se: o Burro já está em estágio e recomenda que outros Burros façam o mesmo por meio de audições sucessivas de canções como "Wedding Day", "Two Dollar Shoes", "Bicycle Tricycle", "Have You Seen My Love" e "Finish Line". Todos os Burros citadinos (e não só... bastam que gostem de viajar) que quiserem sentir no pêlo os efeitos refrescantes de uma boa canção acústico-intimista não devem perder os concertos que a Rosinha vem cá dar para apresentar o novo álbum. Chama-se "Only with Laughter Can You Win". O Burro ainda não ouviu nada, mas a julgar pela amostra anterior não há que enganar. Let's hope so.....
    30 de Setembro é a data de Lisboa (sim, afinal não vai ser só no Porto) em local ainda a confirmar (e era tão bom que fosse na Aula Magna.......), e 1 de Outubro é a vez do Porto n'O Meu Mercedes é Maior que o Teu!

    Vozes de Burro saúdam:



    Thanks Gamma! Sempre em cima da actualidade, já desde o tempo dos padres........ agora substituídos pelos Simply Red (ou seriam os Simple Minds???) e pela SIC Notícias! :)

    Rosie Thomas is on her way....

    E tudo começa a a fazer mais sentido. Por entre cinco concertos ao ano de Placebo, Guano Apes, lamb, Ben Harper, Daniela Mercury e tantos outros, eis que vai sendo reservado cada vez com mais frequência algum espaço para outros nomes que ainda não têm um futuro (nem um presente) tão garantido entre nós. É óbvio que sempre se fizeram concertos de bandas/artistas que pouco ou nada tocam nas rádios (pelo menos agora....), mas o Burro só agora se começa a aperceber como podem ser tão diferentes as reacções de um mesmo Burro face a duas notí­cias muito semelhantes.
    Quando nos dizem que os Jamiroquai vêm ao Atlântico (for instance), isso é uma boa notÃícia, pelo menos para p Burro, mas não é tão "notí­cia" (no verdadeiro sentido da palavra) como se nos disserem que a ROSIE THOMAS VEM A PORTUGAL. E ao que parece vem mesmo! Porque os Jamiroquai nunca andam desaparecidos. E ainda bem.
    O Burro está feliz e contente porque cerca de um ano depois de ter ouvido o primeiro álbum da senhora, foram raras as vezes que voltou a ouvi-la na rádio.... dois ou três destaques na imprensa musical por alturas da edição do disco e depois disso nunca mais se ouviu falar até que começam a circular novidades acerca do novo álbum que aí vem..... mas desta vez para além do álbum parece que vem também a própria Rosie Thomas! Já há data, algures em Setembro, e local, no Porto, mas o Burro não sabe mais pormenores. Mais do que uma notícia, a vinda da Rosinha é uma boa surpresa! Tal como foi a do Rufus em Vilar de Mouros, e a do Badly Drawn Boy ao Sudoeste.
    Tal foi a surpresa que nestes dois últimos casos, o Burro confessa ainda ter andado uns bons dias na dúvida se seria mesmo verdade...... E não querendo estar sempre a dar coices na mesma tecla, se há público para os concertos, por que não há-de haver para a rádio? Será que há assim tantos Burros que mudam de estação quando ouvem uma canção do Badly Drawn Boy?
    Valham ao Burro os conselhos musicais daqueles que deviam ser os primeiros a ser consultados na abertura da época de caçaa aos consultores responsáveis pelos famosos estudos de mercado....... ah! que burrice a nossa...... eles são todos portugueses. E estudo de mercado que é estudo de mercado tem de ser feito por pessoal excêntrico que fala estrangeiro!
    Entretanto o Burro vai sintonizando a Radar, clicando no Cotonete e abusando do SoulSeek.


    Orelhas de Burro ouvem:


    quinta-feira, agosto 07, 2003

    Incompatibilidades.....

    Calor e computador são duas coisas incompatíveis...... o Burro tem muitas novas sugestões para partilhar com os habitués aqui do estábulo, mas hoje não há boa vontade que resista.... vai ter de ficar para amanhã...... e as melgas que começam a rondar o écrã da máquina? não há hipótese! o Burro vai pôr-se ao fresco e aconselha todos a fazer o mesmo. É que nem música apetece...... só o barulho da chuva podia fazer alguma diferença agora........ e já agora, só por causa das tosses:

    Vozes de Burro aconselham:



    terça-feira, agosto 05, 2003

    O Brother, Where Art Thou?

    Depois de uma longa espera, e a propósito de outras cobóiadas, o Burro aguarda ansiosamente por uma visita ao estábulo do senhor que se segue:



    Na foto: Stephen Fleming algures numa pradaria escocesa

    segunda-feira, agosto 04, 2003

    Spread the Love Vibration!

    O Burro está apenas a alguns minutos de consegui sacar o novo single de Josh Rouse! :)
    A alguns não diz nada, aos que já foram conquistados por tanto savoir-faire melódico diz tudo. Os da primeira equipa não terão de certeza ouvido "Miracle", uma canção que não tem nada de mais, mas que....... vai direita ao estômago, e o Burro não é capaz de deixar de a associar a um clima de optimismo assolapado e de grande confiança. Mais alguém que acredite em milagres!
    Depois de uma audição relâmpago do fecho do chamado Serviço Público Antena 3 há coisa de duas semanas, e depois outra na Radar, o Burro tem andado com a música na cabeça sem possibilidade de confirmar se as notas que lhe ficaram nas orelhas são as certas ou não. Que frustração.... E o Soulseek às vezes consegue ser pior do que o departamento da Segurança Social instalado Loja do Cidadão.... Ao que parece o Burro chegou tarde de mais - no fim de semana tirou a senha número 1024! Não é possível que haja uma fila de espera som estas proporções.... Quando o computador acabar de sacar as músicas todas, já o álbum chegou a Portugal, com certeza! No problem..... felizmente, um novo user deitou a mão a "Love Vibration" e aparentemente os 10 users que estavam à frente do Burro foram jantar porque o download já vai muito bem encaminhado! Spread the «Love Vibration»!

    Orelhas de Burro querem ouvir por inteiro:


    In stores August 26th

    olha, olha.... este parece que anda a emburrar desde 1972!

    domingo, agosto 03, 2003

    Poses........

    O Burro não sabe nada da arte de fazer televisão. Foge das câmaras a sete patas, como se alguém na outra ponta da sala lhe oferecesse um saco de cenouras e três fardos de palha. É preciso muito não sei bem o quê para se conseguir olhar para uma câmara e imaginar que está ali alguém. O Burro não tem esse não sei bem o quê. Para jogos mentais já bastam os do dia-a-dia.
    Há quem domine essa técnica de olhos fechados (por assim dizer... já que de olhos fechados até deve ser bem mais fácil imaginar que alguém está a ouvir o que dizemos) e consiga parecer tão natural como se estivesse num frente a frente. O Burro baixa as orelhas.
    Depois há os outros..... aqueles que querem parecer tão à vontade, que se enterram logo à partida. O Burro sabe que é fácil falar para quem está de fora, mas é impossível não criticar certas coisas, mesmo que os comentários se percam no meio de tanta palha.......
    Quando a teoria é muita, na prática fica a imagem de que quem apresenta o programa está a pensar em tudo menos no que está a dizer, o que tira por completo a credibilidade ao programa e à pessoa em questão. Neste caso, o Burro está a pensar no "Música do Mundo", o espaço que a SIC Notícias dedica à música. Aquelas poses do Filipe Moreira causam ao Burro uma espécie de urticária desde o primeiro programa... a princípio a pensava-se cá no estábulo, que com o andar da carruagem a coisa fosse ao sítio e que a naturalidade tomasse conta de todos aqueles movimentos estudados. Mas pelos vistos, o Burro continua a ser só um Burro! Com o tempo, os gestos de gente bem não só aumentaram de proporção como se aperfeiçoaram. Estão mais requintados, as mãos movem-se cada vez mais, as pernas ora cruzam ora descruzam com mais frequência, ....... No meio de tanto movimento, o efeito acaba por ser o equivalente ao das barras que passam em rodapé durante os telejornais. Ninguém consegue fixar a atenção em tanta coisa ao mesmo tempo. Já para não falar na moleza com que a informação é debitada...... então o que está a dar não continua a ser a televisão em movimento? Isto é mesmo tudo à base do 8 ou 80...
    Ó Filipe, olha que se falares um bocado mais depressa, como falavas nas manhãs da Antena 3, quando fazias por lá o trânsito, a malta percebe o que tu dizes na mesma, e assim talvez consigas incluir no programa o dobro dos artistas! Pensa nisso.
    É engraçado constatar que na página da SIC Notícias a apresentação do programa continua a cargo da Catarina Furtado! Talvez não seja mal pensado.......

    sexta-feira, agosto 01, 2003

    Agosto and everything after...

    É dia 1 de Agosto. Não é de estranhar que esteja o calor que está lá fora, apesar de ser quase uma da manhã. Toda a gente fala do calor, talvez porque não restem forças para falar de mais nada.... E afinal de contas, é Agosto. Mês de férias para alguns, de sufoco laboral para outros, que tentam contentar-se com o argumento (que começa cada vez mais a ser pouco válido) de que ao menos não há trânsito. É Agosto, em Lisboa. E o Burro lembrou-se de recuperar um dos clássicos cá do estábulo - «August and Everyhting After».
    Depois das primeiras euforias musicas proporcionadas primeiro pelos Guns N' Roses, depois pelos Metallica, Pearl Jam e Nirvana, o Burro foi enfeitiçado à primeira vista pelo shalalalalalala de «Mr. Jones». Neste mesmo estábulo descobria-se então os Counting Crows, que apesar de não terem deixado para a história da música as mesmas marcas que os outros, foram igualmente importantes para o Burro, pelo menos até ao segundo álbum, esse por culpa de "Long December", que o Burro continua a não conseguir evitar de associar ao fim do "2 de Rock", by Miguel Quintão@Antena3, algures em '98, mais coisa menos coisa. Nostalgia de Dezembro em Agosto......
    Mais de dez anos depois de «Mr. Jones» é engraçado ouvir o Duritz a cantar Joni Mitchell (que o Burro tb descobriu no entretanto), e ver que «Big Yellow Taxi», uma canção já para aí com os seus trinta e poucos anos, está mais actual do que nunca. Ainda para mais numa altura em que o Burro assiste resignado à distribuição de novas doses de alcatrão na praceta onde por aqui se estacionam as carroças. A seguir vêm os abomináveis parquímetros e, pior ainda, a praga dos sapos, mais rápidos que gafanhotos, e que por estas bandas vestem de bordeaux....... Confirme-se a profecia de Joni Mitchell:

    «They paved paradise and put up a parking lot
    With a pink hotel, a boutique, and a swingin' hot spot
    Don't it always seem to go
    That you don't know what you got 'til it's gone
    They paved paradise and put up a parking lot

    They took all the trees, and put em in a tree museum
    And they charged the people a dollar and a half to see them
    No, no, no
    Don't it always seem to go
    That you don't know what you got 'til it's gone
    They paved paradise, and put up a parking lot
    (...)»


    Orelhas de Burro ouvem em Agosto:


    Liguem as ventoínhas..................

    quinta-feira, julho 31, 2003

    Utah Carol in the house

    JinJa Davis e Grant Birkenbeuel são casados na vida real. Moram em Chicago, e mudaram de casa há muito pouco tempo. Agora têm mais espaço para arrumar a vasta colecção de discos e, quem sabe, para acolher o Burro durante uma semaninha, assim que houver palha suficiente para atravessar o Oceano.
    Na vida artística o casal responde pelo nome de Utah Carol e faz canções lindíssimas, que são também grandes exemplos de Tangueta do mais fino recorte. O Burro recomenda sobretudo o álbum "Comfort for the Traveler", que em princípio já pode ser encontrado sem grandes dificuldades na Kingsize e até na Fnac. A do Chiado pelo menos.
    A JinJa e o Grant estiveram a passar férias em Portugal há coisa de dois meses, mais ou menos (a memória do Burro, não é a de um elefante!), e telefonaram cá para o estábulo. Convém explicar que o primeiro contacto - via telefone - havia sido travado a propósito de outras (indies &) cobóiadas, e que ficara no ar o convite da praxe para que se um dia - num futuro longínquo e que provavelmente nunca chegaria a concretizar-se, mas que convém dizer porque fica sempre bem e eles até são pessoas fixes, e além disso até disseram que actuariam só para nós - passassem por cá dissessem qualquer coisa. Bem dito, bem feito! Eis que os Utah Carol ligam a dizer que estão em Sintra!
    No dia seguinte, estavam a jantar cá no estábulo, e a actuar na sala de jantar (não que haja outra, nem que se jante muito na sala, mas.....) para uma assistência de 5 Burros! JinJa nas teclas e Grant à guitarra, tocaram canções dos dois álbuns editados e algumas do que está para vir. O Burro estava burro. É difícil acreditar, mesmo quando as coisas estão à frente do focinho, que uma das bandas que mais gostámos de ter descoberto nos últimos tempos, está a actuar na nossa sala...... Felizmente há provas e testemunhas! :)

    [O Burro lembrou-se de partilhar este momento nesta altura do campeonato porque recebeu hoje notícias da dupla maravilha.]

    Orelhas de Burro recomendam:


    www.utahcarol.com

    terça-feira, julho 29, 2003

    E se um Burro chateia muita gente...

    Vários Burros chateiam muito mais. Já somos 500!

    Eis uma pequena parte da pandilha:


    Da esquerda para a direita: Flora e Claude

    segunda-feira, julho 28, 2003

    Em queda-livre!

    O Burro queria decorar o estábulo com qualquer coisa nova e de cores vivas, mas parece que está... emburrado! Nos últimos dias, as Burrices têm sido pontapeadas em catadupa para outras paragens, mais áridas por sinal, pelo que ao Burro só ocorre dizer: que bem que sabe começar a ouvir na rádio (pelo menos numa ou outra) com maior insistência o «Central Reservation» de Beth Orton, que imediatamante nos lembra da existência de «Sweetest Decline». Pode ser que passe amanhã... É isto o bom dos festivais terem cartazes fortes.
    Mas o que o Burro acha mais engraçado no meio disto tudo é que toda a gente anda para aí a comentar a qualidade do cartaz do Sudoeste deste ano, ele é Beck, ele é Morcheeba, ele é Jamiroquai, ele é Badly Drawn Boy, ele é música com selo de qualidade para dar e - sobretudo - vender, mas no fim vai-se a ver e que espaço ocupam esses nomes todos ditos fortíssimos nas rádios-estudos-de-mercado? Se há tanta gente a atravessar o país para ver ao vivo esse pessoal que os estudos dizem não interessar nem ao menino jesus, como se explica que depois não haja interesse em ouvi-los na rádio? A Radar não tem audiência? O Burro não sabe.......... Sabe que ouve, e que a música está cada vez melhor. Sabe que pelo menos até 10 de Agosto há sempre a possibilidade de a qualquer momento ouvir aquele segredo bem guardado chamado «Sweetest Decline» na rádio. Depois disso, como dizia a outra, adeus. E ainda bem. Não convém ouvir muito, que é para não estragar, porque canções como esta não é qualquer um que as faz. Canções destas não aparecem todos os dias.

    Orelhas de Burro querem ouvir mais:


    Beth Orton no Sudoeste@10 de Agosto@22h30

    É Muuuito TANGUETA



    PARABÉNS, MÃE!


    P.S. - a pedido de várias famílias, o Burro recupera um conceito de importância vital neste estábulo:

    Tangueta - substantivo feminino de cariz musical utilizado pelo Burro e seus amigos para designar um determinado estilo de música, cuja principal (e obrigatória) característica consiste na utilização de uma voz melódica, límpida e extra-suave, pelo que se deduz desde já que a Tangueta não é um estilo livre de ser praticado por qualquer um. Para além disso, no caso de um artista iluminado querer elevar uma canção sua ao estatuto Muito Tangueta terá necessariamente de cumprir mais alguns requisito: não levantar a voz, tocar harmónica sempre que possível (muito importante) e banjo uma vez ou outra; e dedicar alguns versos a Pa Pa Pa's, La La La's e Oooo Oooo Oooo's - a la Brian Wilson - para facilitar o trauteamento das canções. Há mais especificidades a ter em conta, que o Burro se encarregará de publicar aqui no Estábulo, assim que possível. Para melhor se compreender o alcance da Tangueta, a exposição será feita em contraposição com outro estilo muito apreciado pelo Burro, que é o Songwriting.

    sexta-feira, julho 25, 2003

    Encerrado para obras.......

    Ao fim de semana, o Burro joga aos índios e cowboys!

    Humanidades Sawhneycas

    O Burro foi à cidade. Universitária, leia-se. Há pouco mais de uma hora atrás ainda a Aula Magna estava completamente rendida ao poder daquele misticismo que não há meio de se descolar das cançõess do mestre Sawhney. E mais uma vez se comprova que quem sabe não precisa de o mostrar, e que quem tem o brilho agarrado à pele não precisa de solários para dar nas vistas. O Burro não tem palavras para descrever o que se sente quando se vê tanta humildade aliada a tanto engenho. Sawhney não precisa de estar no centro do palco para se tornar no centro das atenções. Aliás, parece mesmo que o evita. De ladecos, cede o protagonismo a quem dá voz às suas composições durante todo o tempo. As vozes mudam, entram e saem alternadamente, a negra, a branca, os cânticos indianos (we guess...) entoados com uma alma tão aberta que fazem de cada canção um momento de celebração espiritual. É muito forte, e mais intenso se torna quando se tenta perceber por que raio nos diz tanto uma música cantada numa língua que não nos diz rigorosamente nada. Não se explica, it's only human. «Human», o novo álbum de mr. Sawhney parece ser à primeira vista o disco do senhor que menos cativou o Burro. Verdade seja dita, tb ainda não houve tempo para lhe deitar as orelhas mais do que uma vez, mas o impacto foi menor que o habitual... talvez com o tempo comece a fazer sentido cá no estábulo.
    Por agora, recorda-se a soul de «Broken Skin» e o misticismo sagrado de «Nadia». Repeat, repeat, repeat! Lindo! Para ouvir noite dentro e pensar que espiritualidade está onde um Burro quiser, e que não é preciso envergar nenhum traje especí­fico para fazer crer aos mais cépticos que existe realmente algo de muito melhor por desbravar. Nitin Sawhney usa calças de ganga e uma t-shirt cinzenta.

    Orelhas de Burro ouvem (ainda):

    quinta-feira, julho 24, 2003

    31 Songs, by Nick Hornby

    O Nick Hornby tem um livro novo. O Burro encontrou-o por acaso numa das deambulações de fim de semana que faz habitualmente pela Fnac, desta feita do Colombo. Depois de escolhidos os discos da semana, é tempo de iniciar nova ronda pelas novidades literárias. As secções de eleição do Burro não variam muito, diga-se de passagem, mas acaba-se sempre por encontrar alguma coisa que nos faça sentir o tão urgente "tenho de ler/ter isto!". Primeiro a secção da música (ossos do ofício e vício de carne e osso!), depois o cinema, a de arquitectura (ai aquelas sugestões para decorações de lofts........... daqui a vinte anos o Burro quer viver numa casa igual à do Hugh Grant no "About a Boy", já que falamos de Nick Hornby), a comunicação (nunca se sabe quando alguém edita um livro que nos dê ânimo para acabar o curso...... o Burro (ainda) não é diplomado, ah pois não....... é só um Burro!), os estranjas, a poesia (nem toda........) and that's it!
    De volta ao Nick Hornby..... o novo livro chama-se "31 Songs" e é sobre isso mesmo. O Burro ainda só leu algumas páginas na diagonal, mas pode adiantar que desta vez o Nick delira ao longo de quase 200 páginas sobre canções de que gosta muito ou que o marcaram de alguma maneira ao longo dos anos. E a título de curiosidade, o Burro revela que o Nick também é fã de Tangueta - chega mesmo a pedir desculpa por não ter incluído na lista canções dos Pernice Brothers (MUITO TANGUETAS) , Joe Henry, Lucinda Williams, Ron Sexsmith, Maurice Williams & the Zodiacs, Marvin Gaye, entre outros que o Burro agora não se lembra.....
    À primeira vista parece um bom sucessor para "How to be Good", que fez as delícias do Burro no ano passado! (continuamos, no entanto, sem conseguir embarcar na onda de Fever Pitch..... o Burro não vai à bola com essa febre.....)

    Eis a lista:

    1. Teenage Fanclub - «Your Love is the Place Where I Come From»
    2. Bruce Springsteen - «Thunder Road»
    3. Nelly Furtado - «I'm Like a Bird»
    4. Led Zeppelin - «Heartbreaker»
    5. Rufus Wainwright - «One Man Guy»
    6. Santana - «Samba Pa Ti»
    7. Rod Stewart - «Mama You Been on My Mind»
    8. Bob Dylan - «Can You Please Crawl Out Your Window?»
    9. The Beatles - «Rain»

    10. Ani di Franco - «You Had Time»
    11. Aimee Mann - «I've Had it»
    12. Paul Westerberg - «Born for Me»
    13. Suicide - «Frankie Teardrop»
    14. Teenage Fanclub - «Ain't That Enough»
    15. The J. Geils Band - «First I Look at the Purse»
    16. Ben Folds Five - «Smoke»
    17. Badly Drawn Boy - «A Minor Incident»

    18. The Bible - «Glorybound»
    19. Van Morrison - «Caravan»
    20. Butch Hancock and Marce LaCouture - «So I'll Run»
    21. Gregory Isaacs - «Puff the Magic Dragon»
    22. Ian Dury & the Blockheads - «Reasons to be Cheerful, Part 3»
    23. Richard and Linda Thompson - «The Calvary Cross»
    24. JAckson Browne - «Late for the Sky»
    25. Mark Mulcahy - «Hey Self Defeater»
    26. The Velvelettes - «Needle in a Haystack»
    27. O.V. Wright - «Let's Straighten it Out»
    28. Röyksopp - «Röyksopp's Night Out»
    29. The Avalanches - «Frontier Psychyatrist»
    30. Soulwax - «No Fun/Push it»
    31. The Patti Smith Group - «Pissing in a River»

    Debaixo d'olho:

    quarta-feira, julho 23, 2003

    Go shawty, it's your birthday!

    De há umas semanas para cá, o Burro tem andado a ler umas coisas sobre hip hop por motivos de força maior. Como foi explicado no post de abertura deste estábulo, a música de eleição do Burro é mesmo a Tangueta, uma constatação que apesar de hoje ser dita com toda a convicção demorou quase 24 anos a ganhar forma. Mas voltando ao hip hop... depois de muito ler, o Burro ficou com a palavra "flow" na cabeça. Sem se aperceber deu por si (não você, ele mesmo) a pensar que até então nunca tinho lido a palavra flow associada ao hip hop. Diga-se passagem que os conhecimentos na matéria também não eram (nem são) muitos, mas mesmo assim há certas palavras/expressões que sempre nos habituámos a ver associadas àquela cultura, como o MC, o DJ, o scratching, os writers, o freestyle, etc, etc, mas "flow" nunca..... É estranho porque a partir do momento que se repara na palavra pela primeira vez, parece que a vemos em todo o lado. Depois da descoberta da palavra, a descoberta do significado. Ler que um MC tem um bom "flow" dá a entender que o MC é bom no que faz. No entanto, se pedirem ao Burro para explicar o que é o "flow" afinal de contas (confesso que nem sequer me ocorre o significado da palavra em inglês......) the answer is: no answer!
    Acredito que não haja muita gente (que ainda não saiba) interessada em descobrir o que é isso de "flow"... mas como o Burro é utópico e acredita no Pai Natal vai deixar a chave para a resolução do enigma. É muito simples. Quando se ouvem músicas como "Wangsta" ou "In Da Club" ou "21 Questions" - 50 Cent rules! - a resposta surge de imediato. O tal de "flow" é aquele impulso que nos faz abanar a cabeça à  medida que balançamos os ombros da direita para esquerda e da esquerda para a direita sem repararmos que o fazemos over and over again, até ao final da música, durante dias a fio. E depois repeat, repeat repeat. O Burro é repetitivo quando gosta, mas só quando gosta muito. E gosta muito do 50 Cent. É pena é que o álbum [Get Rich or Die Tryin'] tenha uma capa tão gangsta rap da tanga, e capricho ou não, a verdade é que o Burro tem sérias dificuldades em comprar um disco quando não gosta da capa...... manias! Deve ser o flow que faz uma música tornar-se tão viciante como o "In da Club", que não nos deixa descansar enquanto não a tivermos ali à mão para ouvir sempre que nos vem à cabeça a frase «Go shawty, it's your birthday.....». (thanks again, mariño).
    Agora, os efeitos que as músicas citadas provocam em cada Burro não constituem nenhuma ciência exacta, e além disso a teoria apresentada não foi alvo de confirmação de qualquer ordem, pelo que se estiver errada o Burro não se responsabiliza por....... por nada! É só um flowing.

    Orelhas de Burro ouvem:
    «What Up Gangsta» (aquela intro, a entrada da música como se de um tiro se tratasse, e o power da marcação das batidas ao longo daqueles minutos tornam difí­cil a passagem à faixa seguinte.......)

    segunda-feira, julho 21, 2003

    Uma cenoura por um bom poema!

    Faith pours from your walls, drowning your calls,
    I've tried to hear, you're not near.
    Remembering when I saw your face,
    shining my way, pure timing.
    Now I've fallen in deep, slow silent sleep,
    it's killing me, I'm dying.

    To put a little sunshine in your life.

    Soleil all over you, warm sun pours over me.
    Soleil all over you
    Warm sun.

    Now this slick fallen rift,
    came like a gift,
    your body moves ever nearer
    And your will dry this tear
    Now that we're here, and grieve for me, not history
    But now I'm dry of thoughts, wait for the rain,
    Then it's replaced, sun setting

    And suddenly we're in love with everything.

    Soleil all over you, warm sun pours over me.
    Soleil all over you
    Warm sun.



    Badly Drawn Boy, «The Shining» in
    «The Hour of Bewilderbeast», 2000






    BDB@Sudoeste@10 de Agosto de 2003

    Os suspeitos do costume

    É engraçado como apesar de parecer que actualmente há uma constante tentativa (por parte de quem é que não sabemos...) de refundir um determinado modo de fazer divulgação musical em Portugal (e neste caso estamos a pensar na rádio), quem acaba por salvar o barco quando o assunto da reportagem (falamos agora de televisão) é a música são sempre os mesmos. Os clandestinos-à-força.
    Nuno Calado, António Freitas, Jorge Amaral e João Xavier fizeram o Burro esquecer a desgraça que foram a maioria das bocas de Francisco Penim e Victor Figueiredo a propósito dos concertos de Vilar de Mouros.
    Calado e companhia asseguraram durante várias horas de emissão intervenções com conteúdo, abordagens adequadas aos diversos estilos de música que passaram pelos palcos mouros com as devidas contextualizações, avaliações pós-concerto sóbrias e eficazes, sem espaço para histerismos nem tiros ao lado. Entrevistas, o Burro só assistiu à de Mike Patton, muito bem conduzida pelo Freitas, que a seu tempo foi chamando o Calado para a conversa. Habituados a estas andanças, souberam fazer perguntas simples como se quer num momento de confusão pós-sound check como aquele, e parar quando o senhor Patton já estava a dar a entender que ainda havia muito para fazer antes do concerto dos Tomahawk.
    Como Patton adiantara na entrevista, houve "mto barulho" no concerto. O Burro não se entusiasma muito com este tipo de sonoridade. Ao vivo até é entra no espírito, mas via televisão/rádio/disco é complicado. Reconhece no entanto, pelo que pôde observar da prestação em palco de Patton que o artista é um verdadeiro artista, pelo que dá gosto observar as suas movimentações e concentradas trocas de instrumentos (sound off, though!), que lhe dão mesmo o ar de cientista louco, como dizia ontem à noite o Freitas na antena 3. O Burro sentiu a falta dos comentários do Álvaro Costa. Afinal de contas, ele é um dos principais suspeitos do costume........

    Orelhas de Burro ouvem:

    domingo, julho 20, 2003

    Azar de Mouros......

    O Burro é suspeito, mas nãoo consegue deixar de dar uns coices no que ouviu há bocado no directo da Sic Radical. Francisco Penim e Victor Figueiredo fazem o rescaldo da segunda noite de concertos num d¡álogo descontraí­do e simpático, com opiniões bem marcadas e gostos pessoais à mistura. Ficamos então primeiro a saber que os Blasted Machanism foram os grandes cavalos de corrida do serão - o Burro não duvida nada, pelo que pôde acompanhar na transmissão -; que os Los Planetas não valem nada e não deviam ter saí­do de Granada, e que o Lenine deu um grande concerto apesar de até então não ser muito conhecido entre nós. Recorde-se apenas que esta não era a primeira vez que o brasileiro passava por cá, e que o álbum "Na Pressão" foi até bastante mais falado do que "Falange Canibal", uma vez que trazia pela mão a canção "Paciência", que muito rodou numa novela que o Burro não via e por isso não sabe o nome... se fosse da "Por Amor" sabia de certeza, mas como não era não chegamos lá mesmo...... Além disso, pessoal atento como o Henrique Amaro e o João Miguel Tavares já muito destaque têm dado ao veterano da canção brasileira.

    O Burro baixa as orelhas e faz uma vénia ao trabalho que a Sic Radical tem vindo a desenvolver, mas como fã sentiu-se insultado - e lá vamos nós outra vez - com os cinco minutos de reportagem dedicados ao rescaldo da prestação de Rufus Wainwright..... Saltando à  partida a ladaí­nha dos gostos não se discutem, e tendo em conta que quem escreve não esteve no local, o Burro não gostou de ouvir que o rapaz teve "uma prestação desadequada", como referiu em uníssono a dupla Sic Radical. Se alguma coisa foi desadequada foi a escolha do espaçoo e não a actuação, e isso não terá com certeza sido culpa do artista. E ainda assim, não é por se apresentar num palco de festival apenas (!) com um piano e uma guitarra que um artista pode ser catalogado de peixe fora d'água. A Bjork tb deixou bem claro há uns dias que mesmo nos momentos unplugged um artista completo munido de uma voz potente e penetrante soa tão bem num descampado como numa sala intimista. E nem se dá por falta das cadeiras... Encontrões é que não!
    Não querendo fazer deles Burros, que para isso estamos cá nós, fica o apelo para que para a próxima se tenha mais cuidado quando se fazem avaliações dos motivos que levam o público a estar (ou não) presente nas actuações. A ideia que ficou no fim do rescaldo foi que o coitadinho do David Fonseca foi prejudicado por ter actuado depois do Rufus. (Não admira, não é rapazes? afinal o Rufus Wainright [sic] é só um singwriter [sic] a imitar o Leonard Cohen...)Aliás, a expressão do senhor Penim foi mesmo que David Fonseca "teve o azar de actuar a seguir a Rufus Wainwright, mas fez o que pôde"............... HI-HÓ!!!!!!! Se teve azar foi porque a fasquia terá sido deixada muito alta pelo antecessor. O Burro gosta da música do David, mas nem 8 nem 80.
    O Burro põe as patas no fogo em como até o próprio David não gostaria de ouvir uma conclusão como esta. É que já por várias vezes ficou bem provado (até À  pedrada) que por muito pouco que o público goste da banda que actua antes daquela outra banda que lá foi ver, aguenta-se ali de pedra e cal (por vezes até literalmente) e não dispersa para não mais voltar. HI-Hó!!!!!!!!!

    Orelhas de Burro ouvem:

    Grey Gardens

    Lindo! Obrigada Gamma, muito muito obrigada, o Burro ficou ainda mais triste por não estar a ouvir o Rufus ao vivo e a cores, mas o lado masoquista acaba sempre por falar mais alto em situaçõess extremas e toca a escarafunchar cada vez mais na ferida......... nãoo quis atender à primeira para não desatar aos coices nas paredes, mas não resisti a ligar de volta. Lindo! Fiquei sem palavras....... reconheci o Grey Gardens, sentei-me no chão para não cair. fechei os olhos para me abstrair de onde (não) estava. aquela voz é mágica, vai direita ao estômago, corta, embala, é viciante, triste, dourada, nascida ao sol como a Greek Song, e mais uma vez mágica. Uma das pérolas da china de que ele fala para lá. O resto não interessa... é difícil prestar atenção às palavras quando alguém as diz tão bem. A voz é mais forte. Forte demais. Até palavras como "tarecos" soam a "ápice". Até relatos da bola o Burro ouvia se por ele fossem ditos...
    Mesmo via TMN, estes três minutos de Grey Gardens, e outros sete ou oito de duas músicas que presumo serem do novo álbum (uma dedicada ao pai, pelo que percebi...) ficarão na memória do Burro por bastante mais tempo do que alguns concertos inteiros vistos nos últimos anos.
    A Sic Radical não está a transmitir........ a antena 3 não está a transmitir.......... o Pedro Costa anuncia agora "Born of Frustration"......... O Burro não acredita em coincidências, mas que as há, há......... no hay rufus....... it's all in a tape.........

    O Burro ainda está de queixo caído... A antena 3 (via antónio jorge e antónio freitas) anuncia a saída de palco dos Blasted Mechanism, entrevista alguns campistas, prevê o fracasso comercial da actuaçãoo do Rufus, e enquanto se ouve ao fundo a entrada do artista da noite em palco gritando qq coisa como "está mui frio" (o meio espanhol dizem eles ser influência da entrevista que lhe fez ana galvão há bocado), daí o destaque da transmissão a essa mesma ana galvão que está a entrevistar o pessoal das barracas de artesanato, percings, etc, etc................. Não Há Explicação. O Burro não sabe como funciona essa história dos direitos de transmissão, mas se não ha licença para transmitir um concerto, tb não haverá com certeza para captar sons no recinto durante a actuação......... One Man Guy"... é o mais próximo que o Fado alguma vez estará de uma canção pop cantada em inglês. Silêncio.


    Orelhas de Burro ouvem:

    sábado, julho 19, 2003

    O Burro não gosta de palha...

    O Burro não foi a Vilar de Mouros e por isso está de trombas. Pior do que ver passar o tempo sem ter a oportunidade de ver ao vivo uma banda/artista que nos chega a fazer doer o estômago, é perder o tão aguardado concerto. Mas o Burro está aos poucos a desistir dos festivais.... Já nem pelo Rufus Wainwright lá vai. Há muita palha.
    É muito complicado para um Burro que se enerva facilmente ver um concerto da sua banda mais-que-tudo no meio de uma enchente de mosquitos e macacos. Dada a sua baixa estatura já é complicado o suficiente ver para o palco em condições, mas imaginemos que por sorte lá se encontra um lugar de ladecos que ainda deixa ver pelo menos a cara do Rufus de vez em quando... É certo e sabido que dois minutos depois está um acampamento de fãs de outro artista qualquer plantado à  nossa frente, e que para ajudar à  festa vai aproveitar o tempo do concerto para pôr a conversa em dia.
    Numa tentativa de total abstracçãoo, que com o poder de sedução de uma voz como a de que se fala aqui não seria de todo tarefa complicada, olhamos para as estrelas (sim, porque em vilar de mouros ainda será possí­vel encontrar algumas, ao contrário do que se vai verificando em muito boas zonas de lisboa...) ou fechamos os olhos para que a visão daqueles campistas a ignorar o momento que ali se celebra não nos volte a tirar do sério... É complicado. Os empurrões de quem tenta chegar ao palco a todo o custo, as marretadas das mochilas da macacada que dança com a casa às costas, os saltadores em altura que transportam cerveja no alto do seu metro e noventa, mas que acabam por deixar pelo caminho metade do abastecimento............ e correr o perigo de no meio disto tudo nem nos apercebermos que lá ao fundo se entoa uma obra prima como "Greek Song"? ou "Poses"? ou "One Man Guy"? Uma desilusão e um ataque de nervos que se podem evitar, enquanto se fazem planos alternativos para que à  hora marcada haja tanta burrice para fazer que nem se dá pelo que estamos a perder. E além disso, haverá de certeza outro concerto e num sí­tio mais apropriado. Va¡-se lá saber como é que um artista destes vai parar a um festival com um cartaz daqueles e ainda por cima nem direito tem a ser cabeça de cartaz do dia em que actua... David Fonseca? ok, o Burro até gosta do rapaz, mas daí­ a ser considerado o nome mais forte da noite... mas o Burro é só um Burro......
    Por muito feliz que seja a ideia de ouvir ao vivo aqueles sons latinos da inexplicavelmente relax-hipnotizante "Greek Song", o Burro não arrisca........ nem petisca........
    Ouve lá tu agora também ó Rufus, porque é que não vieste mas foi ao CCB aqui há uns meses como se tinha falado? Sabes no que é que te vais meter ali no meio da mosquitada e daquela macacada toda? Tá bem, és rapaz novo, mas tens pinta de ser fino demais para aquela confusão, pá! Deixa isso para nós, Burros. Mas pronto já que te meteste nisso, não se fala mais no assunto, e agora arranja mas é aí­ uns contactos para voltares cá à  Aula Magna lá para o final do ano. O Burro vai andando.

    Orelhas de Burro ouvem:

    sexta-feira, julho 18, 2003

    o Burro gostava de ter visto...



    Depois de (involutariamente) se terem confundido várias famílias, esclarece-se que na foto acima figura o senhor a quem se dedicam os posts que se seguem e não sua excelência, o Burro.

    quinta-feira, julho 17, 2003

    ONDE A TANGUETA E O SONGWRITING SE CRUZAM

    Em construção.......


    Tangueta - substantivo feminino de cariz musical utilizado pelo Burro e seus amigos para designar um determinado estilo de música, cuja principal (e obrigatória) característica consiste na utilização de uma voz melódica, límpida e extra-suave, pelo que se deduz desde já que a Tangueta não é um estilo livre de ser praticado por qualquer um. Para além disso, no caso de um artista iluminado querer elevar uma canção sua ao estatuto Muito Tangueta terá necessariamente de cumprir mais alguns requisito: não levantar a voz, tocar harmónica sempre que possível (muito importante) e banjo uma vez ou outra; e dedicar alguns versos a Pa Pa Pa's, La La La's e Oooo Oooo Oooo's - a la Brian Wilson - para facilitar o trauteamento das canções. Há mais especificidades a ter em conta, que o Burro se encarregará de publicar aqui no Estábulo, assim que possível. Para melhor se compreender o alcance da Tangueta, a exposição será feita em contraposição com outro estilo muito apreciado pelo Burro, que é o Songwriting.


    Orelhas de Burro ouvem:


    Muito Tangueta