terça-feira, maio 20, 2008

not a word......

o problema está todo em depositarmos expectativas irreais uns nos outros. até porque esses outros não fazem ideia dos mundos e fundos que esperamos deles. e às vezes, nem sendo assim tanto o que esperamos, é muito para eles na mesma. e o que não deixa volta a dar a isto, é que a disparidade dos valores do que esperamos e do que nos pode ser na realidade dado, não podem ser confrontados de antemão. é este o dia-a-dia dos amigos. tentar corresponder às expectativas uns dos outros, sem deixar mortos e feridos pelo caminho. tudo se desmorona quando tal não acontece. o chão desaparece.

air mail....

prestes a aterrar na caixa do correio.





death cab for cutie - "narrow stairs" - 2008


scarlett johansson - "anywhere o lay my head" - 2008





cut copy - "in ghost colours" - 2008

feeling grey(t).........

há dias em que nem eu devia sair de casa, nem uns e outros deviam abrir a boca. acho engraçado ver de fora como há quem pense que pode decidir tudo, como, onde, porquê e quando. quando se fala, quando não se fala, quando se ouve, quando se acciona a surdez, quando faz má cara, ou quando se abre o sorriso. tudo. por tudo e por nada, detesto ter de conviver com este efeito esponja de energias alheias que me persegue. siga. o tempo está em sintonia com o meu humor e vice-versa. acho que absorvi o cinzento.

quinta-feira, maio 15, 2008

talking head...

quanto mais aprendo a falar, menos preciso de escrever... é uma conclusão a que cheguei com alguma dificuldade. mais penoso ainda foi escrevê-la. é estranho já não sentir diariamente a necessidade de traduzir por palavras aquilo em que penso e que nao digo. porque o digo mais. é estranho conseguir falar sobre coisas que antes pensava nao interessarem a ninguém. porque talvez esteja agora rodeada das pessoas certas. é estranho ter livre o tempo diário que antes guardava religiosamente para escrever. porque o emprego em conversas com respostas. é estranho perceber que consigo exprimir-me e falar de coisas que, ora me constroem ora me destroem, sem uma caneta na mão. talvez seja só uma fase.

free to decide...

chego ao ponto de partida. era assim que me sentia antes de tudo acontecer e sinto-me feliz por isso. como se nada tivesse acontecido. como se tivesse saltado uma barreira que nunca devia ter saltado, mas que, olhando para trás agora, no fundo sempre soube que teria de saltar. é inexplicável a leveza que o desprendimente nos permite. é tão bom não pensar em mais nada a nao ser no agora e deixar as consequências, por enquanto mentais, para quando ganharem real forma. nessa altura, já a parte mental se encarregou de tratar de diminuir a importância de tudo. no fim de contas, tudo tem a importância que na realidade merece ter. e pelas minhas contas, não há-de ser nenhuma... gosto de pensar que uma análise mais perspicaz sobre mim me permite ver de fora a passagem de mais um capítulo, que dentro de pouco tempo já nem importância tem para o desenvolvimento do resto da acção... da minha vida. por enquanto ainda sou eu que a faço.