terça-feira, junho 27, 2006

fool you are......

tenho pensado muito e em compensação escrito menos do que queria escrever. e agora que me sentei com essa intenção reparei que não me lembro de nada do que tinha para dizer. ideas soltas apenas. vagas. consigo ver ao longe algumas luzes dos argumentos que habitualmente desenvolvo no trânsito, mas já não tenho cabeça para pensar sobre mais nada hoje. antes de ir ali ler o livro de cabeceira dos últimos dias, preciso só de dizer que ando outra vez a ouvir muito os elefant e que me deixei cair novamente no vício do sunlight makes me paranoid. e digo mais... apanhei um novo vício australiano chamado dsico that no talent hack que apenas consumo no carro porque tem outro impacto em andamento. i've danced enough é só uma pequena amostra do que está para (ou)vir. tá visto... i've written enough.


orelhas de burro:

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dsico that no talent hack - fool - 2006

domingo, junho 25, 2006

because...

é sexta-feira e o cansaço consome-me avidamente a boa disposição dos últimos dias. as pernas tremem, os olhos ardem, os reflexos funcionam à velocidade do ic19. só me apetece chegar a casa e pensar que o sábado está à porta. melhor, que o sábado nao existe. durmo, durmo e volto a dormir. antes disso, paragem obrigatória na aula magna. o josh rouse regressa e o entusiasmo de há dias desapareceu. é verdade, mas nem eu acredito. nao me apetece ir, ver ninguém, bater palmas. preciso de parar, e isso nao me sai da cabeça.

hoje é domingo. pus o sono em dia nas duas últimas noites e estagiei no sofá horas a fio. regresso a "subtítulo" e volto também a sexta-feira à noite. relembro a leveza com que abandonei a aula magna perto da meia-noite. esqueci o cansaço e apetece-me falar. penso só para mim que vou dormir melhor. e durmo. fecho os olhos e revejo o sorriso do josh rouse lá ao longe, mas perto o suficiente para lhe apanhar o brilho do azul, e lembrar o sol de coura com saudade. emoções à flor da pele, sinto os olhos, agora os meus, brilharem mais do que o previsto. as canções dizem-me muito e quanto a isso nada a fazer. e quando entra a harmónica a coisa agrava-se para o meu lado. já fui. com banda, sem banda, com cordas ou sem elas, não é o aparato que me faz gostar disto. gosto sempre. e se me perguntarem porquê não sei explicar. e é isso que me lixa. gosto de tudo. porquê? então... porque sim.


orelhas de burro
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josh rouse - subtítulo - 2006

quinta-feira, junho 22, 2006

ir e vir.....

o porto é ir e vir.
e amanhã logo se lida com o cansaço e, sobretudo, o mau humor. come-se uns chocolates pelo meio e pensa-se que no outro dia é fim de semana. até porque há noite há josh rouse.
volto a pensar que nao era má ideia se este fim de semana dormisse qualquer coisa que se visse.

terça-feira, junho 20, 2006

o copo meio cheio....

pontos positivos do dia de ontem:

- não me faltou a gasolina;
- a sopa não se entornou dentro da mochila;
- não torci nenhum pé;
- ao fim do dia não tranquei o texas com a chave lá dentro (estava apenas caída no chão);

segunda-feira, junho 19, 2006

lei de mj....

quanto melhor é o fim de semana, mais custa a segunda-feira.
e o acordar hoje não está nada fácil.

:)

sábado, junho 17, 2006

parallel lines.......

são quase três e meia da tarde quando hoje chego à piscina do estádio nacional. a piscina tem 50 metros de comprimento e 10 pistas que perfazem 25m de largura, e leva habitualmente 3 ou 4 pessoas por pista a nadar em regime de isenção horária. tendo em conta que para mim tudo o que sejam mais de duas pessoas a nadar é uma multidão (veja-se que 80% das pessoas que frequentam esta piscina em sistema de utilização livre não conhecem as regras de procedimento nem de circulação aquática), o difícil hoje foi escolher em que pista nadar. ninguém na água. dez pistas livres. a agitação apenas se estendia à piscina média. que me perdoem os mais afoitos do mundial, mas para mim o bom dos jogos de portugal é isto. poder melhorar a minha qualidade de vida durante as horas da verdade. reparei ao trocar o cartão pela chave do cacifo que as três (!) senhoras da recepção viam com uma atenção desmedida um episódio de uma qualquer novela da tvi enquanto a sic transmitia o jogo no canal ao lado. dado que nao vejo futebol seja de que espécie for, farei eu parte da mítica estatística das donas de casa que trocam a bola pelas novelas?
passa pouco das quatro e meia quando saio do complexo de piscinas. percebo que o jogo já terminou ao ver aparecer gente de todo o lado em direcção à porta porta de entrada, que agora me serve de saída e sinto que continuo a nadar, mas contra a corrente.

quinta-feira, junho 15, 2006

citi soleil.....

esqueço por instantes que o cinzento está de volta. já nem falo da chuva, que gosto muito do cheiro a terra molhada. só mesmo da cor que se instala, porque cinzento para mim devia ser cor de carro e pouco mais. esqueço-a ao ler a notícia escrita pela gamma que dá conta da vinda de greg dulli a portugal. uma súbita e sincera alegria inexplicável. ainda tentei explicá-la minutos depois ao telefone com o argumento que há bandas ou vozes que cedo nos mentalizamos que nunca veremos por cá. como esta. voz ou banda, tanto faz, a de greg dulli, os twilight singers, as duas coisas. o argumento não é suficiente, e sinceramente nem me interessa encontrar outro. aguardo apenas a devida, e habitualmente tardia, confirmação para começar a mentalizar-me do oposto ao que até ontem tinha em mente. quero ir e pronto. dia 3 de agosto no sudoeste. e no entretanto regresso com señor dulli a 1965... how you like the madness of citi soleil? citi soleil, citi soleil, i love to say citi soleil. vraiment.


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the afghan whigs - 1965 - 1998

downtown again.....

dia cinzento aquele de ontem, por isto e por aquilo, e não só porque esteve mesmo cinzento. e o que ainda não estava cinzento achei por bem pintá-lo a preto. são quatro e meia da tarde e continuo a bocejar. as imagens que se me apresentam, num dia normal seriam de ir às lágrimas de tanto rir. não lhes acho a mínima graça, pergunto-me se só vão parar de olhar para mim quando soltar uma gargalhada. esboço um sorriso e a coisa avança. melhor assim e agora que já não estão a olhar para mim. volto a sentir na pele que a violenta mudança de tempo implica uma mudança de humor igualmente violenta. instabilidades? sim. complexidades? que as guarde para mim, já sei.

terça-feira, junho 13, 2006

out to get me....

enquanto estudante nunca precisei de muito tempo para apreender teorias que iria no momento seguinte ser convidada a pôr em prática numa qualquer folha de teste de avaliação. fora dos muros da universidade a história é outra. a teoria aprende-se com a prática. constrói-se, melhor dizendo, e não é a partir de dias felizes. desilusões, cabeçadas, baldes de água fria, tropeções de meia-noite que parecem abalar este mundo e o outro e que, nao se sabe bem porquê, mas surgem - todas estas catástrofes - sempre todas ao mesmo tempo. é nestas alturas que deve aproveitar-se a embalagem para escrever mais uma ou duas ou, que seja, um ror de páginas (é conforme o abalo) da tal teoria que de futuro nos vai dar tanto jeito. até aqui tudo bem, acho até que estou a dar conta do recado. o que me intriga agora é... se já aprendi parte da teoria aos trambolhões, e se sei que tenho de a pôr em prática o mais rápido possível para não a começar a esquecer (e que se lixe se isso é sinal de que está mal estudada! hei-de de certeza levar mais uns encontrões que me vão fazer sabe-la na ponta da língua), por que raio continuo a revê-la mentalmente vezes e vezes sem conta, sem a coragem necessária para a pôr no papel... isto é, em prática? medo? de quê? de isso me dar material para escrever mais três capítulos de nova teoria? é possível... mas vistas bem as coisas, eu até gosto de escrever. será que preciso que me ponham uma folha de teste à frente para começar de uma vez a aplicar a teoria à prática?

domingo, junho 11, 2006

sunday morning....

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depois de ontem ter visto algumas provas do meeting do algarve, não resisto a passar o domingo de manhã entre braçadas e viragens. sem a velocidade de outros tempos, claro está.

sexta-feira, junho 09, 2006

vozes de burro....

hoje sinto-me uma espécie de aspirante a simone de oliveira. a minha voz está no ponto para cantar com toda a pujança que lhe conhecemos (à senhora, não à minha voz) o célebre 33-45 dos cool hipnoise.

zzzzzz.....

é sexta-feira outra vez. e outra vez as semanas passam a correr. os pés precisam de respirar, os ouvidos precisam de uma folga, e talvez não fosse má ideia fazer umas horas extraordinárias de sono.

singing by numbers.....

parece que este ano nem o 6.6.6 trouxe grande sorte ao eixo do mal...

quarta-feira, junho 07, 2006

i'm so glad i did.......

tenho visto concertos com uma predisposição para absorver como há muito não me acontecia. parece que reaprendi a divertir-me a sério num concerto e a gozá-lo despreocupadamente sem ter um ouvido aqui e outro ali e a cabeça acoli. e como se isso não bastasse para me deixar feliz, nas últimas semanas tenho tido o privilégio de ver concertos de bandas que foram e são muito importantes para mim. e pelos vistos assim vai continuar pelos próximos meses fora. a sensação de anestesia que se traz para casa ao sair de um concerto que se vê sem responsabilidades profissionais inerentes é impagável. sinto-o quase como um acto egoísta, de quem guarda para si o bolo inteiro ou o partilha apenas com quem mais lhe apetece, mas que come até não poder mais e, mais importante de tudo, sem sentimentos de culpa no minuto seguinte.

hoje vou ver os editors ao sbsr. estou a ouvir o "back room" pela enésima vez. estava parado ha algum tempo, mas tive uma fase em que o ouvi diariamente de manhã, à tarde e à noite, e a coisa ainda durou umas boas semanas. será possível que nunca tivesse escutado com a devida atenção a letra do "munich"? blame it on cicada :)

quinta-feira, junho 01, 2006

brainstorming......

... ainda não escrevi sobre o axl & co e todos os dias penso nisso. serei normal?
talvez mais tarde, talvez amanhã, sábado é que não, we'll see.... certo, certo é que continuarei a lembrar-me disso.
em compensação mandei pastar uma série de macacos que me ocupavam o sótão há algum tempo. burocracias, papéis e afins, ora mais ora menos pessoais. dúvidas que voltam a desaparecer, ou pelo menos regressam para onde estavam... algures adormecidas até nova crise futurista.
em três ou quatro dias volto a sentir na pele o significado da expressão "falta de tempo" e acho óptimo. sei que daqui a uns dias vou pensar de modo diferente outro vez, mas por enquanto ainda gosto de velocidades.
....and i feel like myself again.