domingo, novembro 20, 2005

o domingo de manhã existe.....

depois de escassas horas de sono e de um difícil e chuvoso acordar de domingo com hora marcada, oiço na radar uma sequência musical que me faz confirmar por duas vezes se é mesmo o rádio que está a tocar e não uma qualquer cassete esquecida no play... still in love song (the stills), a man needs to be told (the charlatans), sunshine (handsome boy modeling school feat sean lennon). três músicas que devo ter ouvido compulsiva e diariamente durante largas semanas, cada uma a seu tempo, sem que tenha chegado à fase do enjoo matinal. nunca as tinha ouvido em sequência, e só por isso já não amaldiçoarei mais este deprimente domingo. os nerd ficam agora a tocar enquanto vou ali já venho.

sábado, novembro 19, 2005

elizabethtown...... ideias ao vento

o filme é tão simples como a letra do don't i hold you. daqueles em que torces desde o início para que as personagens se entendam e sejam felizes. daqueles em que involuntariamente dás por ti a dar ordens às personagens para que se deixem de tretas e assumam de uma vez o que sentem e digam o que pensam abertamente e sem medo de lidar com a rejeição. daqueles filmes em que consegues ver de fora a tua própria história, só que ali parece tudo mais fácil. o que significa que afinal és tu quem complica a tua vida. falo por mim. porque afinal de contas é tudo tão simples.... ou podia ser. inventamos refúgios, distâncias, histórias, tudo para evitar, por antecipação, o sofrimento. e em que é que resulta tudo isso? em sofrimento, precisamente. não vivemos o que tem de ser vivido, ou pelo mentos tentado. temos medo. de quê não consigo perceber, mas temos sempre medo de expor mais do que aquilo que os outros vêem de fora. e qual é o interesse de guardar tudo para nós? nenhum. não deixamos que ns toquem, temos medo de tocar, tudo em busca de uma segurança que não existe, nem vai existir, e acabamos ironicamente a viver numa insegurança tremenda e a achar que só nós é que sentimos tudo isto. somos todos iguais. um poço de inseguranças, mais ou menos disfarçadas, mais ou menos assumidas. temos quanto muito momentos, fases de alguma segurança e auto-confiança, mas somos por natureza inseguros, e precisamos felizmente dos outros para que essas fases de confiança perdurem. e digo felizmente porque penso que se assim não fosse acabávamos todos isolados, cada um para seu lado, a curtir as próprias certezas e na ignorância do lema do "não preciso de ninguém". foi nisto tudo que o filme me deixou a pensar.

letras....

tenho para mim que a transcrição de letras de músicas para aqui é completamente inútil. chego a tal conclusão, baseada no facto de que normalmente as letras que escolho mostrar aqui já eu as sei de cor, e ninguém mais as lê. eu faço isso nos blogs alheios. leios as primeiras linhas e vou à minha vida. o que me diz uma música a mim, não dirá a mais ninguém que aqui venha. talvez a mais uma ou duas pessoas, digo eu. mais que isso, não me parece. tal como as músicas de que os outros falam não me tocam nem de longe nem de perto da mesma maneira. cada um tem as suas. o importante neste tipo de leituras é perceber que na altura da leitura da letra de uma música, quem para ali a transcreveu, tê-lo-á feito porque quando ouve aquela canção sente por ela o mesmo, ou alguma coisa parecida (claro que as situações são sempre diferentes, os sentimentos é que nem por isso...) com o que sentimos nós quando nos apetece transcreve-la também.

e tudo isto, para no fim de contas dizer que afinal a letra que hoje me deu para dissecar nem tem nada de especial. é uma constatação triste, que infelizmente qualquer um de nós podia ter escrito também, e talvez até já tenha escrito por outras palavras, pelas mesmas até... sendo assim, explico a transcrição de outra maneira. como não sei passar para aqui a música, passei a letra. porque nesta música, é a melodia que me ataca directamente o estômago. continua a ter esse efeito ao fim destes anos todos e a levar-me a uma nostalgia que não sei ou não quero saber explicar desde a primeira vez que a ouvi e agora mais do que nunca. faz-me fixar o olhar no infinito, não penso em nada, não quero pensar em nada, apenas tentar perceber como pode uma música ter um efeito físico assim. lembro-me agora que um dia dei início a uma lista de canções que me provocam efeitos secundários semelhantes... mantive-a durante algum tempo, mas infelizmente não só não lhe a devida continuidade como não faço ideia onde a guardei. sei que esta era uma delas.

no filme elizabethtown, a claire escreve ao drew que há músicas que precisam de ar... na imagem, drew guia um descapotável em dia de sol por uma qualquer estrada americana ao som de don't i hold you dos wheat. completamente de acordo.

air music.......

don't i hold you like you want to be held
and don't i treat you like you want
and don't i love you like you want to be loved
and you're running away
and what's your name
like i'm in the way

don't i hold you like you want to be held
don't i please you like you want
and don't i love you like you want to be loved
and you're running away
and what's your name
like i'm in the way
and wasting too much time
don't i
don't i hold you like you want

by wheat - hope and adams - 1999
e agora recuperado para a banda sonora do filme elizabethtown, do cameron crowe

segunda-feira, novembro 14, 2005

zzzzzzzzzzzz....

é segunda-feira. não devia haver vida a esta hora... para a semana ninguém se levanta.

domingo, novembro 13, 2005

breaking...

... the sounds of silence.

changes are no good........

voltei ao chocolate dos snow patrol. esta canção marcou uma época chata da minha curta existência porque insisti em ouvi-la em dias menos felizes, mas nem assim se estragou. Quero com isto dizer que continuo a gostar de a ouvir em modo pescadinha de rabo na boca. ainda que nao a associe a tempos menos bons, dá-me que pensar. e dou por mim a pensar que tantas foram as vezes que disse que não podia com rotinas, que hoje não me devia queixar do carrossel que anda a minha vida. de há uns meses para cá a agitação tem sido constante, mas só agora que olho para trás com mais atenção, reparo na quantidade de mudanças que ocorreram em tão pouco tempo. não admira que a velocidade mental ande ao ritmo que anda. falando bem e depressa, está tudo em alvoroço, numa ebulição tremenda, que não me deixa parar mesmo que me esforce por isso, e mesmo que me obrigue a travar à força. e ainda assim, continuo a dormir o sono dos justos e a sentir que tudo está a mudar para melhor. pronto. percebi a mensagem. a rotina faz parte. é essencial à sanidade mental de qualquer pessoa, por mais irregular que seja, por mais irregular que eu seja. preciso de parar. por pouco tempo que seja, preciso de parar. o quê, só eu sei... não aguento mais andar às voltas, não aguento mais manter este ritmo, preciso de abrandar, ficar para trás se for preciso. preciso de encontrar a velocidade certa. e por uma vez que seja, sai-me o desabafo... changes are no good. amanhã já não penso assim. mudar sempre foi bom. sempre foi para melhor.

terça-feira, novembro 08, 2005

growing pains....

parecendo difícil, não é nada fácil...
é só.

sexta-feira, novembro 04, 2005

light therapy......

sexta-feira... e apesar do chão molhado o sol brilha ao abrir dos estores. depois de uma curta mas esclarecedora conversa com a almofada, a neura da chuva promete tentar regressar apenas na segunda-feira, proporcionando-me um fim de semana descontraído e impecábel. das lições de música moderna surge o regresso ao nome pigeonhead, e por arrastamento a shawn smith, e aos brad também de stone gossard. e se regresso aos brad, regresso a shinin'. fico contente por perceber que consigo regressar a isto sem que uma qualquer indisposição de menor estabilidade emocional me afecte o estômago da mesma maneira.


orelhas de burro:


looking out for your way of life
looking out for your way of love

walking tall, in the light
moving forward with time to kill
moving forward was such a thrill
who's to say if we ever make it home alive

cuz the captain's here with all his dice
and you would swear this is paradise
the word on the street is that everybody's in the mood
the four on the floor at the sound of dawn
beating point to the break of dawn

tell me now, doesn't that sound alright?
can you all feel the light...shining?
shining, shining...
can you all feel the light...shining?
shining, shining...
(don't you know)
everybody's feelin' alright

living free is the way to be
living free is our destiny
don't let anyone tell you any different
cuz man is meant to be whole
not kicked around, bought, and sold
i'll tell you something now
in the end you'll see

the four on the floor at the sound of dawn
beating point until the break of dawn
tell me now, doesn't that sound alright?
can you all feel the light...shining?
shining, shining...
can you all feel the light...shining?
shining, shining...
(don't you know?)
everybody's feelin' alright

looking out for your way of life
looking out for your way of love
looking out for your way of life



brad - shinin'- welcome to discovery park - 2002

quarta-feira, novembro 02, 2005

boy kill boy.....



o burro ao contrário...


orelhas de burro:

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o single e não só... temas dispersos que soam bem na marginal. tanguetas com mais ou menos guitarra, não interessa, o vício está instalado desde ontem à noite, e ficará pelo menos durante o resto da semana. boy kill boy. e pelo meio uma lição de história da música a remontar aos anos setenta que me faz voltar a questionar uma série de coisas que tenho de voltar a pôr de lado rapidamente... tenho horas.