terça-feira, agosto 31, 2010

dormir e dormir...

é muito calor para uma cadela só. despedi-me da bobina, que ficou confortavelmente deitada na cama da cozinha, lá pelas 7h30 da manhã. a porta de acesso ao quintal ficou ligeiramente aberta. apenas o suficiente para a bobina meter o focinho e conseguir abrir o resto que precisa para o lombinho passar de um lado para o outro, como acontece diariamente.

assim vou à minha vida, e regresso por volta das 16h, para - qual não é o meu espanto?!?!? - encontrar a pequenita no mesmo sítio onde a deixei, notoriamente afectada por uma preguiça fora do comum. acredito que se tenha levantado para beber água e procurar o fresco do chão de pedra. mas estar até às 16h sem sair para o quintal??? tenho impressão que em dois anos nunca tinha acontecido... e como se não bastasse, continua a dormir pelos cantos. já estou por tudo... ou lhe dá a genica depois da próxima sesta, ou ainda vamos pôr a questão a quem percebe do assunto, que isto nesta criatura não é normal. em absoluto.

cão de guarda...

com o calor que se tem sentido nos últimso dias, a bobina tem saído pouco durante o dia. conta a dona manuela, do 1º andar, que a pequenita nem de casa sai para o quintal quando lhe caem cá abaixo molas da roupa ou peças de roupa - verdadeiros petiscos para a bobina, num dia de temperatura amena. para compensar e contra-balançar energias, à noite é um ver-se-te-avias de correrias e agitação no nosso quintal, já mais pela fresca.

de há umas semanas a esta parte, que a bobina acha que a mesinha de pedra que temos no quintal é uma torre de vigia. depois do passeio da noite, é ali que se abanca. primeiro deitada, para refrescar a barriga, descansar as patinhas e recuperar o fôlego para mais uma sessão de vigia, não vá um gato passar no terreno baldio da frente, ou um melro cair do ninho no quintal ao lado. quem sabe até se a vizinha do lado vem cá fora fumar o seu cigarro. tudo pode acontecer, que a bobina está ali para desatar a ladrar desalmadamente, e atirar-se com unhas e dentes (literalmente) contra o muro para arrancar a vedação que nos separa do baldio.

tem sido isto todas as noites sem excepção. e hoje às 5h da manhã, lá estava ela de novo na sua torre de controlo a dar conta da vedação pela calada, para ver se não levava mais um ralhete desta chata, que não a deixa fazer nada, e que sabe-se lá porquê tentava dormir descansada àquela hora. o que vale é que a pequenita quando está a fazer segurança é tão delicada como um labrador a brincar, e não demorou muito entre o espaço de acordar a dona e levar o dito ralhete para voltar para a cama dela. o que a safa, para além daquele focinho irresistível, é que sabe bem quem é que manda ali.

momento bucólico-pastoril...

a bobina é tão delicada e cheira tanto a rosas que até uma borboleta lhe foi poisar no focinho ontem ao fim da tarde. esta cadela é realmente uma flor... de estufa, mas uma flor.

sexta-feira, agosto 27, 2010

quando o calor aperta...

a bobina, tal como a dona, ainda não teve as chamadas férias de verão. temos estado por cá, a trabalhar como se nada fosse, e a tirar o melhor partido de estar em lisboa por esta altura do ano. de qualquer maneira, enquanto a dona aproveita a praia à tarde, a bobina aproveita-a à noite. ontem, lá foi, pôr as patinhas na areia fresca e fazer uns sprints e umas derrapagens, para inglês ver, ali para os lados de carcavelos. e quem disse que pela noite refresca? a bobina deciciu por sua conta e risco lançar-se para dentro de umas belas poças alojadas entre as rochas, à beira mar. escolheu umas duas ou três e para lá saltou e nadou, à cão como se quer, até só restar um focinho lindo cá fora. etapa seguinte? correr disparada para areia, pois está claro, para se rebolar a ver se a água sai. numa espécie de croquete atómico, deu mais umas voltas à velocidade da luz pelo areal e caiu redonda no meio da praia, focinho enterrado na areia, a descansar uns bons 10 segundos. depois dos espectáculo foi fazer amigos lá para cima, sacudindo-se à vontade do freguês, estrada fora, até secar. e depois do banho, hoje de manhã, está pronta para outra, de pêlo esvoçante e cara lavada outra vez.

quarta-feira, agosto 18, 2010

with a little help...

para ajudar a aguentar o dia... um bálsamo para o infinito.

sexta-feira, agosto 13, 2010

parabéns, oh pequenita!

há dois anitos, era assim...
ainda eu não tinha a mais pequena ideia do tamanho da mudança que uma criaturinha deste tamanho poderia trazer para vida de uma pessoa. continuo a pensar todos os dias, que trazer a bobina para casa foi a melhor decisão que já tomei na minha vida.

quinta-feira, agosto 12, 2010

de cá de dentro...

é mais ou menos um turbilhão igual a este que cá vai dentro, por estes dias. tudo meio desfocado, no mar, em terra e no ar, tudo sem pés nem cabeça, às cores, a ofuscar, como deve ser. diz que é para mergulhar de cabeça.


quarta-feira, agosto 11, 2010

rotinas embaraçosas

deve ser isto que todos os pais sentem quando as crianças fazem aquelas birras, que só visto. a bobina passeia todos os dias (justa excepção feita aos fins-de-semana) às 06h30 da manhã. levo-a ao parque ao pé de casa, fazemos um passeio de 20 minutos, mais coisa menos coisa, consoante a disposição de uma e outra. apesar de ser uma hora magnífica para evitar esta onda de calor na rua, nunca se vê viv'alma. aliás, minto, vemos sempre o mesmo senhor de bigode que vem cá abaixo à rua fumar um cigarro por volta das dez para as sete, provavelmente porque já foi proibido de fumar em casa pela mulher há anos, sob pena de pôr o casamento em risco.

para além do diplomata de bigode, e era aqui que queria chegar, passámos a encontrar todos os dias no parque, um dálmata assim para o grandinho, passeando descontraidamente. resultado: não há dia em que a bobina não faça um xinfrim logo pela alvorada, a desafiar o dálmata. o que vale, o dono é calmo e acha graça ao timbre esganiçado da pequenita em versão histérica. é claro, que com isto tudo, a bobina já conseguiu que o cão se fartasse da barulheira, e também já lhe ladra de volta, num tom de cão a sério, claro está.

agora é ver todos os dias os donos prudentes, preocupados em evitar que se cruzem os olhares dos pequenitosm logo pela fresca. é dose, ter de controlar uma cadela histérica aos guinchos sem motivo nenhum para isso, quando ainda só três pessoas acordadas na vizinhança.

segunda-feira, agosto 09, 2010

a bobina manda cumprimentos

apesar da ausência prolongada, a vidinha da bobina cá continua sobre rodas, com calor e tudo. em traços gerais, nas últimas semanas, a pequenita sobreviveu a 5 dias longe da dona, debaixo dos cuidados atentos da avó. pela primeira vez, em quase dois anos, a bobina não ficou deprimida com a ausência da dona. emagreceu ali um bocadinho no lombo, mas até estava a precisar, e de resto contam os relatos que andou feliz da vida, de rabinho a abanar e tudo.

retomaremos a emissão com a maior brevidade possível, que tem havido uns sobressaltos pelo caminho no comportamento da pequenita.