segunda-feira, novembro 29, 2010
sexta-feira, novembro 26, 2010
vá lá senhora...
a música que mais se entranha por estes dias. a bobina também dança, mas só ao fim de semana, que nos outros dias tem de se levantar cedo para acordar a dona...
manhãs noctívagas...
parece que o cheiro a bolo lá em casa despertou a bobina mais cedo do que o habitual. desperta que nem um alho logo às cinco da matina... hoje sem meias medidas e depois de várias, mas curtas, tentativas de dormir mais um bocadinho, lambeu-me as mãos, a cara, enfiou-me o focinho no pescoço e, já em estado de desespero, atirou-se para cima de mim de chapão e ali ficou, imagino que super confortável dado o estado de quietude em que permaneceu. o único barulho que se ouvia era o toc toc toc do rabo a abanar. posto isto, senhores, quem é que consegue ignorar tanta alegria num dia (de noite!) de frio como este?!? e agora lá estará ela a dormir, quentinha, de papo cheio, de boa vida. e a dona? ah pois...
quinta-feira, novembro 25, 2010
bobina faz um bolo...
num acesso misto de dona de casa e solidariedade para com as minhas vizinhas, que fazem chover bolacha maria no meu quintal, para que a bobina nunca deixe de ser uma foca, decidi fazer um boblo de chocolate para lhes oferecer em nome da pequenita. toca de comprar todos os ingredientes no pingo doce mais próximo, que cá em casa açúcar e farinha, por exemplo, são coisas que não existem. já do chocolate não se poderá dizer o mesmo.
tudo a postos, receita em cima da mesa, e aqui vamos nós. sujei as mãos com os ovos e a manteiga, a cara com chocolate (nao sei como foi lá parar!), tudo bem misturadinho, tudo perfeito, e aqui vai o bolo para o forno na forma de bolo inglês bem untadinha para no fim não fique agarrado metade do bolo.
depois do lava-loiça inundado com metade da vista alegre de plástico cá de casa, suja de chocolate, vou finalmente pôr o bolo no forno. e é aqui que a porca torce o rabo. tudo poderia ter corrido mal neste processo, menos isto! convém esclarecer que o meu forno é um mini-forno. é o ferrari dos mini-fornos, mas não deixa de ser... mini. constato então na hora h que a forma do bolo não cabe no forno! depois de a virar dez vezes de um lado para o outro - as hipóteses também não são muitas - tive de me convencer de que a forma nunca iria caber no forno. ou seja, o bolo ficou a cozer com a porta do forno meio aberta. resultado, quando o desenformei não é de estranhar que se tenha desmachado tudo em cima do prato. com um aspecto magnífico e um cheirinho que não tentarei descrever por palavras. mas desmanchado... e agora as vizinhas? e o que faço eu agora com um bolo de chocolate-mousse desmanchado ali desamparado na cozinha? hummm?
quarta-feira, novembro 24, 2010
toys r us...
começo a achar que a bobina tem uma vida secreta a decorrer nas horas em que estou fora de casa. faço todos os possíveis para a deixar sozinha o menos possível, porque acho sempre que ela está aqui sozinha, aborrecida, à minha espera, para que possa viver os melhores momentos do seu dia. hoje, não foi excepção. desisti de ir ao cinema para vir para casa a tempo e horas de a levar a correr ainda de dia, visto que a chuva deu tréguas, e as patinhas da bobina já andavam a pedir para se esticar livremente há uns dias.
ao chegar ao quintal, vejo que em vez de bolacha maria, esta tarde choveram brinquedos lá fora. duas bolinhas estilo anti-stress - das que a bobina não resiste e não descansa enquanto não lhes vê o recheio -, um bebé de borracha perfeito para o focinho dela, e um telemóvel de peluche com patinhas e bracinhos e um sorriso encantador, que durará apenas o tempo da bobina lhe comer um olho ou outro.
a frustração estampa-se na minha cara quando ao dizer à bobina a frase mágica "vamos à rua", ela em vez de se dirigir para mim a abanar o rabo em direção à porta, correu para a cama dela com o tal telemóvel na boca, pronta para ali ficar entretida e satisfeita. que afronta! ainda assim, veio à rua que foi uma maravilha. correu que nem uma atleta de alta velocidade, e portou-se que nem uma campeã, ao cruzar-se com um labrador grande que só visto, sem a guinchadeira habitual. cumprimentaram-se e seguiram caminho. e assim confirmo a minha suspeita de que a bobina só faz cair este mundo e o outro, quando se cruza com cães "grandes", quando está presa. deve sentir-se impedida de se defender. vamos tratar disso bobina. temos todo o tempo do mundo.
terça-feira, novembro 23, 2010
a ternura das 4 patinhas...
a bobina tem verdadeiros momentos de ternura. uma ternura tão grande, que lhe vale conseguir tudo o que quer. talvez ela tenha consciência disso, mas eu como acho que não, cedo quase sempre convencida de que tenho aqui a cadela mais linda do mundo.
esta manhã, a bobina acordou cheia de energia às seis em ponto. tinha fome, claro está. veio deitar-se ao meu lado, como de costume, de mansinho mas aos encontrões - esta ninguém me tira da cabeça que ela faz de propósito - até se aninhar à sua maneira. geralmente fica meio em cima de mim e meio em cima da cama, pelo que nao acredito que possa realmente estar confortável, e só se deixe ali estar para ver se eu me mexo. assim acontece.
assim que me mexi, começaram as lambidelas desenfreadas. mandei-a dormir mais um bocadinho, e com alguma dificuldade ela assim fingiu fazer. deitou-se novamente, pois deitou, mas não na cama dela. ali ficou, ao meu lado. depois de ter apanhado a minha mão direita de fora do edredon, deitou o focinho e uma patinha em cima da minha mão e ali ficou, quietinha, quietinha, até não aguentar mais e desatar a lamber-me a mão até eu lhe dar sinal verde para se atirar de vez para cima de mim. e assim conteceu. assim se contam os primeiros momentos do meu dia de hoje.
back down south...
em homenagem aos encantos do sul, que os vai havendo, pois vai. com esta na cabeça, bem que podem continuar a suceder-se as alegrias do trabalho pelo resto do dia, que é ver se me importo. é tudo tão ridículo ao pé desta paz de espírito. até a tempestade que se faz sentir lá fora.
sexta-feira, novembro 19, 2010
raindogs...
já me tinha esquecido da aventura em que se pode tornar um passeio com a bobina num de chuva iminente. saímos descontraidamente de casa depois de confirmar que a chuva finalmente decidiu dar tréguas ao fim de algumas horas sem parar. como o simples facto da chuva ter parado é tão maravilhoso, nem sequer nos ocorre que pode ser sol (também não pedimos tanto) de pouca dura. depois de atravessadas algumas poças de água e alguns relvados, a barriga baixinha e as patas da bobina estão encharcadas. não esquecendo o focinho, que também vai sempre colado ao chão. a destemida bobina não se deixa intimidar pela água, mas vai-se sacudindo pelo caminho de tempos a tempos para libertar parte dos restos da chuva que se lhe acumulam no pêlo. tudo controlado. ou quase tudo...
eis que quando já ninguém se lembrava que a água também podia vir de cima, cai uma carga d'água que não tem explicação. a reação da bobina é correr. ninguém sabe bem para onde, mas é correr. ela sabe, pelo menos, que tem de sair dali. procuramos umas arcadas e ali permanecemos à espera que a chuva passe. não passou. resultado, corrida para casa debaixo de chuva. acho que nos molhámos mais a chapinhar nas poças do que propriamente com a chuva, por que de noite ninguém vê onde põe os pés, mas é inevitável correr quando vemos o céu a cair-nos em cima.
depois da chegada a casa, vem a melhor parte. a bobina fica extremamente nervosa (mais do que o habitual) quando chega a um local seco, estanto ela com a sensação de que acabou de sair da máquina de lavar. guincha, abana-se, sacode-se, sobe até ao último andar do prédio e volta a descer a alta velocidade. faz uma coisa muito boa que é sacudir-se encostada à porta dos vizinhos, o que faz com alguns venham à porta ver quem é, dada a força com que a cauda da pequenita abana contra as portas de madeira. a coisa melhora quando entra pela casa dos vizinhos adentro, com as patinhas... enfim... naquele estado.
o melhor fica sempre para o fim: o aroma a cão molhado pela casa fora!
quinta-feira, novembro 18, 2010
toda a verdade...
vamos assumir que a bobina:
- é ansiosa/ nervosa por natureza, e não por algum trauma fruto do abandono;
- foi abandonada, não há volta a dar, mas tão depressa encontrou quem a acolhesse, que nem se apercebeu do que aconteceu;
- não conserva réstia de liagação aos eventuais "donos" anteriores;
- vê em mim "a dona";
- tem por mim uma devoção sem fim;
- não se sente segura nem tranquila quando entregue aos cuidados de qualquer pessoa na ausência da dona;
- sente-se segura e tranquila quando entregue aos cuidados da avó raquel, em casa dela (da bobina);
vamos assumir tudo isto, para que eu possa compreender pelo menos um bocadinho por que carga d'água, veio esta encomenda parar à minha vida. há dias em que me dá para pensar nisto. eu cá arranjo as minhas conclusões...
- é ansiosa/ nervosa por natureza, e não por algum trauma fruto do abandono;
- foi abandonada, não há volta a dar, mas tão depressa encontrou quem a acolhesse, que nem se apercebeu do que aconteceu;
- não conserva réstia de liagação aos eventuais "donos" anteriores;
- vê em mim "a dona";
- tem por mim uma devoção sem fim;
- não se sente segura nem tranquila quando entregue aos cuidados de qualquer pessoa na ausência da dona;
- sente-se segura e tranquila quando entregue aos cuidados da avó raquel, em casa dela (da bobina);
vamos assumir tudo isto, para que eu possa compreender pelo menos um bocadinho por que carga d'água, veio esta encomenda parar à minha vida. há dias em que me dá para pensar nisto. eu cá arranjo as minhas conclusões...
lucky me...
verdade seja dita, a bobina só me chateia, propositadamente, por duas coisas: comer e ir à rua. de resto, tenho uma sorte dos diabos com a pequenita que me saiu na rifa. depois de transformados os seus desejos em ordens, é vê-la escolher o melhor poiso cá da casa, enrolar-se bem enroladinha, e lá vai de mais uma sestazinha de papo cheio. é ou não é uma maravilha?
as good as it gets...
os arcade fire atuariam hoje no pavilhão atlântico, se não fosse aquela trapalhada toda chamada nato. por aqui, marcarão presença em discos ao longo do dia para compensar a desilusão. para isso ainda ninguém nos pede identificação.
quarta-feira, novembro 17, 2010
a popularidade estende-se aos talhos...
ainda a propósito do olhar pedinchas do post anterior... até os talhantes aqui do bairro se rendem aos encantos da bobina. oferecem-lhe ossinhos do melhor que há, que é como quem diz, rótulas de vaca, essenciais para que as dentolas da bobina se mantenham fortes, branquinhas e sem tártaro. amanhã, já tem uma à espera dela no talho da av. uruguai. assim ao menos vai estar entretida uma hora ou duas a roer o osso e não pede ração!
a bobina com um ratinho no estômago...
a bobina está novamente a ficar cada vez mais parecida com uma foca. tem os bigodes, a anca larga, o lombinho robusto, e abana-se como tal quando está contente. pode dizer-se que está a armazenar para o frio do inverno, que, só por acaso, é coisa que eu acho que ela não sabe o que é. já estamos a tentar racionar a comida, mas não é fácil quando a foca em questão tem um apetite de leão, e não há ração que ela deixe a arrefecer no prato. marcha de salmão, de frango, de borrego, e o que mais houver, o importante é estar no prato à hora marcada.
e não é fácil, sobretudo, porque o olhar da bobina no momento da pedinchice é altamente estudado para não dar hipótese, nem ao dono mais insensível... o espetáculo na cozinha da avó glória é este:
escusado será dizer, que a bobina já tem a barriga cheia. tudo isto é gulodice e consciência de que a este olhar ninguém escapa sem enviar qualquer coisinha para o chão.
sexta-feira, novembro 12, 2010
dress code: black!
a semana a chegar ao fim da melhor maneira. o corpinho já vai reclamando por descanso, depois da azáfama boémia dos últimos dias. interpol de regresso a lisboa depois de um coliseu esgotado há uns anos. enjoy!
quinta-feira, novembro 11, 2010
o alívio... de papo para o ar!
já não via a bobina dormir tranquilamente de barriga para o ar há uns bons dias. acho que desde que as comichões voltaram a atacar em força, e a pequenita nem descansada dormia. eu, que não posso dormir de barriga para o ar sob pena de ter terríficos pesadelos, nunca pensei que me deixasse tão feliz ver aquela barriguinha ali ao léu, e as patinhas penduradas, uma para cada lado.
a injeção desta tarde já deve estar a atuar, e assim dizemos adeus a pouco e pouco ao atarax de manhã e à noite.
surfing the sore throat...
tento enganar a dor de garganta que se instalou, de forma desconfortável, próximo das minhas amígdalas, durante a noite passada, com mais uma música dos the drums. como passa ali pertinho delas tudo o que digo, espero que estejam bem conscientes que de extrema importância que eu esteja de boa saúde este fim de semana, a começar já pelo dia de amanhã. amig(dal)as?
prometo chá de limão com mel e, em separado, bochechar com água morna temperada com sal grosso, para dar já andamento ao que quer que se avizinha.
let's go!
prometo chá de limão com mel e, em separado, bochechar com água morna temperada com sal grosso, para dar já andamento ao que quer que se avizinha.
let's go!
relatório médico...
nos quase dois anos e meio há que tem o prazer da minha companhia, tenho impressão que a bobina já foi mais vezes ao médico e já levou mais injeções do que eu em toda a minha vida. também ainda não tenho propriamente 70 anos, mas já lá vão alguns. curiosamente, diz que já lá vão tantos quantos os que a bobina tem, se convertermos os quatro aninhos dela da escala canina para a humana. deve ser por isso que nos damos tão bem.
depois de quinze dias a enganar as comichões com anti-histamínicos enrolados em fiambre (o positivo nisto, é que a bobina agora associa o barulho de tirar um comprimido da embalagem, ao fiambre), a pequenita voltou a piorar, sabe-se lá porquê, e já não aguentava dez minutos sem se agarrar com unhas e dentes ao seu lombinho. resultados, crostas aqui e ali, que são o princípio do desastre total naquela pele sensível.
solução: injecção com efeito anti-inflamatório com a validade de 15 dias a um mês. não tem o efeito tão imediato como a cortisona, mas tem a vantagem de não ser cortisona e ponto final. para já o assunto parece estar resolvido. queria só deixar um recado da bobina para as pulgas que nos lêem: vão chatear outra, por favor!
forever and ever amen...
esta já por aqui passou, regressa agora porque para além de ser a canção perfeita para esquecer tudo à volta quando é preciso e viajar para outras paragens num abrir e fechar de olhos, passará hoje com certeza pelo palco do lux, com lotação esgotada na plateia. no alive portaram-se à altura dos maiores.
quarta-feira, novembro 10, 2010
sorrisos pepsodent...

em mais um dia de dentista (para já é o último, até a próxima cárie se formar), eis que descubro que frequento a mesma clínica ortodôntica (assim parece mais sério) do que o ilustre júlio isidro e sua esposa. as filhas não tenho a certeza, mas provavelmente também. assim sendo, não entendo porque só o tio júlio tem um sorriso aberto. como o meu. com os cumprimentos do dr. olívio e da dra. marta. levam-nos as poupanças, mas não há concorrência possível.
em dia NÃO no trabalho, estive vai não vai para lhe pedir que lançasse a minha carreira (seja ela qual for...) ali mesmo na sala de espera do consultório. mais uma vez, a coragem foi-se com as cáries.
ah! a foto gamei do site da caras... não tinha nas minhas imagens nenhuma foto da família isidro.
para hoje...
enquanto os músculos não arrefecem da festa de ontem dos !!! no lux, o melhor é não perder a embalagem e seguir para os vampire weekend. até a semana passa mais depressa. viva londres por uma semana!
mais hábitos...
sempre que saio à noite, a bobina insiste em dormir na minha cama. ao meu lado, ou completamente encostada a mim. nas três singelas horas que sobraram esta noite para descanso do pessoal, ainda fui brindada com um focinho frio estampado na minha cara, a meio do sono. tentei ignorar, sem sucesso, porque de seguida levei duas lambidelas bem dadas em cheio, da boca até ao nariz. queria festas. mandei-a para a cama dela, foi deitar-se em cima das minhas pernas. assim como assim, já eram cinco da manhã, hora a que tal hábito tem decorrido com normalidade.
terça-feira, novembro 09, 2010
outros hábitos...
o poder de persuasão da bobina é isto: começa por se sentar lá ao fundo da sala, qual cão de loiça, a olhar para mim. não se mexe, não ladra, não pestaneja, não nada. eu não reajo. passados uns minutos deita-se na cama dela. olhos bem abertos, os mesmos gestos. não se mexe, não pestaneja, não ladra, não nada. mais alguns minutos e vem sentar-se, outra vez encarnando o cão de loiça à frente do sofá, com o focinho encostado, de olhos postos em mim. a mesma postura de esfinge.
mais uns tantos tic tacs no relógio e salta para o sofá, onde se deita ao meu lado, impávida e serena de olhos postos em mim, agora em pose de sereia. se mesmo assim não lhe dou o que ela quer - comidinha fora de horas, só naquela de petiscar porque o pequeno almoço já vai longe e até já foi depositado num saquinho de plástico no caixote do lixo do jardim do cimo da rua - eis que recorre ao plano b: primeiro assenta bem o focinho em cima da minha mão mais próximo e ataca-a de lambidelas, depois respira fundo já com o focinho bem arrumado e instalado em cima do teclado, mais uma vez de olhos bem abertos, especada, na minha direcção.
em 80% dos casos eu cedo quando o focinho assenta no teclado e vai dum biscoito ou outro. nos outros 20%, dias em que não me vendo por uns olhinhos bonitos e fiteirinhos, a bobina deita-se ao leu lado, a dormir, à espera. ou isso, ou passado cinco minutos está com a patinha em cima do meu braço a emitir sons de muito mimo - eu sei, a culpa é minha - como se fosse uma infeliz a quem ninguém dá festas, nem comida, nem atenção. 'tadinha... nesta fase ela ganha sempre, sou uma vergonha.
escusado será dizer que enquanto termino estas linhas, a bobina já está a petiscar a rir-se por dentro da moleza da dona.
sleeping habits...
a bobina tem um novo hábito, começou na semana passada e não tem falhado um dia. passa a noite por sua conta e risco, na cama dela, no sofá, no banquinho, na cozinha, ela escolhe e vai variando. qualquer que seja a escolha, certinho é que por estes dias, por volta das cinco da matina, salta para cima da minha cama, sem me acordar (é pelo menos essa a intenção dela ahahaha) e deita-se em cima das minhas pernas a dormir a horinha que resta até o despertador dar os bons dias.
segunda-feira, novembro 08, 2010
a preguiça...
depois de uma semana preenchida com uma única, mas árdua missão, seguir a dona, a bobina tirou hoje, em dia de regresso ao trabalho, meu, esta claro de ver, a barriga de misérias de horas de sono. isso e o efeito dos anti-histamínicos que anda a tomar para o problema do costume, vindo das pulgas.
deixei-a na cama dela às sete e tal da manhã e fui encontrá-la no mesmo sítio às quatro da tarde, na chegada a casa. a preguiça foi tanta que nem se deu ao trabalho de pôr as patas no quintal. nem a bexiga apertou! está claro que por esta hora, a boa da pequenita está mais interessada em ir à rua uma vez a seguir à outra, e quem é que lhe explica que a chuva não ajuda aos passeios? lá vamos nós pôr o focinho de fora outra vez e repetir vezes sem conta que está a chover. um dia a bobina apreende o conceito de chuva e tudo ficará mais fácil nos invernos.
it must be...
esta semana parece que vivemos em londres. entre outras coisas, temos !!!, vampire weekend, the drums e interpol.
needles and pins...
descobri hoje que frequento a mesma clínica de acupunctura que a fátima lopes. a senhora entrou mesmo na hora em que eu efectuava o pagamento dos tratamentos que se avizinham, ou seja, no momento em que dava o ok para ver voar uma pequena fortuna. desculpem a piada fácil, mas confesso que estive a uma unha negra de lhe perguntar se também poderia pagar uma simples conta de acupunctura. mesmo que para isso eu tivesse de fazer alguma habilidade que envolvesse agulhas afiadinhas e bolos de chantilly.
a falta de coragem passou-me a perna e sei que vou ficar para sempre arrependida.
domingo, novembro 07, 2010
every breath i take...
ainda hoje, já mais dois anos depois do primeiro encontro, me supreendo e interrogo, mesmo em voz alta, sobre a dedicação e capacidade de renovação diária da ligação que a bobina estabeleceu comigo desde que escolheu vir viver aos meus humildes cuidados.
continuo a tentar aprender como é possível, não só ter, mas sobretudo demonstrar tamanha dedicação. e demosntrá-lo tanto e a toda a hora. há dias em que quase chego a roçar a loucura de tão observada que me sinto. a bobina chega a dividir os dias entre umas boas sestas e olhar para mim. executa as duas tarefas com o mesmo empenho. não se cansa de olhar, especada, não se cansa de me seguir, de esperar por mim, de me lamber as mãos, de me lambuzar a cara. a bobina é isso. a minha sombra, o meu espelho, quase a minha consciência.
hoje foi um desses dias, em que quase desesperei de tão seguida e observada me senti. é um sufoco momentaneo que me corta a respiração, e que não lhe posso explicar. felizmente não lhe posso explicar, que a dona continua ainda muito atrasada nesta aprendizagem, e que continua a precisar de respirar aqui e ali. caso contrário, estragaria tudo mais uma vez, até com a bobina. é verdade que metade do trabalho está feito. sem esta bola de pelo por perto eu já não sei respirar fundo. tem ternura a mais no olhar para ser desiludida. agora... será que algum dia conseguirei chegar ao cinturão com que nascem as bobinas, e que me permitirá ter e demonstrar metade dessa dedicação, de pessoas falando?
sábado, novembro 06, 2010
bad hair moments...
a bobina é uma cadela tão "apessoada" que quando acorda, apresenta alguns sinais idênticos aos dos humanos, leia-se "dona". falo sobretudo do estado do pelo. por mais anos que passem é impossível não sorrir ao ver a bobina com o pelo despenteado desta maneira. parece acabada de sair de uma lavagem automática de carros, sem passar pela secção do brushing. ainda assim, é sempre a mais bonita!
a chamada vida de cão?
vale a pena deixar a bobina subir para o sofá, só para a ver dormir refastelada como se fosse tudo dela (e pensando bem...). neste momento, o espetáculo é este: de barriga para o ar, esticadinha, com uma pata para cada lado. dorme profundamente, nos intervalos vira para um lado, vira para o outro, respira fundo, e uma boa espreguiçadela aqui e ali. tudo esticadinho. e a barriga continua a subir e a descer, tranquilamente. não esquecer o pormenor de que a cabeça está confortavelmente instalada sobre a almofada.
depois desta pequena observação, até o sofá e as almofadas me estão a parecer mais confortáveis. a ilusão ótica tem destas coisas. outra que não percebo, é como é que uma cadelinha dita "tão pequenina" consegue ocupar metade de um sofá quando está deitada ao comprido. tem para má de meio metro, seguramente. e agora vou aqui dar-lhe um encontrão acidental, oh que chatice, para me poder esticar eu no meu sofá. o mais certo é ela depois esticar-se em cima de mim, mas também não se pode ter tudo...
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