nesta altura do campeonato, mais do que eu perder um quilo
ou dois, deixa-me mais feliz ouvir uma vizinha dizer que a bobina está mais
magrinha. eu que estou com ela diariamente, raramente noto o adelgaçar do lombo
da pequenita, porque continua a apertar pneus por todo o lado. ainda assim, é
sempre bom que à vista desarmada se note que está mais magra, por pouco que
seja, porque os esforços nesse sentido têm sido hercúleos. em linguagem
moderna, sai um like para a bobina.
terça-feira, janeiro 17, 2012
segunda-feira, janeiro 16, 2012
a bobina e os outros
a bobina está a fazer-se uma cadela calma e introspetiva,
quando rodeada por muitos da sua espécie. sempre foi destemida, e ainda é, que
fique bem claro. no entanto, ao chegar à praia e encontrar o areal com três
cães por metro quadrado, a postura social da bobina transforma-se por completo.
em vez de ir ter com os amigos a correr desenfreadamente, como outrora, a
bobina prefere nesta fase observá-los de longe, tranquila e segura, atrás das
pernas da dona. já lá vai o tempo em que mal via um cão nas redondezas metia o
turbo e ai de quem se atravessasse no caminho. do alto seus quatro ou cinco
anos, vemos uma bobina bem diferente, do que aquela que acolhemos com um ou
dois anos. está feita uma senhora.
é claro que quando encontra o areal vazio, à sua inteira
disposição, parece a mesma de sempre. corre, corre, corre e só para quando se
lembra de que a dona pode não ir atrás dela à mesma velocidade. esperta. depois
de verificar que ainda tem a dona no campo de visão, segue viagem. isso quando
eu não lhe troco as voltas e começo a andar em sentido contrário. aí é ve-la no
seu melhor sprint em direção às minhas pernas. uma atleta, ainda que com peso a
mais para a altura.
segunda-feira, janeiro 02, 2012
regresso às aulas
a bobina passou a temporada das festas quentinha, gordinha e
com mimo para dar e vender. no dia de regresso ao trabalho, depois de umas
semanas em que o tempo e a realidade parecem ter parado, a bobina foi
confrontada com a obrigatoriedade da retoma da rotina e dos horários rigorosos.
era vê-la hoje de manhã, noite escura ainda, a implorar com os olhos ainda mei
fechados e com a passada lentinha, para não ir à rua tão cedo. irreconhecível.
passeou durante 20 minutos a passo de caracol, rosnou e ladrou com unhas e
dentes a um de seus pares que se aproximou dela com a melhor das intenções, e
não fez nem xixi nem cocó, calculo que em modo de protesto. pata terminar, ao
contrário dos restantes dias do ano em que a bobina demora cerca de 10 minutos
a fazer um trajeto de um minuto no regresso a casa, hoje provou pelas
próprias patinhas que a rua se sobe realmente num minuto. chegada a casa, cama
com ela. presumo que por lá ficatá até o sol brilhar, altura em que poderá
avistar-se a bobina estendida em cima da mesa, ferrada a dormir ao
sol. hoje foi um dos dias em que secretamente desejei ser uma bobina e
regressar à cama depois do pequeno almoço.
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