terça-feira, maio 31, 2011

eu vou, tu vais, ela vai... vamos!

a esperteza saloia da bobina chega ao ponto de:


quando estou no sofá e ela não me larga porque quer alguma coisa - e acreditem que ela pode ser bem insistente com patinhas, lambidelas e saltos para a minha barriga -, tento safar-me dos pequenitos ataques dizendo coisas como:

«- bobina! vai beber água!» ou
«- bobina! vai lá fora!»


nada resulta, nada a faz sair do sofá se eu não for atrás. a não ser que... e reparem na especificidade da aprendizagem dos pormonores da língua portuguesa desta cadela... a não ser que... eu faça uma ligeira alteração na frase.


Se em vez das formas anteriores, eu disser à bobina:


«- bobina! VAMOS beber água!» ou

«- bobina! VAMOS lá fora!»


salta imediatamente do sofá, de cima de mim, de onde quer que seja! é instantâneo! abençoado plural.

sexta-feira, maio 27, 2011

do calor...

o calor na rua às cinco da tarde é de tal ordem, que a bobina opta por deitar-se debaixo do banco de jardim, à sombra, onde segundos antes eu optei por sentar-me. à noite, pela fresca, a história será outra, como habitualmente.

update semanal...

últimos dias marcados por concertos, petiscos, chamadas anónimas, insectos, aloes, e muuiiita falta de paciência para pessoas que são uma perda de tempo.

nova tentativa natural...

na luta contra o uso da cortisona no tratamento das alergias, a bobina está em fase de testes no que toca aos poderes milagrosos do aloes. diz que é do melhor que há no tratatamento de alergias da pele. para já, não houve reação negativa por parte da barriga da bobina e parece que até aliviou as comichões durante umas boas horas. aguardamos pelos resultados dos próximos dias. se o saldo for positivo, vou tornar-me na maior consumidora nacional de aloes, quem sabe até me dedicarei ao cultivo. bobina, por favor, colabora.

segunda-feira, maio 23, 2011

raios e trovões...

descobir recentemente, graças às minhas simpáticas vizinhas, que a bobina quando está sozinha em casa tem medo da trovoada. não parece nada de extraordinário, visto que a maioria dos cães fica em pânico perante o barulho dos trovões. a novidade aqui é que em quase três anos de bobina cá em casa, nunca tal reação se tinha manifestado. a bobina tem passado por trovoadas bem barulhentas, sem pestanejar e sem dar mostras de estar sequer a ouvir o barulho do céu a desmontar-se aos bocados lá fora. impávida e serena.

durante a trovoada da semana passada, a bobina ficou sozinha em casa, enquanto a dona se presenteava com um prato de caracóis e outros petiscos numa cervejaria aqui na rua. no dia seguinte, duas vizinhas que nos encontraram num dos passeios do dia, dirigiram-se à bobina muito preocupadas, interrogando-a se estava melhor.

eu, traumatizada com as alergias da pequenita, pensei que se referiam às intermináveis comichões. pois que não. as senhoras estavam preocupadas porque durante a trovoada, a bobina uivou, chorou, ladrou, fez trinta por uma linha no quintal, e só acalmou quando as simpáticas senhoras começaram a falar com ela.

nessa noite, voltou a trovejar de madrugada. a bobina, que dorme de olhos abertos, nem sequer acordou com um trovão de tal maneira estridente, que me acordou a mim, que durmo de olhos fechados.

vida animal...

a minha casa foi assaltada este fim de semana por formigas às centenas. ainda estou para perceber o que viram na minha banheira... e ainda estou para perceber por onde entraram. o melhor de tudo é que as formigas estão mais resistentes do que nunca. já encharquei todas as possíveis portas de entrada para a família formiga com um produto apropriado, que diz que é do melhr que há, e continuo a vê-las a passear no meio dos champôs e dos cremes. que elas sabem nadar melhor que muitos de nós já eu sabia, agora que resistem a biokills, baygons, raids e assim, é novidade para mim.


tirando isso, as aranhas continuam a entrar pela janela. os parentes do homem-aranha preferem alojar-se, não na casa de banho, mas entre os meus lençois e no edredon. a ideia talvez pareça assustadora, mas p'raí à quinta aranha que me picou e que encontrei a navegar nos lençóis deixei de as encarar como intrusas.


aguardo ansiosamente pela chegada das melgas e das moscas.

segunda-feira, maio 09, 2011

a semana com o pé direito...

na ressaca de um fim de semana... como dizer... "atribulado", vá... sim, atribulado, já dei início ao que penso se vá tornar ao longo do dia numa série de enganos, esquecimentos, azares, pés torcidos, gaffes, chaves perdidas, o que lhe quiserem chamar, porque certamente vai haver de tudo.

ainda antes das oito e meia da manhã, já consegui apagar uma página inteira de emails de trabalho - a dos mais recentes, claro está - e como se isso não bastasse, como não gosto nada de lixo acumulado, apaguei-os também da pasta dos "deleted items" sem me aperceber de nada. só no regresso à "inbox" reparei que o primeiro email que ocupa orgulhosamente o primeiro lugar, tem já data de meio da semana passada.

não há-de ser nada...

segunda-feira, maio 02, 2011

relva proibida...

as alergias da bobina estão a ganhar proporções preocupantes. diz que a pequenita é alérgica à relva. diz também que se continuarmos a cumprir os protocolos de rotina que inserimos na nossa rotina recentemente, a coisa pode vir a estar controlada, porque a acupuntura vai ajudar a melhorar as defesas. ou melhor, vai diminuir a intensidade das reações alérgicas demonstradas até aqui na pelo da bobina.

a primeira sessão de acupuntura correu bem, diz a vet. pela parte que me toca, nunca vi a bobina tremer tanto. é mariquinhas, recorde-se. tremia mais por antecipação do que pela própria picada da agulha, que, diga-se de passagem, quase nem as sentia. foi um filme para lhe colocar as agulhas, e outro filme para a manter quieta 15 minutos com as agulhas espetadas para os pontos chave serem pressionados.

no final da sessão, havia agulhas para a troca no chão, no sofá e na minha camisola.

próximo passo: descobrir o que vou fazer à relva que temos cá em casa, e o que pôr no lugar dela. areia é o aconselhado, mas só de imaginar que quando chover a areia molhada vem toda agarrada às patinhas da bobina para dentro de casa, só me apetece deixar apenas duas placas de cimento no quintal.

é só o começo...

domingo, maio 01, 2011

de regresso a casa...

e sem que ninguém desse mais nada pela dieta da bobina, eis que inadvertidamente a pequenita recuperou o ar franzinho e frágil, com que deu à costa há quase três anos, e está de novo com o lombinho esguio e de queixo fino.


a bobina esteve quatro dias sob os atenciosos cuidados da avó, que generosamente se disponibilizou para vir tomar conta da neta de cabelo comprido para a nossa casa. tudo correu pelo melhor. pelo menos, tudo aquilo que pode ser controlado, ou seja, as rotinas. de resto, falhou o apetite da bobina. a pequenita de apetite insaciável, glutona e sempre à espera de mais uma migalhinha, rejeitou a ração todas as manhãs.


os relatos da avó deram conta de uma bobina murchinha e de olhos tristes nos primeiros dias. as saudades são tramadas. depois, parece que arrebitou, mas mesmo assim, continuou a deixar a comida no prato de manhã.


o reencontro foi emocionante, como habitualmente. uma alegria tão genuína, que chega a ser comovente, e que continua a deixar-me de queixo caído de cada vez que se manifesta, pela ternura e a genuinidade de sentimentos que um animal consegue demonstrar, sem filtros de qualquer espécie. anos luz de distância daquilo a que nós, ditos seres racionais, conseguimos chegar. talvez seja por isso que nos classificamos como racionais. a bobina é emoção pura.


depois de me ter arranhado cada centímetro de pele à vista com os saltos que deu para cima de mim, e de me ter lambido a cara, as mãos e os braços minutos a fio, a bobina foi comer. limpou a taça e pediu mais ao jantar. a dona está em casa.