mq3 e bons rapazes - as quatro horas semanais de puro delírio radiofónico desorientado pelos dukes quintão e acosta. para além de boas propostas musicais sacadas num inovador formato mq3, você tem ainda a possibilidade de assinar em diferido um manifesto anti-bola completamente falso e dissimulado redigido por dois fanáticos de futebol que se auto-intitulam de bons rapazes. um clube que lhe dá ainda a possibilidade de conhecer convidados que não jogam com o baralho todo. : ) o burro aconselha: join the club! um ano em cheio para os good fellas, são os votos cá do estábulo.
o burro ouviu também muito mp3. em repeat mode tocaram estas e muitas outras.........
josh rouse - todas as canções de 1972 e mais algumas, e ainda a grande desilusão telefónica do ano de uma curta carreira
rufus wainwright - i don't know what it is
rufus wainwright - vicious world e mais uma vez todas e mais algumas, venha de lá o want two
ryan adams - as duas partes love is hell, o rock n' roll ao vivo, o solo de harmónica no soundcheck do elysée montmartre e o abraço em paris... ah! e os ids marados : )
50 cent - wangsta, in da club, 21 questions
beyoncé - crazy in love
the roots - break you off, the seed 2.0 e o concerto no zenith de paris
cody chesnutt - a voz e todo o headphone masterpiece
rosie thomas - i play music e a coca-cola no hotel da rua castilho
cosmic rough riders - justify the rain, for a smile e a conversa telefónica em escocês-chinês
erykah badu - love of my life worldwide, danger, bump it e os planos de ir a nova iorque em junho
the rasmus - in the shadows
justin timberlake - rock your body, like i love you, señorita
twilight singers - teenage wristband, st gregory e qualquer canção cantada por mr dulli
strokes - reptilia, 12:51, between love and hate e o room on fire quase todo
toranja - a carta e a casca
the doors - o misticismo do concerto
mesa - divagadora, esquecimento, mímica sísmica e o álbum todo
outkast - hey ya
swollen members + nelly furtado - breathe
nelly furtado - powerless
unkle - what you are to me
plej - you
kings of leon - red morning light, molly's chambers e o álbum quase todo
the bens - bruised, just pretend, x-fire
robbie williams - o concerto
fountains of wayne - hey julie, stacy's mom, little red light e o resto do álbum - puras tanguetas
the thrills - big sur, big sur, sig sur e depois o resto do álbum
e os resistentes - :) - tribalistas
quarta-feira, dezembro 31, 2003
em 2003 a canção preferida do Burro foi.......
«Come Back (Light Therapy)», by Josh Rouse
i've been waiting for the longest hour
i want you to come back
maybe if the sun would shine
you'd bring my happy back in the dark
so tired of waking up and it's dark
so tired of being stuck on my own here
norway is cold, dear
and here comes june
the sun is gonna shine in june
the doctor says i'll feel better soon
feels my vitamin d pills
he hands me the big bill
cause i've been waiting for the longest hour
i want you to come back
maybe if the sun would shine
you'd bring my happy back
i'm gonna stay on this mountain high
til you come running back
don't leave me hanging out on that line
i want you to come back
i want you to come back
i miss my seratomin
my days are going nowhere fast
the language is so foreign and i can never understand
come back
i've been waiting for the longest hour
i want you to come back
maybe if the sun would shine
you'd bring my happy back
i'm gonna stay on this mountain high
til you come running back
don't leave me hanging out on that line
i want you to come back
e que 2004 seja um ano cheio de sol para todos os Burros que aí andam! o que este este mundo precisa é de mais gente iluminada.
terça-feira, dezembro 30, 2003
1000 is a magic number
parabéns a toda a equipa do blitz!
1000 números..... são muitos números. venham de lá outros tantos!
1000 números..... são muitos números. venham de lá outros tantos!
ainda os radiohead
já que neste momento ninguém fala deles, o Burro arma-se em excêntrico e em vez dos tradicionais balanços aproveita esta súbita febre radiohead (desencadeada pela audição do "no surprises" numa revisão natalícia da "residência espanhola") para recordar a confusão de ideias que escreveu a quente, muito quente, por alturas dos concertos dos coliseu, e que acabaram por ir depois para à caixa de correio de alguns Burros amigos.
o thom yorke merece todo o alarido que foi feito à volta dos concertos dos radiohead ao longo dos últimos meses. eu confesso que mesmo antes de entrar no coliseu voltei a comentar com a rapariga que aguardava a vez para a entrar ao meu lado que não percebia o porquê de tanta histeria à volta de
um concerto. uma fila para entrar que ia quase até rossio, mas ela dizia que estava a andar depressa. e estava. e como estes sentimentos de euforia são contagiantes depois da primeira parte puseram um som de fundo parecido com os batimentos cardíacos e de um momento para o outro apercebi-me que também já tinha entrado na euforia e que se fosse de manhã também eu tinha ido para a porta antes do almoço para ter ficado na primeira fila. e que se estivéssemos três meses atrás também eu tinha comprado um bilhete para cada dia como aquele rapaz a quem eu lancei um olhar de espanto quando soube que ia aos três concertos de lisboa.
o concerto acabou há pouco tempo e parece que ainda tenho a voz do t.y. na cabeça. amanhã de manhã provavelmente já não vou sentir isto da mesma maneira por isso não me apetece dormir. sei que amanhã não vou estar a sentir o mesmo que sinto agora e não me quero esquecer. o gajo canta com uma intensidade arrepiante e até de costas a tocar piano ele consegue ser expressivo. cria momentos que poucos têm o dom de conseguir criar e quando acaba a música olha para nós com o ar mais simples do mundo, envergonhado até (e não me venham dizer que é para a figura que os tímidos identificam muito bem os tímidos), como se não se tivesse passado nada...
e posso finalmente riscar da minha lista mental de músicas obrigatórias a ouvir ao vivo o "street spirit (fade out)". O gajo é um artista. Nasceu para aquilo. Se a voz é o que é em disco, ao vivo é ainda melhor, e todos os tiques, as danças maradas, o ar de lunático e de gajo-esquisito, de cabelo no ar, cada vez mais magro, ajuda muito ao espectáculo. O paranoid android foi muito bom, o everyhting in its right place também, foi tudo muito intenso, deu mesmo para abstrair das palmas exageradas habituais do público e concentrar toda a atenção na música. O momento alto foi (depois do street spirit e tendo em conta que não tocaram high and dry nem fake plastic trees) o fecho do concerto. Escolheram o "how to disappear completely", a musica mais deprimente (no bom sentido porque eu o que eu mais gosto nos radiohead é mesmo a nostalgia toda que nos fazem vir ao de cima de um momento para o outro) do kid a, que só de pensar no que se passou ali ainda fico arrepiada. Como é que se perde uma coisa destas e se consegue
dormir à noite?
O t.y. é ele mesmo, é deprimente, é genuíno, intenso, é esquisito, é artista, é boa pessoa. Tem de ser.
O que me assusta: estive para vender o bilhete.
o thom yorke merece todo o alarido que foi feito à volta dos concertos dos radiohead ao longo dos últimos meses. eu confesso que mesmo antes de entrar no coliseu voltei a comentar com a rapariga que aguardava a vez para a entrar ao meu lado que não percebia o porquê de tanta histeria à volta de
um concerto. uma fila para entrar que ia quase até rossio, mas ela dizia que estava a andar depressa. e estava. e como estes sentimentos de euforia são contagiantes depois da primeira parte puseram um som de fundo parecido com os batimentos cardíacos e de um momento para o outro apercebi-me que também já tinha entrado na euforia e que se fosse de manhã também eu tinha ido para a porta antes do almoço para ter ficado na primeira fila. e que se estivéssemos três meses atrás também eu tinha comprado um bilhete para cada dia como aquele rapaz a quem eu lancei um olhar de espanto quando soube que ia aos três concertos de lisboa.
o concerto acabou há pouco tempo e parece que ainda tenho a voz do t.y. na cabeça. amanhã de manhã provavelmente já não vou sentir isto da mesma maneira por isso não me apetece dormir. sei que amanhã não vou estar a sentir o mesmo que sinto agora e não me quero esquecer. o gajo canta com uma intensidade arrepiante e até de costas a tocar piano ele consegue ser expressivo. cria momentos que poucos têm o dom de conseguir criar e quando acaba a música olha para nós com o ar mais simples do mundo, envergonhado até (e não me venham dizer que é para a figura que os tímidos identificam muito bem os tímidos), como se não se tivesse passado nada...
e posso finalmente riscar da minha lista mental de músicas obrigatórias a ouvir ao vivo o "street spirit (fade out)". O gajo é um artista. Nasceu para aquilo. Se a voz é o que é em disco, ao vivo é ainda melhor, e todos os tiques, as danças maradas, o ar de lunático e de gajo-esquisito, de cabelo no ar, cada vez mais magro, ajuda muito ao espectáculo. O paranoid android foi muito bom, o everyhting in its right place também, foi tudo muito intenso, deu mesmo para abstrair das palmas exageradas habituais do público e concentrar toda a atenção na música. O momento alto foi (depois do street spirit e tendo em conta que não tocaram high and dry nem fake plastic trees) o fecho do concerto. Escolheram o "how to disappear completely", a musica mais deprimente (no bom sentido porque eu o que eu mais gosto nos radiohead é mesmo a nostalgia toda que nos fazem vir ao de cima de um momento para o outro) do kid a, que só de pensar no que se passou ali ainda fico arrepiada. Como é que se perde uma coisa destas e se consegue
dormir à noite?
O t.y. é ele mesmo, é deprimente, é genuíno, intenso, é esquisito, é artista, é boa pessoa. Tem de ser.
O que me assusta: estive para vender o bilhete.
segunda-feira, dezembro 29, 2003
the bends
há poucos discos que o Burro se arrepende de comprar. não porque compre poucos (o vício é mais forte...), nem porque se documente sempre muito bem antes de comprar. uma boa capa desconhecida às vezes vale mais que dez críticas positivas assinadas por aqueles cujas opiniões nos são quase sagradas. o segredo muitas vezes está em esperar pela altura certa para ouvir o disco. não haverá concerteza Burro que se preze que nunca tenha apanhado uma tremenda desilusão com um disco por que esperou dois anos para ouvir. ou por um disco por que tenha dispensado 20 euros e afinal vistas bem as coisas aquilo não valia nem 10... ou por um que tem um single tão bom, tão bom, tão bom que tenha de ser comprado na íntegra naquele momento sem documentação prévia e que depois pouco ou nada tem que se aproveite. mas o engraçado no meio de todos estes arrependimentos a curto prazo é que passado algum tempo a coisa muda de figura. e basta um desses tiros ao lado ser ouvido segunda vez em circunstâncias diferentes um ano depois, que seja, para tudo soar diferente. redescobrir a própria "colecção" de discos, sabe quase tão bem quanto a sensação de chegar a casa com um saco cheio de discos novos e passar horas a descascá-los e ler os créditos. olhar para a parte de trás de um disco que nos lembramos como se fosse ontem onde, quando e com quem foi comprado e ver..... 1989! passaram mais de dez anos, a loja entretanto já não existe e o pagamento agora já não é feito pelos pais. de resto, tudo na mesma. e há tantos assim. podem estar anos sem sair da prateleira, mas volta não volta regressam todos ao local do crime. e é nessas audições mais a frio, que nos apercebemos da importância que certas músicas/discos tiveram para nós em tempos.
o Burro está nostalgia-mood por ter redescoberto "the bends". um desses discos que apesar de ter rodado incansavelmente cá no estábulo na altura em que saíu (1995), só por alturas das electrónicas assumidas dos radiohead é que parece ter sido interiorizado pelo Burro em toda a sua magnitude... de simplicidade, sobretudo. o Burro é fã dos radiohead quer seja em versão acústica, electrónica ou assim assim. é fã de thom yorke, e não há como não ser depois de ver o senhor ao vivo. mas o "the bends" é o "the bends" e não há efeito de sintetizador que supere uma canção como o "high and dry" ou como o "fake plastic trees", e o burro ainda não conseguiu perceber por que é que foi o "ok computer" que açambarcou logo ali o estatuto de "clássico instantâneo".
O Burro é fã de:
o Burro está nostalgia-mood por ter redescoberto "the bends". um desses discos que apesar de ter rodado incansavelmente cá no estábulo na altura em que saíu (1995), só por alturas das electrónicas assumidas dos radiohead é que parece ter sido interiorizado pelo Burro em toda a sua magnitude... de simplicidade, sobretudo. o Burro é fã dos radiohead quer seja em versão acústica, electrónica ou assim assim. é fã de thom yorke, e não há como não ser depois de ver o senhor ao vivo. mas o "the bends" é o "the bends" e não há efeito de sintetizador que supere uma canção como o "high and dry" ou como o "fake plastic trees", e o burro ainda não conseguiu perceber por que é que foi o "ok computer" que açambarcou logo ali o estatuto de "clássico instantâneo".
O Burro é fã de:
sábado, dezembro 20, 2003
mary christmas
É entre papéis de embrulho, muitas prendas made in estábulo, cartolinas às cores e luzes de natal, que o burro deseja a todos um Feliz Natal e, se não nos virmos entretanto, um 2004 mais calmo e......... menos burro do que o ano que agora chega ao fim.
Peace to you all!
Peace to you all!
terça-feira, dezembro 09, 2003
plej - dancing boys from sweden
alguém sabe alguma coisa sobre estes rapazes? entraram no estábulo ainda agora via sol música, e já não voltam a sair. têm um som completamente viciante, ao estilo daft punk, com alguns daqueles toques jazz/blues que o burro tanto gosta nos st germain. «you» é o nome da música que estava a passar na televisão, e plej ao que parece lê-se plei. são suecos. e mais o burro não sabe por enquanto.
mais informação no site oficial
mais informação no site oficial
segunda-feira, dezembro 08, 2003
forever young...... not!
a propósito de passagem do tempo é engraçado constatar aos feriados via praça da alegria, olá portugal, sic 10 dez horas, herman sic ou qualquer outro programa da mesma família quão jovens estão os artistas portugueses do tempo de nossos pais ou avós, conforme a idade do burro em questão. e quem pensa que nenhum de nós anda a caminhar para novo, pois que se desengane. ele é só assistir ao rejuvenescimento de antónio calvário, fernando pereira, joel branco e outros tantos artistas da mesma lavra cujo nome o burro não sabe "por não serem do seu tempo". é assustador ver como as camadas de base triplicaram com o passar do tempo e como os cabelos estão cada vez mais loiros e sedosos e as barbas mais desenhadas. é a sociedade que obriga a isto? ou a televisão?
forever young
fora de prazo ou não os doors a la século 21 estiveram bem. o burro percebe o cepticismo dos seguidores de morrison. à primeira vista parece que manzareck e companhia estão a roubar a jim o que é de jim, e a dá-lo de mão beijada a ian astbury para que todos juntos consigam mais uns trocos. diz que não. que it's all about the music. que seja. a música sabe melhor quando é ouvida sem pensar, por isso ponham quem quiserem no lugar de morrison, que as canções continuam a ser as mesmas e a ter a mesma força. pelo menos foi essa a impressão que o mr cult passou. como é óbvio, o dramatismo, a teatralidade e a alma de morrison estavam lá apenas em espírito, mas quem cresceu a ouvir aquelas canções não recusa a oportunidade de as ouvir ao vivo. sobretudo quando essa possibilidade nunca teve sequer a mais pequena probabilidade de acontecer. é estranho poder assistir ao concerto de uma banda cujo vocalista morreu quase dez anos antes do nosso nascimento.
astbury desempenha bem o papel que lhe foi atribuído. os gestos são os mesmos, se bem que os mais provocadores a la mojo rising deixa-os apenas para as recordações dos que viam e vêem em jim morrison um mito. o burro é desses. an american poet too, so they say, cuja memória continua carregada de misticismo até hoje. o burro sentiu bem isso quando surgiu a imagem de morrison de braços abertos projectada na tela em palco, pouco arrepios antes de ter começado a soar a poderosa carmina burana.
não é difícil ficar do lado dos cépticos e ver todo aquele espectáculo pelo lado ridículo, mas a envolvência acaba por ser mais forte. são as canções. ainda assim o mais ridículo é que ao olhar para aqueles doors de longe, o burro sentiu por várias vezes que a única figura real que ali estava em palco era o jim morrison..... que afinal era o ian astbury. robbie krieger e ray manzarek pareciam menos eles próprios do que astbury parecia morrison. pelo menos para quem não lhes punha a vista em cima desde os sixties. em filme, claro.
ultrapassado o cepticismo e vendo as coisas pelo lado positivo, os doors do século 21 são a prova de que o rei lagarto continua a reinar um pouco por toda a parte e que ao contrário do resto da banda...... não envelhece.
astbury desempenha bem o papel que lhe foi atribuído. os gestos são os mesmos, se bem que os mais provocadores a la mojo rising deixa-os apenas para as recordações dos que viam e vêem em jim morrison um mito. o burro é desses. an american poet too, so they say, cuja memória continua carregada de misticismo até hoje. o burro sentiu bem isso quando surgiu a imagem de morrison de braços abertos projectada na tela em palco, pouco arrepios antes de ter começado a soar a poderosa carmina burana.
não é difícil ficar do lado dos cépticos e ver todo aquele espectáculo pelo lado ridículo, mas a envolvência acaba por ser mais forte. são as canções. ainda assim o mais ridículo é que ao olhar para aqueles doors de longe, o burro sentiu por várias vezes que a única figura real que ali estava em palco era o jim morrison..... que afinal era o ian astbury. robbie krieger e ray manzarek pareciam menos eles próprios do que astbury parecia morrison. pelo menos para quem não lhes punha a vista em cima desde os sixties. em filme, claro.
ultrapassado o cepticismo e vendo as coisas pelo lado positivo, os doors do século 21 são a prova de que o rei lagarto continua a reinar um pouco por toda a parte e que ao contrário do resto da banda...... não envelhece.
sábado, dezembro 06, 2003
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