quarta-feira, abril 29, 2009

at home...

os passeios da bobina hoje limitam-se ao quintal e às correrias pela sala. a dona não está com disposição para mais nem melhor. amanhã é outro dia e sexta-feira é feriado. ar puro mesmo no centro de lisboa e longe de chelas.

segunda-feira, abril 27, 2009

off-bobina #3

para ser sincera, neste momento assusta-me mais a febre da carraça do que a dos porcos. mas pensando bem... hoje comi uma alheira eurest, estarei em risco?

chip trick....

a bobina já tem chip. acho que todo o processo me assustou mais a mim do que a ela, que esteve todo o tempo com o focinho bem encostado a mim. "é como furar as orelhas", previne-me a vet-li. "aaahhh", digo eu convencida, pelo menos aparentemente, já que não tenho as orelhas furadas e cuja dor me é tão familiar como a das dores de parto.
quando vi a "arma" confesso que antevi o pior. uma guinchadeira e um salto mortal da "marquesa" para o chão, no mínimo. surpresa das surpresas, a bobina apenas estremeceu, encostando-se mais a mim depois da picada. nem um piu. festa no consultório, com direito a duas mãos cheias de biscoitos dados à socapa pela nova grande amiga da bobina, a ori, que por sua vez é filha da vet-li e vai a caminho dos 4 aninhos.
e só para contrariar, no dia em que se estreou no passeio em rédea solta já com chip, a bobina não fez orelhas moucas ao chamamento da dona uma única vez. terá ficado a ouvir melhor?

off-bobina #2

é sempre bom quando sem esperar, o trabalho nos devolve recordações como estas:

pedro abrunhosa & bandemónio - "viagens" - 1994

ornatos violeta - "o monstro precisa de amigos" - 1999

off-bobina #1

um dia destes a bolha rebenta. o conselho e os avisos sábios dos mais velhos vinham distantes, tão distantes que lá atrás entraram a 100 e saíram a 1000. a ilusão era de tal maneira absorvente que nem podia ter sido de outra maneira. três anos mais tarde tudo faz sentido. tanto sentido que me sinto, agora eu, em condições de repetir esses conselhos a quem estiver para vir. o peso de que me falavam esses conselheiros, senhores, o peso... vejo agora que na altura não me podia sequer preocupar porque nem sabia do que tratava. hoje sinto-o às costas em dias cada vez menos espaçados. e o pior de tudo é que já lhe tomei consciência. estou prestes a dar início a mais uma contagem decrescente, que a julgar por episódios anteriores não seguirá a pacifidade do ritmo controlado do cronómetro. está activado o tic tac da bolha. é urgente que descubra qual dos fios devo cortar antes que se dê a explosão. mais urgente ainda é que nao corte o fio errado levada pelo chamado "mau feitio" com que me rotulam, mas que nestas alturas é a única coisa que me mantém viva a sanidade mental.

segunda-feira, abril 20, 2009

às urtigas...



a bobina foi-me chamar. já tinha apagado a luz, ela já se tinha deitado de livre e espontânea vontade e o cansaço era tal que nem veio ter comigo quando a chamei para lhe fazer uma festa de boas noites e dorme bem. sim, trato a cadela, a modos que como uma criança. não se levantou. nada de estranhar nos dias de grande correria, como foi o caso.

a bobina foi-me chamar minutos depois de eu ter apagado a luz. saltou para a minha cama e andou com o focinho às voltas na minha cabeça. protegi a cara da língua compulsiva, ignorei as cabeçadas e mandei-a dormir. ela obedeceu, mas voltou a levantar-se da cama dela, sem conseguir estar quieta. acendi a luz, ao ouvi-la saltar para o sofá, para a repreender. veio ter comigo, já com os olhos mais vermelhos que o costume. fiquei preocupada, mas mandei-a descansar.

a bobina foi-me chamar de novo, agora já aflita. ao acender novamente a luz, em vez dos olhos simplesmente vermelhos vi duas batatas no lugar dos olhos e um focinho já disforme. as gengivas estavam do triplo do tamanho normal. presumo que na garganta o inchaço fosse semelhante, uma vez que as dificuldades em respirar já eram bem notórias. aquela espécie de tosse...

o pânico instalado ao domingo à noite. é suposto eu saber o que raio motivou isto? é suposto ligar à vet ao domingo às onze da noite? é suposto eu saber se isto é uma emergência ou se é normal acontecer? enquanto tudo me passa pela cabeça, a bobina instala-se confortavelmente no sofá, de olhos fechados, numa apatia assustadora, que me fez estar uns bons vinte minutos com a cabeça encostada ao focinho dela para ter a certeza de que continuava a respirar. os olhos já mal abrem, e o focinho está feito numa pêra disforme.

diagnóstico da vet por telefone: alergia a uma planta qualquer, do génereo urtiga. confirmo que há urtigas no quintal, porque choveu a semana toda e não pude tratar da jardinagem conforme previsto. ora, a bobina mete o nariz em tudo e com certeza foi dar a uma urtiga. o tratamento passava por metade de um anti-histamínico para combater a alergia e chá de camomila para lavar os olhos e acalmar a comichão.

a bobina foi salva pelo "tio", que em jeito de inem canino veio à nossa mansão munido de zyrtek e chá "noite tranquila", porque cá em casa não há mais que ben-u-ron e alcool etílico na farmácia. é capaz de ser bom sinal. tão bom quanto ver que quase 24 horas depois do incidente ninguém diria que a bobina esteve imóvel neste sofá. está de volta às suas caçadas nocturnas no quintal, que está livre de urtigas e daninhas desde as 7h da manhã (!!!) de hoje. 3-repito-3 sacos de urtigas... e quem precisa do zyrtek agora é a dona.

sábado, abril 18, 2009

sunny pics...







rainy pics...






run, forrest, run...

à falta de uma praia ou de um extenso relvado para correr, enquanto a chuva permanece, a bobina está cada vez mais rápida a correr atrás da cauda. no sentido inverso aos ponteiros do relógio. o treino tem sido tal que já consegue agarrar a cauda em passo de corrida com relativa facilidade. será a chamada cadelinha de rabo na boca, sem a parte do cheiro a fritos.
escusado será dizer que a bobina ja voltou a instalar a cama em frente à porta do quintal. e assim se passam os aborrecidos dias de chuva... com vista para o mar, à escala de uma cadela, claro.

sexta-feira, abril 17, 2009

sneeze...

a bobina está radiante... tem tido a dona em casa quase todo o dia. a culpa é da ventania que nos apanhou na curva há dias ai ao cimo da rua, e que me trouxe como brinde o vírus da gripe. nem quero supor uma hipotética febre da carraça... neste momento, preocupa-me apenas que a minha cabeça rebente nos próximos minutos e que o meu nariz deixe de fazer a circulação do ar. a minha velocidade mental por esta altura permite-me apenas ponderar sobre uma questão: fui eu que peguei a preguiça à bobina, ou foi ela que ma pegou a mim. o sofá não chega para as duas e estou incapaz de discutir sobre questões territoriais.

terça-feira, abril 14, 2009

it's rainin' again....

a chuva está a atrasar-me a vida e a aborrecer a bobina. tinha planos importantes para esta semana, que continuam em banho-maria até ver, e acredito que a bobina também. estão adiadas as correrias na praia e na relva. a cadela bem tenta inventar o que fazer com o tempo entre quatro paredes caiadas, mas está a tornar-se cada vez mais difícil. entre as idas frustradas, por causa da chuva, ao quintal, as correrias pela casa, as sestas fugazes, as sessões de festas da dona e as brincadeiras com a dona, pouco ou nada lhe resta para fazer. já chegou à fase terminal do aborrecimento: ladrar a qualquer pessoa que entre no prédio. por esta altura, acredito que a enjoadinha do r/c frente já tenha toda uma teoria redigida sobre a ferocidade da bobina.

segunda-feira, abril 13, 2009

ticks...

mais uma semana à espera do banho e da tosquia... depois da época das pulgas, e da alergia descoberta e tratada, a bobina experimentou este fim de semana a época da carraça. dezenas a passear por aquele pêlo lustroso, à procura de um poiso onde cravar aquelas patorras, ainda minusculas. muitas ficaram pelo caminho, eficazmente encerrado pela dona atenta. outras, chegaram a bom porto, mas foram desalojadas, novamente, pela atenta proprietária do animal, que não pode nem deve sub-arrendar o corpinho. outras talvez por lá ainda residam, até o advantix fazer efeito.

espera-se agora que nenhuma das carraças estivesse infectada, e que nenhuma tenha saltado a hierarquia estabelecida e se tenha alojado nalgum canto da dona. posto isto, e tal como comecámos por dizer, a tosquia vai ter de ser adiada mais uma semana, visto que o banho só pode ser dado quatro dias depois do anti-pulgas/carraças/mosquitos.

e daqui a duas semanas... que a bobina não esteja apática nem abatida!

e no meio disto tudo, assinale-se ainda que eu nunca tinha visto uma carraça.

zzzzzzzz

desde 5ª feira que a bobina mal dormia. foi passar o fim de semana fora e bem pode dizer-se que foi para um campo de férias com a família. o facto de ter "muitas" pessoas à volta impede-a de adormecer mais do que escassos minutos de cada vez. e ainda assim, nunca deu provas de cansaço, a não ser ontem ao final da tarde, na chegada à casa. eram sete da tarde quando se aninhou discretamente no banquinho vermelho da sala, cujo acesso lhe está habitualmente vedado, e só de lá saiu cerca de duas horas e meia depois. o sono profundo da sesta não a impediu, no entanto, de continuar o sono dos anjos na cama dela até de manhã, serena e tranquila. tive de a chamar para que se levantasse, coisa rara, nunca vista. e por agora, está de volta à cama dela, de barriga para o ar, no meio de mais uma profunda sesta. a preguiça é tanta que até se pega...

quarta-feira, abril 08, 2009

at the window...

a bobina tem um novo hábito: arrastar a cama que tem debaixo da mesa da cozinha (onde ela fica quando está sozinha em casa) para o pé da porta/janela que dá acesso da cozinha para o quintal. e ali fica. enquanto eu estou no sofá, tal como neste preciso momento, ela fica na cama da cozinha e olhar lá para fora. sem a antiga necessidade de me vigiar. sem estar a olhar-me ao microscópio horas a fio. inédito.

há que contextualizar, que até há bem poucos dias, a bobina não me perdia de vista mais do que 5 minutos, assim que eu punha um pé em casa. eu estar no sofá significava para ela deitar-se na cama dela da sala, que fica a poucos passos do sofá. agora, é capaz de estar ali com o focinho "à janela" mais de uma hora. normalmente regressa quando houve um barulho que possa significar uma mudança de posição por parte da dona. vem tão contente ter comigo como se fosse ela que estivesse a chegar a casa para me vir buscar lá para fora. e se a chamo, fica tão contente como se lhe estivesse a dizer que estou a pensar nela.

mais um passo.

terça-feira, abril 07, 2009

dogging stones.....

por este andar, a bobina qualquer dia tem, não uma pedra, mas um muro nos rins. com as pedras que ja lhe saquei do focinho, tenho impressão que já podia substituir um dos muros do quintal. é que ainda por cima, traz as pedras na boca para o pé de mim toda contente à espera de uma recompensa. o raspanete neste aspecto não faz efeito. agora é só arranjar o cimento e a tinta para o muro.

domingo, abril 05, 2009

hot dog.....

a bobina foi a um churrasco. saiu-lhe a sorte grande, porque não estava prevista a autorização para a entrada dos rodas baixas. uma viragem de última hora nos acontecimentos, levou a bobina a um parque de merendas a tresandar a entremeada, salsichas e entrecosto assados. habituada a uma casa "vegetariana", a alegria da cadela era visível na desorientação momentânea ao saborear umas poucas dezenas de aromas num mesmo espaço.
andou à solta, fez amigos, deu dentadas a um cão melga, e apaixonou-se pelo jimmy (page). fugiram os dois sem que ninguém visse, estiveram desaparecidos durante uns bons 5 minutos, até que voltaram pelo próprio pé a correr em alta velocidade, tão depressa como desapareceram.
a bobina comeu batatas fritas, salsichas e entrecosto. um dia não são dias, sobretudo na vida de uma cadela que só come ração e vegetais crus. quando ficou cheia achou por bem enterrar com a habitual ajuda do focinho as restantes iguarias que lhe foram dando para a boca. deu espectáculo.