domingo, dezembro 18, 2011

uma bobina feliz com a crise


a bobina anda feliz da vida com a dona de férias em casa. a alegria da pequenita está espelhada nos olhos bem abertos e brilhantes que ostenta, mais ainda do que de costume, rua fora. outra prova do estado de felicidade da bobina é que por estes dias tem brincado mais com a coleção de pequenos peluches que já armazena ao lado da cama dela, do que em toda a sua vida cá em casa. há bonecada espalhada por todos os cantos. e mal me viro, lá está ela saltitando pela casa com mais um peluche na boca. larga-os no chão, olha-os nos olhos e volta a abocanhá-los de um salto, voltando aos saltinhos de um lado para o outro. brinca com todos, um de cada vez, dá gosto de ver. e assim, quem se importa de não ter como ir de férias para ali ou para acoli?

bobina no forno


diz que a bobina está pronta, prontinha, para ir para o forno este natal. o comentário perspicaz vem de duas senhoras, séniores, que se cruzam connosco em frente ao girassol. despedem-se entretanto, não sem antes referir que, para além de rechonchuda, a bobina está linda. quem é que precisa de peru na consoada quando se tem uma bobina linda como esta! e pelos vistos as corridas regulares pela praia não há meio de começarem a dar o ar da sua graça no lombinho da bobina...

sábado, dezembro 10, 2011

a sono solto


para compensar as tardes de árduo exercício físico, a bobina tirou o dia de hoje para descansar os músculos e pôr o sono em dia, presumo eu... será que sabe que é sábado? passa da uma da tarde e a pequenita ainda nem deu sinais de querer ir à rua. comeu à hora do costume, seis da manhã, e voltou para a cama. entretanto, já dormiu na cama dela, na minha e agora está enrolada no sofá, no cantinho dela. por este andar, tenho impressão que hoje ao fim da tarde temos nova sessão de jogging na praia. ou isso, ou vai haver escavações noturnas no quintal outra vez.

no jardim da estrela com os patos


diz que bobina tem genes de caça. que devia ser usada para entrar nas tocas e andar no meio dos arbustos, dada a sua constituição rasteirinha e agilidade e fuçanguice naturais. ontem a bobina teve uma tarde daquilo que se depender de mim será para sempre o mais parecido que terá de um dia de caça.

à solta no jardim da estrela, a bobina andou livremente atrás dos pombos e dos patos durante um bom bocado. aguardei que a qualquer momento um segurança do jardim me viesse prender a mim ou apreender a cadela, mas a bobina andava tão satisfeita atrás da bicharada, que arrisquei a minha sorte e deixei-a andar à volta do lago. foi realmente uma sorte ela não ter caído dentro de água, nem ter esquecido por um minuto que tem um medo tremendo da água. foi lá que os patos se refugiaram todos, ao avistar as rápidas patinhas da bobina por ali fora.

nem sinal de segurança durante todo o xinfrim dos patos em fuga da bobina. apenas uma senhora se mostrou muito incomodada, e defensora convicta do bem-estar dos patos. tenho de lhe dar razão, e dei, acabei foi por constatar mais uma vez que há muita gente que graves problemas de comunicação e um nível de agressividade assustador. e continuo sem perceber por que raio esteve a senhora a conter tanta indignação durante tanto tempo, para se manifestar apenas no momento em que me viu prender a bobina...

bobina e os grandes


depois de uma escavação noturna que a bobina levou a cabo no quintal uma destas noites, lá pelas duas, três da manhã, decidi que estava na altura de voltar a um novo plano treino para a cansar o suficiente para que não voltasse a brincar ao bob, o construtor, de mandrugada, no nosso quintal.

resultado: há três dias que a bobina tem corrido cerca de 45 minutos na praia, ao fim do dia. o frio não tem ajudado, tem custado horrores sair de casa com destino à praia, já de noite, e as mãos e os pés geladinhos. felizmente, a chuva tem dado tréguas, e vedade seja dita, assim que solto a bobina e a vejo correr disparada em direção ao infinito com as patinhas e o focinho na areia, o frio torna-se mais fácil de suportar. até porque para a cansar acabo por andar também eu a correr à beira mar.

o melhor de tudo, é que nestas correrias, a bobina tem brincado com outros cães na praia. o ponto alto da sociabilização aconteceu um dia destes, em que assistimos a um verdadeiro milagre. a bobina, que ladra sem parar a cães de grande porte desde o dia que uma cadela gigante lhe deu uma dentada na coxa, brincou de igual para igual com um golden retriever. assim quatro ou cinco vezes maior do que ela.

quando vi o cão a correr lá ao funo, tipo cavalo a galope, na nossa direção, temi pela minha vida. sim, porque eu é que iria ter de separar os pequenitos de uma luta de cães, visto que o dono do golden retriever estava ao telemóvel a uns bons 500m de distância. para não piorar a situação, e passar o meu pânico à bobina, afastei-me calmamente, como se nada fosse, não sei antes a alertar para o "cãozinho amigo" que ali vinha.

ela topou-o e ficou em estado de alerta a vê-lo aproximar-se. qual não é o meu espanto quando olho para trás e vejo os dois a desafiarem-se um ao outro para uma boa correria! e assim foi. correram e brincaram os dois até cairem para o lado de cansaço. literalmente. a brincadeira acabou quando o golden retriever se desorientou numa finta que fez à bobina, e lhe caiu em cima do lombo com os seus bons 40 quilos. guincho histérico imediato da bobina, que sem demoras mostrou os dentes ao outro. fim da brincadeira. cada um para seu lado. a bobina, rodas baixas, visivelmente exausta. o outro, perna longa, a correr que nem um cavalo a galope, como se nada se tivesse passado.