sexta-feira, outubro 30, 2009

wet & smelly dog...

é como dizia o outro... "felizmente não cheira"!
o aroma a cão molhado é uma categoria.




quinta-feira, outubro 29, 2009

and the beach goes on...

acho que a bobina era capaz de se habituar a isto... praia ao final da tarde de 2ª a 6ª, que ao fim de semana há muita gente. praia ao final da tarde com pouca gente e preenchida com correrias sem travões areal fora, caça aos pássaros que descansam à beira mar, salto em comprimento de rocha em rocha e, claro, a cereja no topo do bolo, mergulhos nas piscininhas que se enchem entre rochas, onde as ondas mesmo ondas não conseguem chegar de modo a assustar a mariquinhas com os seus 10 cm de altura.

verdade seja dita, a bobina dá espectáculo na praia. é vê-la de tal maneira feliz, que o estado nauseabundo em que regressa para casa e todo o trabalho que dá voltar a pô-la no brinquinho que a caracteriza, acaba por ser compensado. fotos nauseabundas em breve por aqui...
e pelo andar da carruagem meteorológica as aventuras balneares continuarão praí até janeiro.

quarta-feira, outubro 28, 2009

off-bobina

é digna de registo, a sensação de tranquilidade com que acordei hoje, eram quase 4 da manhã, o despertador tocaria às 5 e qualquer coisa. estupidamente feliz. de tal maneira estúpida, que já nem precisei de voltar a fechar os olhos, não fosse tudo voltar à turbulência dos últimos tempos.
é mais ou menos esta, a sensação...

segunda-feira, outubro 26, 2009

at home...
















surfer friend...



calções rip curl

bobina & southern friend...













in the car...







domingo, outubro 25, 2009

double bath...

a parte dos banhos é, talvez, a mais complicada no rol de incumbências que me chegou com a vinda da bobina cá para casa. todas as situações de stress foram sendo ultrapassadas à medida que foram surgindo. o ladrar-guinchar que incomodou os vizinhos, a total ausência de educação deixada por quem a abandonou, a compra da casota, os dias de chuva, as andanças de carro que provocavam choradeiras e produção de baba em excesso tipo torneira, a inêxistência de portas ditas normais cá em casa, as alergias, a ambientação ao novo poiso, a hora da despedida matinal e o fim das guinchadeiras noite dentro quando a dona anunciava uma saída à noite.
foi tudo ultrapassado e hoje são apenas aspectos que fizeram parte da educação da bobina cá em casa e que se tornaram rotinas. já os banhos... ai os banhos, os banhos. são a verdadeira dor de cabeça para a bobina, que gosta tanto de água como um gato escaldado, e para a dona que tem de fazer um trabalho de mentalização de cerca de uma semana, antes de meter mãos à obra para meter a bobina na banheira. é que o banho não só mete água, como implica o inimigo secador.
quando chega a altura de passar por esta novela toda, o ideal é rentabilizar bem a situação. e desta vez, para que não houvesse hipótese da preguiça da dona vencer a poeirada toda que se alojou na bobina dos pés à cabeça durante o fim de semana para os lados alentejo, não há nada como fazer as devidas despedidas da praia. estendeu-se ao comprido nas poças de água, fez corridas com os seus pares que por ali andavam também, rebolou-se na areia em estilo croquete e roubou um peixe aos pescadores para repor energias.
infelizmente o cheiro a peixe mantém-se mais forte que o cheiro do banho...

sábado, outubro 24, 2009

ida e volta...

a bobina está de regresso a casa. por mais anos que ela esteja comigo e que se repitam as cerimónias de reencontro à entrada do alpha dog, continuo a ficar emocionada com a tão genuína alegria da bobina ao ver a dona chegar. há guichos, latidos mais agudos que qualquer bom ângulo, salto em altura, sprints sem meta definida e interrompidos com derrapagens para regressar para mais um salto em altura contra a dona. isto é capaz de durar uns bons 10 ou 15 minutos. e falta o principal... as lambidelas. não escapa nada que tenha pele à vista!
e vê-la depois saltar contra a porta de trás do carro é dos melhores reconhecimentos que se pode ter na educação de uma cadela que em tempos não podia nem ouvir falar em andar de carro, e que não fazia nadinha do que eu lhe dizia.
foram dois dias apenas, mas a julgar por tudo o que vem atrelado a qualquer regresso a casa nesta cadela, parece que se passaram dois meses em 48 horas. desde que chegámos ontem, que a bobina tem dormido horas a fio. assim que me apanhou no sofá, acomodou-se com a cabeça no meu braço e vai de uma sestazinha de duas horas, mais coisa menos coisa. sou capaz de ainda ter o braço dormente. dormiu à tarde, dormiu de noite, está a dormir de manhã. bebeu água como se não lhe tivesse tocado durante dois dias e voltou a comer, coisa que não fez enquanto estive fora, e que nunca tinha acontecido.
o pesadelo adivinha-se para hoje ou amanhã... vai ter de ir banheira provar a água quentinha, que é certinha andou a correr à chuva por estes dias.

quarta-feira, outubro 21, 2009

live and let live...

é numa espécie de mudança de pele que me sinto. e como quem tenta reecontrar o seu lugar onde quer que se seja, ando às apalpadelas por aqui e por ali, às escuras, e sem me lembrar sequer que um dia alguém se lembrou de inventar a luz. a intuição vai alumiando trapalhadas sobre de trapalhadas, que num desabafo camuflado, um amigo tão bem resumiu como "é sinal que estás a viver". então que assim seja.

i'm not there...

estou há umas horinhas sem a bobina cá em casa e a ausência daquela bolinha-de-pêlo-com-vontades é notória. de repente, sinto-me a viver num palacete com salões e salões cheios de eco, de tão vazios. raio da cadela, que me apanhou...
bobina, a dona vai trabalhar. porta-te bem, a dona já vem.

sexta-feira, outubro 16, 2009

off-bobina...

há momentos em que tudo parece ir ao lugar. a borbulhagem interior é tal, que basta um pouco de ar para rebentar uma bolhinha, e basta uma bolhinha rebentar para que tudo se espalhe ao comprido outra vez. e depois, há ainda as fases em que me convenço que é assim o estado natural das coisas na minha vida... espalhado ao comprido. tudo espalhadinho. depois de um final de tarde apaziguador de emoções, dava tudo para conseguir cortar no mapa umas centenas de kms, como quem corta numa fotografia a parte que não interessa. e a mim, do fundo de todas as bolhinhas que se multiplicam e me roubam o ar, que não me interessa a distância. ploc. there goes another one.

quinta-feira, outubro 15, 2009

it's oh so quiet...

a bobina arranjou um novo cantinho para a sesta do fim de tarde. enquanto aproveito o ar fresco do nosso parque de merendas privativo, para pôr em dia trabalho de casa, via portátil, a madame dorme profundamente em cima da fresquinha mesa de mármore, na esperança de que lhe toca uma festa ou outra de vez em quando. sossegada por uns minutos, qual cão de loiça. ups! falei cedo demais... já foi um telemóvel ao chão, já atravessou o teclado em pontas e já se avista uma marca de focinho molhado no écran...

off-bobina... owl city!

enquanto os postal service não reaparecem, a bobina está a ser viciada nesta canção.

owl city - "fire flies".

e só acredito que não é o ben gibbard porque a foto do adam young não corresponde à do mestre tangueta. já andava há uns bons tempos à espera de uma música que provocasse a mesma reacção. pena que o inverno esteja aí à porta...