quarta-feira, fevereiro 28, 2007

easy...

andava um bocado decepcionada com o gary lightbody e o pessoal da neve. não interessa agora dizer desde quando nem porquê, porque mais importante do que isso é que voltámos a cruzar-nos no timing certo, o que com a velocidade a que tudo acontece nos dias que correm, é cada vez mais raro. el gary soube dizer-me a frase certa no momento em que precisava de a ouvir. verbalizada. ou eu é que estava a precisar de a ouvir desta maneira. não é nada de muito complexo, nem elaborado, nem de muito urgente, porque estranhamente, por uma vez na vida, não tenho pressa nenhuma. por agora chega-me ter chegado (desculpem qualquer coisinha os mais picuínhas, mas vou manter a redundância) a esta conclusão. a ideia era mesmo essa. abrir os olhos:

Tell me that you'll open your eyes
Tell me that you'll open your eyes
Tell me that you'll open your eyes
Tell me that you'll open your eyes
Tell me that you'll open your eyes
Tell me that you'll open your eyes
...

Era só.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

what if...

passo muito tempo a sonhar acordada. por breves momentos, que sinto ocorrerem à velocidade da luz, desconfio mesmo que deixo de estar acordada. não oiço, nem vejo, fixo apenas o infinito desfocado. esqueço. faço muitas suposições com a minha vida, a maioria delas completamente disparatas, e a anos luz da concretização que lhes dou nestes momentos de coma utópico. Às vezes acho que devia contar em voz alta algumas das coisas que me passam pela cabeça, apenas para divertir algumas pessoas mais entediadas com as próprias vidas. é então que me apercebo que com a regularidade a que estas suposições se substituem umas às outras, começo a deixar de parte, bem refundidas no subconsciente, algumas das que menos me interessam lembrar em momentos de completa abstracção. sei que mais tarde ou mais cedo regressam à casa da partida para me lembrar que ainda existem e que, mesmo sem querer, continuo a supor sobre elas. mesmo no infinito em que me perco diariamente.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

the softlightes...

"say no to being cool, say yes to being happy" é, mais do que o título de um disco, um lema de vida e o meu vício dos últimos dias, que me está por esta altura completamente entranhado. já é tempo de perceber e admitir que não tenho quaisquer defesas perante a vasta paleta de sons emitidos pelo excelentíssimo ron fountenberry, que é como quem diz o incredible moses leroy. o rapaz aumentou o aglomerado musical, formou uma banda que dá pelo nome the softlightes e aqui estão eles à procura da felicidade, fazendo pessoas felizes. aposto os meus álbuns do moses leroy em como a faixa "the robots in my bedroom were playing arena rock" não sobrevive até 2ª feira sem um risco ou outro. são pouco mais de dois minutos e meio de substâncias musicais ilícitas e carregadinhas de aditivos irresístiveis. Para variar, o myspace já se adiantou ao mercado tradicional e tem disponíveis para audição os temas "heart made of sound", "the microwave song", "girlkillsbear" e a remistura LoFi FNK do "girlkillsbear".


orelhas de burro:



the softlightes - say no to being cool, say yes to being happy - 2007

domingo, fevereiro 18, 2007

vitamines......

esta sensação torna-se cada vez mais sufocante. sinto que tenho muita coisa para dizer a muita gente e que não o estou a fazer, porque acho que não tenho o direito de o fazer. apetece-me escrever cartas, receber respostas, escrever de volta e ansiar por novidades na caixa do correio, resolver certas situações, criar outras tantas, criar confusões, mas fazer alguma coisa para deixar de pensar em todos estes assuntos dispersos, cuja única ponte de ligação que têm é a minha eterna mania de pensar demasiado sobre as coisas. sim, recuperei a ansiedade, não há dúvidas, e com ela a vontade de complicar tudo aquilo que andei a descomplicar nos últimos tempos. o demasiado tempo livre que tive nestes dias de gripe também é capaz de não ter ajudado. o facto de ser domingo e de já estar a anoitecer talvez também não esteja a ajudar. talvez a vitamina c...

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

neighbours...

sinto que esta gripe já foi produtiva por uma razão. fiquei ontem a saber que está em curso uma eleição importantíssima no programa do goucha - a vizinha de portugal. enquanto o conceito por trás desta iniciativa é explicado em off, podem ver-se na imagem do seu televisor duas senhoras de lenço na cabeça, abanando os braços para o lado, como se de pinguins se tratassem. surreal, mas digno de ser visto.

[então é nestas coisas que as pessoas votam?]

she's spanish, i'm american...

por estes dias... para ajudar combater a gripe... a aniquilar a febre de uma vez por todas... a passar o tempo... uma voz familiar. ou duas.
a data de edição internacional está marcada para 5 de março. she's spanish i'm american é o novo projecto paralelo de josh rouse, que agora surge em formato dueto com a namorada espanhola, paz suay, que também já tinha dado o ar da sua graça no "subtitulo". (e apesar de não dar a cara, refira-se que o daniel tashian também deu aqui o seu contributo nos arranjos) she's spanish i'm american é um ep com cinco canções, "car crash" é o primeiro single e é também um vício perigoso e descarado. dos melhores, portanto, com uma batida sunshine tangueta. está disponível aí no myspace.


orelhas de burro:



she's spanish i'm american - she's spanish i'm american ep - 2007

terça-feira, fevereiro 13, 2007

the dark romantics...

para evitar clichés vermelhos e brancos, setas, e outros bibelots que tais; para evitar teorias gastas que ditam que só os pirosos gostam do s. valentim, e que os que não gostam, das duas três, ou estão sozinhos ou frustrados ou as duas coisas, decido enveredar por uma perspectiva rock & roll a preto e azul do dia dos namorados. um dia que a meu ver não interessa nem ao menino jesus, mas ao mesmo tempo entendo quem goste de o comemorar e fico feliz que toda essa destruição de montras que é feita por esta altura nao seja feita em vão e tenha realmente uma razão de ser. cada um que tire as suas conclusões, que nem eu sei em que teoria me incluo neste momento. longe dos frustrados, pelo menos. estou contente com as minhas escolhas mais determinantes dos últimos tempos, e com os resultados que daí tenho obtido. em dia de s. valentim ou noutro qualquer. neste, escolho a perspectiva dos dark romantics. um bocado muse a mais para o meu gosto, mas ainda assim soam-me bem o suficiente para os ouvir com atenção. e depois... alguma coisa que venha da florida pode ser realmente dark? nem o romantismo. gosto especialmente da canção "another song for another night", mas podem ouvir-se mais algumas no myspace.


orelhas de burro:



the dark romantics - some midnight kissin' - 2007

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

the hours...

estava indecisa entre dedicar umas linhas a esta e a outra banda. escolhi os the hours e já explico porquê. achei por bem passar o serão de sexta-feira em casa, uma vez que estou farta de chuva e de frio, e beber antes avidamente os litros de música que tenho em atraso. não há melhor incentivo para passar de uma música à outra do que encontrar sonoridades feitas de melodia e andamento, sem que se encostem demasiado a nenhuma dessas paredes. damien hirst e jason beard formam a dupla londrina que um dia quis ser conhecida como the hours. o álbum chama-se "narcissus road" e as canções que ouvi até agora juntam um monte de boas lembranças que me levam desde o jarvis cocker aos mercury rev. e há muito a explorar pelo caminho. "back when you were good", "murder or suicide", "ali in the jungle" ou "love you more" estão disponívei no myspace da banda. e afinal por que optei pelos the hours? porque com esta capa, sentir-me-ei na obrigação de voltar aqui o mais breve possível para fazer descer esta imagem com outro post. o nome da banda é mau e a capa é pior ainda. valham-nos as melodias vivaças. "murder or suicide" é brilhante.


orelhas de burro:




the hours - "narcissus road" - 2007

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

the little ones...

parece mentira, mas é verdade, que o frio tem condicionado a minha disponibilidade para aprofundadas pesquisas musicais pelo rico e maravilhoso mundo que é este da internet. gelam primeiro as mãos, depois os pés, e quando dou por isso já não aquecimento central que mande o roxo de volta para donde veio. conclusão... como uma pessoa se habitua a tudo e eu não fujo à regra, habituei-me a não fazer os tpc's de música diariamente. outro dia reparei que me faz falta o velho hábito de sempre, pelo que decidi recuperar umas das poucas rotinas que realmente gosto de assim manter... sem alterações.

Por pura curiosidade, sigo o rasto dos little ones. o que me puxa a curiosidade? uma canção chamada "oh, mj!", que é de resto o primeiro single do ep de estreia da banda norte-americana, "sing song". os little ones são Ian Moreno, Edward Nolan Reyes, Brian Reyes, Lee Ladouceur e Greg Meyer. são de los angeles e brilhantes praticantes da arte da tangueta. sunshine tangueta, arriscaria mesmo dizer. a canção "oh, mj!" é um brilhante exemplar.

orelhas de burro:



the little ones - sing song EP - 2007

crash...

é incrível como dois problemas arrumados na mesma categoria mental se conseguem anular mutuamente. um de cada vez, claro está. se pura e simplesmente se limitassem a chocar e, consequentemente a evaporar-se seria fácil demais. nem eu gostava que tudo fosse tão fácil. não. o confronto persiste, e o estado de espírito decide quem ganha. nunca há empates. o problema aqui é que este jogo está terminado há tempo suficiente para que acabem as discussões à volta resultados. neste momento sinto-me como a protagonista de uma novela daquelas óbvias, e que já todos os espectadores decidiram o que será da minha personagem no final, menos eu e quem me diz/dirá respeito. desculpem qualquer coisinha se tudo isto não terminar da forma esperada. é que para além da construção do guião estar nas minhas mãos, nunca fui grande apologista nem da rotina nem da previsibilidade. muito menos das ditas decisões acertadas.